xerocado do Blog da Maria Fro
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Folha demite Amorim e muda politica externa brasileira
xerocado do Blog do Azenha ( Viomundo)
Ontem a Folha de S. Paulo demitiu Celso Amorim do governo. Disse que o ministro foi “desconvidado” do encontro do G20, na Coreia do Sul, pelo próprio governo. Hoje Celso Amorim esclarece que foi ele quem pediu para não ir, já que a ênfase do encontro era nas questões econômicas. A mentira saiu com destaque. O desmentido, miudinho.
A Folha não apenas demitiu Celso Amorim, como tirou o ex-embaixador brasileiro nos Estados Unidos, Antonio Patriota — ligado a Amorim — da lista de ministeriáveis. Colocou no lugar dele o José Viegas Filho e o Nelson Jobim. O Jobim, aliás, está em todas. Hoje, em editorial, a Folha dá uma guinada na política externa brasileira.
Duas coisas me impressionam profundamente neste período pós-eleitoral: 1. a desconexão entre os fatos e o noticiário; 2. o lobby descarado que os jornais fazem em defesa de seus candidatos ao ministério e dos “programa de governo” que formulam. É como se a população tivesse eleito a Folha para governar. Eu não consigo ler mais nenhuma “notícia” sem esperar pelo desmentido dela no dia seguinte.
O nível dos jornais brasileiros é uma lástima. O Valor Econômico, que é o menos ruinzinho, mandou um repórter para o Vietnã, fazer reportagem sobre o plantio de arroz, sob patrocínio da Syngenta! Embora tenha noticiado no pé da “reportagem” que a viagem tinha sido paga pela Syngenta, o jornal não esclareceu o que é a Syngenta. No texto, o repórter atribui parcialmente à ideologia a rejeição de rizicultores vietnamitas aos “pacotes” tecnológicos da Syngenta. Fica parecendo que os pacotes tecnológicos da Syngenta são milagrosos e que os vietnamitas não tem apenas 5 mil anos de desenvolvimento da tecnologia de plantio de arroz. O repórter não reserva uma linha sequer à vasta literatura existente sobre o papel exercido pelas grandes corporações do agronegócio — dentre as quais figuram com destaque a Syngenta e a Monsanto –, que tentam cercar o mercado das sementes, do veneno e dos fertilizantes.
Estamos falando de um jornal que, em tese, deveria servir aos formuladores das políticas públicas brasileiras.
No entanto, serve ao lobby descarado.
Ontem a Folha de S. Paulo demitiu Celso Amorim do governo. Disse que o ministro foi “desconvidado” do encontro do G20, na Coreia do Sul, pelo próprio governo. Hoje Celso Amorim esclarece que foi ele quem pediu para não ir, já que a ênfase do encontro era nas questões econômicas. A mentira saiu com destaque. O desmentido, miudinho.
A Folha não apenas demitiu Celso Amorim, como tirou o ex-embaixador brasileiro nos Estados Unidos, Antonio Patriota — ligado a Amorim — da lista de ministeriáveis. Colocou no lugar dele o José Viegas Filho e o Nelson Jobim. O Jobim, aliás, está em todas. Hoje, em editorial, a Folha dá uma guinada na política externa brasileira.
Duas coisas me impressionam profundamente neste período pós-eleitoral: 1. a desconexão entre os fatos e o noticiário; 2. o lobby descarado que os jornais fazem em defesa de seus candidatos ao ministério e dos “programa de governo” que formulam. É como se a população tivesse eleito a Folha para governar. Eu não consigo ler mais nenhuma “notícia” sem esperar pelo desmentido dela no dia seguinte.
O nível dos jornais brasileiros é uma lástima. O Valor Econômico, que é o menos ruinzinho, mandou um repórter para o Vietnã, fazer reportagem sobre o plantio de arroz, sob patrocínio da Syngenta! Embora tenha noticiado no pé da “reportagem” que a viagem tinha sido paga pela Syngenta, o jornal não esclareceu o que é a Syngenta. No texto, o repórter atribui parcialmente à ideologia a rejeição de rizicultores vietnamitas aos “pacotes” tecnológicos da Syngenta. Fica parecendo que os pacotes tecnológicos da Syngenta são milagrosos e que os vietnamitas não tem apenas 5 mil anos de desenvolvimento da tecnologia de plantio de arroz. O repórter não reserva uma linha sequer à vasta literatura existente sobre o papel exercido pelas grandes corporações do agronegócio — dentre as quais figuram com destaque a Syngenta e a Monsanto –, que tentam cercar o mercado das sementes, do veneno e dos fertilizantes.
Estamos falando de um jornal que, em tese, deveria servir aos formuladores das políticas públicas brasileiras.
No entanto, serve ao lobby descarado.
Já que santo de casa não faz milagres…
Durante algum tempo eu usei o meu querido Sauva com o proposito de provocar nos meus raros e caros leitores algum tipo de reflexão sobre comportamentos humanos em geral. Fiz isso de uma porção de jeitos: com textos de minha própria e pobre lavra, com poemas que catei por ai, com musicas, comerciais, cronicas do meu dia-a-dia e tudo o mais, sempre com a mesma intenção: dizer que é preciso deitar um novo olhar sobre nossa maneira de lidar com nossos semelhantes, conosco mesmo e com tudo o mais que vive sobre a terra.
E eu estava mais ou menos feliz assim. Mas vieram as eleições. E aconteceu alguma de minhas maiores frustrações: eu vi, ouvi e senti ódio, preconceito, racismo, xenofobia e outros sentimentos um tanto menos nobres alardeados pela web, e pela imprensa escrita, falada e enxergada.
Mas pensei, bem as eleições vão passar e ganhe quem ganhar, no dia seguinte todo mundo vai cuidar da sua própria vida e as coisas voltarão aos seus lugares.
De novo ví que tristemente me enganei. O odio, o racismo, a intolerancia aumentaram de volume e de cor. Ao invés dos perdedores juntarem seus cacos e retirarem-se para pensar numa articulação mais eficiente e menos suja – e que possibilitem uma vitória nas próximas eleições - parece que ensandeceram de vez: o que antes era dito com algum constrangimento agora é bradado alto e em bom som.
Quem me conhece sabe que sou paulistano na certidão de nascimento, filho de pais paulistas, e pai de filhos paulistanos que foram gerados por minha esposa baiana, e sabem que sou católico, heterossexual e corintiano. E sabem também que meu coração é de ser humano.
Porém cheguei ao meu limite de tentar entender com paciencia, tolerancia e muitas vezes em silencio, as sandices que ouço e vejo todos os dias em relação aos nordestinos, negros, gays, mulheres, pobres, judeus, umbandistas, muçulmanos, e outros grupos de seres humanos.
E como se não bastasse essa grita irada e descomposta se manifestou também entre alguns de vocês meus raros e caros leitores e sendo assim concluo, como eu disse lá no titulo desse texto, que esse santo aqui não está fazendo milagre em sua casa.
De hoje em diante outros santos passarão a frequentar o Saúva e quem sabe esses serão melhores intercessores que eu.
O Saúva passará a replicar todas as noticias e idéias que combatam as ideologias separatistas em que nivel for: de naturalidade, sexo, idéias, religião e tudo o mais. Republicarei aqui em especial as publicações dos blogs sujos – aqueles que foram excluidos da massa cheirosinha e limpinha da sra Catanhede – mas não necessáriamente só desses.
É preciso que tenhamos debates, discussões e usemos toda a genialidade humana na descoberta de novas formas de organizar a sociedade, mas que tudo isso venha ao encontro do bem comum. Que sirva de união entre todos e não de separação. Já passou da hora de descobrirmo-nos apenas seres humanos e nada mais que isso.
Alguns de voces não está nem um pouco interessado nisso. É simples: basta não ler.
E aguardarei com sincera ansiedade o contraponto civilizado e agregador daqueles que podem contribuir para a melhoria de nosso país.
E aproveito para dizer que estou no twitter: @jotagebece Que é outra ferramenta que me convenceu ser muito eficaz no combate aos despautérios perpretados por quem não sabe perder.
Jonas
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Pegadinha e Budweiser
Uma daquelas classicas pegadinhas. Uma cabine dessas de tirar fotos foi colocada na entrada de um cinema com o convite para o pessoal tirar " fotos gratuitas para o Hallowen" , mas trata-se mesmo da divulgação de um novo filme da série: Jogos Mortais. Sacô?
E aqui duas ações para a Budweiser.
A primeira delas é um jogo de bilhar no terraço de um edificio (remember Let It Be!). As encaçapadas resultam em bolas rolando pelas ruas ruas da cidade. Bacana. A musica é tocada pela banda Air.
E a segunda é de 2009. Trilha sonora da música Beatle ( será que é por isso que estou postando isso ) de nome All Together Now executada pela banda The Hours e mostra cenas de pessoas soletrando e interpretando a letra da musica.
E aqui duas ações para a Budweiser.
A primeira delas é um jogo de bilhar no terraço de um edificio (remember Let It Be!). As encaçapadas resultam em bolas rolando pelas ruas ruas da cidade. Bacana. A musica é tocada pela banda Air.
E a segunda é de 2009. Trilha sonora da música Beatle ( será que é por isso que estou postando isso ) de nome All Together Now executada pela banda The Hours e mostra cenas de pessoas soletrando e interpretando a letra da musica.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Aborto: uma questão pública ou religiosa?
Nas ultimas eleições foi trazido para a discussão a aceitação ou não do aborto com a premissa de que a depender do posicionamento dos candidatos à presidencia aumentariam suas chances de serem eleitos ou não.
O primeiro equivoco está no entendimento de que tal assunto seja da esfera presidencial. Não é. Mais produtivo seria ter levado esse assunto aos canditados ao senado e a camara federal sendo que, a esses sim, cabe a responsabilidade de legislar sobre o assunto.
O segundo equivoco é reduzir essa discussão a um simples sim ou não, sou contra ou sou a favor, sem o aprofundamento necessário para entender-se as razões dessa prática a respeito da qual, em principio, a maioria, e eu inclusive, é contra.
Somos contra por que somos religiosos por natureza. Mas é bom que se diga que não somos eclesiais. Os religiosos cristãos amam ao Deus de Jesus e trazem em sí as máximas ditas por Ele: ame ao seu próximo como a si mesmo e não faça aos outros o que não quer que façam para si mesmo.
Já os seres eclesiais estabelecem dogmas, e muitas vezes põem-se a interpretar a Palavra de Deus segundo a visão de si mesmos cuja vida é dedicada, na maioria das vezes, exclusivamente ao Ministério.
Foi com esse sentimento eclesial que a Igreja Católica determinou que o aborto é crime a partir do quadragesimo dia da fecundação dentro de um entendimento que é nesse momento que se inicia a vida propriamente dita segundo pensamentos de São Tomás de Aquino.
Esses 40 dias podem ser apenas uma baliza, um ponto de referencia. Dado que a vida tem seu inicio em um momento indeterminado. Pensemos que um casal ao unir-se para fecundar um óvulo precisa antes de tudo estar vivo é óbvio, e além disso precisa preencher umas certas condições fisicas que vão acabar permitindo a tal fecundação. Sendo assim é possivel dizer que a vida do feto começou com esse casal. A este casal foram dadas condições de multiplicar a vida e portanto o inicio da vida pode estar neles mesmos.
Agora, não olhemos para a vida humana apenas. É preciso lembrar que um sem fim de coincidencias e sintonias precisam acontecer na antureza para que seja propiciada a vida. Desde o oxigenio, a água, o dia e a noite, passando por toda a cadeia que chamamos de alimentar, enfim tudo que existe nos mundos mineral, vegetal e animal contribui para que a vida humana aconteça.
É indispensável portanto que amemos e preservemos a vida toda , humana ou não, desde e para sempre. E esse amor e essa preservação passa obrigatóriamente pela compreensão da falibilidade humana, das desordens emocionais, pelas tragédias pessoais, pelas violencias, pela diversidade cultural, pelas condições sociais, ambientais e economicas e pelos planos sociais equivocados adotados por tantos governos descuidados com a vida.
Temos pois que, antes de tudo devemos buscar a realização e a plenitude humanas tal e qual preconizadas pelo Deus de Jesus Cristo, a fim de minimizar as confusões que podem levar a adoção do aborto como solução para a chamada gravidez indesejada. Seres humanos - homem e mulher - plenamente realizados e no máximo do uso de seus dons não ficam gravidos de maneira indesejada.
Uma sociedade perfeitamente equilibrada, justa social e culturalmente, não haverá de buscar a morte como solução para a vida. Ao contrário, uma sociedade equilibrada pode proporcionar aos seus individuos a festa do nascimento de uma vida, a alegria de ver surgir em seu seio mais e mais vidas amorosas. Um sociedade realizada amorosamente saberá acolher todos os novos seres sem mais ódios, sem mais medos, sem mais violencias, coisa que vemos acontecer, infelizmente e todos os dias.
Devem portanto as Igrejas e o Estado sintonizarem-se sem imposições, sem arrogancia, sem o autoritarismo próprio de quem já decidiu tudo sobre a Verdade e a Vida, e buscarem com humildade soluções para esse descalabro ao qual tantas mulheres se submetem todos os dias e muitas vezes morrem e que se chama aborto.
O Estado, apesar de laico, deve entender que de suas ações pode depender o bem estar espiritual de seus cidadãos. As Igrejas, eminentemente orientadoras espirituais, devem compreender as ambições de seus fiéis colocando-se como interlocutora destes com o Estado.
Fiquem em paz,
Jonas
terça-feira, 19 de outubro de 2010
A receita
Chico Buarque, em sua música Paratodos, nos dá uma receita para curar uma porção de males, quase todos os males.
E eu fiquei com vontade de acrescentar um mal que ele não citou. Me dá licença mestre Chico, me perdoe a ousadia por favor, mas nos dias de hoje era bom que divulgassemos esse seu remédio como cura também do racismo, do ódio religioso, da raiva segregacionista. É bom também algumas doses desse seu remédio para curar a mentira demagógica, a intromissão violenta nas questões de foro intimo.
Contra tudo isso tomemos doses exageradas de nossa brasilidade. E em breve estaremos na rua fazendo um carnaval bem ao nosso modo para festejar a nossa cura.
Fiquem em paz.
Jonas
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Ave Maria de Gounod
Reflitamos um pouco sobre o que temos em nossas mãos por esses dias. Pensemos a respeito do mundo estamos que construindo para os que virão depois de nós. Rezemos e fiquemos em paz.
Jonas
Jonas
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
O Quinto Beatle
É bem comum ouvir por ai essa expressão “ quinto Beatle” e que refere-se às pessoas que estiveram em torno do quarteto ajudando-os no desenvolvimento e execução do seu trabalho.
Muita gente fala no tecladista Billy Preston ou no o assessor de imprensa Derek Taylor ou ainda num dos principais executivos da gravadora Apple, Neil Aspinall. A lista é grande.
E tem George Martin. Produtor e arranjador, do inicio ao fim da banda, de todas as músicas compostas pelos quatro cabeludos de Liverpool.
George Martin foi o principal incentivador da banda. Olhem só o que ele disse ao reporter Geneton Moraes sobre seu trabalho no começo do quarteto:
"Quando comecei a trabalhar com os Beatles, logo no primeiro ano,depois que eles gravaram "Please, Please Me", eu disse: "Senhores, este é o primeiro sucesso..". Propus um desafio: "Agora, tragam-me algo melhor!". Os dois voltaram com "From Me To You" - que era boa. Depois, me trouxeram "She Loves You", melhor ainda. Em seguida, "I Wanna Hold Your Hand",fantástica! A cada vez, compunham algo diferente da anterior. Não era como "Guerra nas Estrelas I", "Guerra nas Estrelas II", "Guerra nas Estrelas III". Davam um tratamento original".
"Digo que esta curiosidade e este esforço para transpor o horizonte é que caracterizaram o pensamento de John e Paul. Isso é que os fez tão bons! Sempre tentavam melhorar, sempre tentavam ser mais originais. Perguntavam-me: "Que som podemos ter? O que é que você pode nos dar? O que é que não sabemos ainda? Ensine!".
Ou seja George Martin dedicou-se a desafiar John e Paul contibuindo assim para que viessem tocar em nossos ouvidos algumas das melhores músicas compostas nesse planeta.
E Martin tinha também sua veia criativa. São dele algumas das musicas da trilha sonora do filme Yellow Submarine, um desenho animado estrelado pelos Beatles.
Como se sabe o filme é a história de um terra onde seus habitantes eram ameaçados pelos Azuis que não gostavam e nem permitiam que se tocassse música.
Então o sargento Peppers, de Pepperland, chama os Beatles para ajudar a combater os tais Azuis.
Durante a viagem os Beatles atravessam várias terras ou paises que vão dando significado às musicas da trilha sonora ou vice-versa.
Destaco para voces a música Pepperland, composta por George Martin e executada pela orquestra dele mesmo.
Fiquem em paz
Jonas
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Maquiagens e Barbies
Neste Dia das Crianças eu me ví diante da mistura das aguas do rio da vida da Gigi. Essa mistura está materializada nos presentes que involutariamente, é bom que se diga, compramos para ela: um pequeno estojo de maquiagem e uma boneca Barbie.
Na hora eu comentei com a Rita: estamos presenteando uma moça ou uma menina? E percebemos que estamos assistindo isso sim uma mudança de fase na vida de um ser humano.
E me lembrei que ultimamente tenho estado atento a essas coisas, mas eu não fui sempre assim. Com as devidas desculpas aos meus filhos eu sou obrigado a confessar que com eles raramente eu me dava conta dessas coisas.
E eu desconfio que sei por que. A mim me parece que minha vida tinha outras prioridades que não passavam nem perto da contemplação, da valorização da vida e da percepção das emoções.
A embriaguez causada por outras prioridades e outros valores me afastavam do real significado de nossa existencia que é perceber a presença do outro e tentar entender o que se passa com o outro.
A embriaguez motivada por outros atrativos não deixava cravar em meu coração as incontaveis nuances da beleza da vida.
A embriaguez do riso fácil não me solidarizava com as dores que os que me são caros sentiam.
A embriaguez em poças rasas me impedia de mergulhar fundo e descobrir a diversidade da vida.
A embriaguez da superficialidade não me deixava confessar meu compromisso com a vida dos que me amam. E que me amam apenas por que eu sou o que sou e não pelo que eu acho que eu deveria ser.
Então o que eu quero agora é a sobriedade que me faz abrir os olhos para um horizonte largo, plano e promissor.
Preciso me manter sóbrio para entender as fases da minha propria vida, recheda de sucessos e fracassos. As minha próprias lições.
Só a sobriedade pode me fazer rir ou chorar com sinceridade diante das surpresas da vida. E a vida não pode ser perdida tão a toa.
E como eu digo sempre uma infinidade de situações concorreram para que eu chegasse até aqui e que tudo acontecesse comigo do jeito que está acontecendo. Eu preciso entender isso e cuidar de tudo com ponderação, parcimonia e sobriedade.
É preciso lembrar sempre da simultaneidade da vida e que não somos apenas cativos de algumas pessoas ou de algumas coisas e muito menos somos apenas cativeiros. Nós somos as duas coisas ao mesmo tempo.
Fiquem em paz
Jonas
domingo, 10 de outubro de 2010
Cenas épicas
O lançamento de um celular, o Smartphone Epic da Samsung, gerou uma idéia bacana. São vários pequenos curtas sobre cenas épicas de beijos, lutas, romances e que tais.
E junto com essa idéia bolaram um concurso de curtas que devem ser feitos com o tal celular Epic. O vencedor ganha 25.000 dolares.
Curtam os curtas.
Fiquem em paz.
Jonas
E junto com essa idéia bolaram um concurso de curtas que devem ser feitos com o tal celular Epic. O vencedor ganha 25.000 dolares.
Curtam os curtas.
Fiquem em paz.
Jonas
sábado, 9 de outubro de 2010
Sir John Winston Lennon
Hoje, 09 de outubro, é o aniversário de duas pessoas importantissimas: uma delas é meu sobrinho Eduardo
(Edu para mim) Salve Edu! Continue sendo o ser humano especial que você é. Que o bom Deus o abençoe sempre.
A outra pessoa é John Lennon. Se estivesse vivo estaria completando 70 anos hoje. Se é que tem alguém que não sabe, ele juntamente com Paul McCartney formou uma das duplas de compositores músicais mais geniais da história da música e esbanjaram competencia e criatividade como Beatles e depois em suas carreiras solos.
Quando se fala em Beatles é comum os fãs dizerem que gostavam mais desse ou daquele integrante da banda. A Rita, por exemplo, gosta mais do George, já minha cunhada Conceição e a Margie Simpson gostam mais do Ringo.
Para mim não há um beatle preferido, entendo que eles formavam uma unidade e não consigo destaca-los, pois penso que se o fizer quebrarei um dos lados desse quadrilatero absolutamente perfeito chamado The Beatles.
Mas certamente ele tinha sua personalidade bem diferente dos demais. Era bem ironico, um poeta engajado, sonhador. Teve também seu lado roqueiro simplesmente. Quando ainda como beatle envolveu-se com tudo que os roqueiros se envolvem. Mais tarde acabou tornando-se um militante pacifista e teve problemas com o FBI para conseguir residencia nos Estados Unidos, mas conseguiu. E, ironicamente, justamente no país onde ele brigou tanto para morar foi onde acabou assassinado por um desequilibrado que o matou em Nova York na noite de 08 de dezembro de 1980.
John também teve seu lado de pai amoroso quando em 1975 nasceu seu filho Sean, e então passou a dedicar-se exclusivamente a ele durante cinco anos que ficou sem fazer outra coisa qualquer inclusive sem compor e nem gravar. Cinco anos depois gravou juntamente com Yoko Ono um belissimo album recheado de poesias chamado Double Fantasy que acabou sendo seu ultimo trabalho.
Quanto às suas músicas sou suspeito em falar delas e confesso uma dificuldade muito grande em escolher a melhor mas ouso fazer uma escolha de tres composições que traduzem fases bem distintas de sua vida mas que revelam sua personalidade sonhadora e ativista ao mesmo tempo.
A primeira ainda como Beatle chama-se Strawberry Fields Forever e faz um chamamento para uma viagem interior. Me parece inspirada na fase psicodélica e lisérgica que os quatro andaram experimentando.
A segunda já como solo chama-se Mind Games e a chamada é na direção de que todos devemos jogar jogos mentais. Pensar na paz e no amor. Pode ser que a corrente do pensamento faça florescer o amor sobre a terra.
A terceira é do album Double Fantasy e é uma lindissima declaração de amor chamada Woman em que Lennon confessa-se totalmente entregue ao amor de sua mulher ( Yoko) e é dela dependente.
Logo depois das fotos estão os videos, espero que voces gostem. Espero que o Edu goste.
Fiquem em paz,
Jonas
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Minha silenciosa vingança
Do outro lado da rua do nosso prédio, bem em frente, tem uma dessas casas que são alugadas para eventos e festas. Festas que geralmente acontecem no fim de semana e vão até lá pelas 2:00 da madrugada. E festa que se preza tem musica alta e de preferencia ao vivo. E como não poderia deixar de ser, meu quarto fica de frente para a tal casa. Já podem imaginar que nos dias de festa eu não durmo muito bem não.
E na ultima festa o pessoal mandou as favas e de vez a tal da Lei do Silencio e a festa seguiu animadissima até as 03:30 hs.
Eu acordei lá pelas 00:30 e de inicio tolerei e até gostei do repertório da banda que estava tocando. Esperançoso de que logo fosse acabar eu até pensei comigo mesmo que no dia seguinte iria procurar o sindico para saber se alguém um dia tinha tentado tomar alguma providencia a respeito disso.
Em seguida, e já completamente desperto, comecei a pensar que eu mesmo – no dia seguinte- iria procurar os orgãos responsáveis por fazer respeitar a lei.
O tempo foi passando e a banda começou a tocar roques dos anos 60 e nesse momento eu comecei a me imaginar usando blusão de couro, calça jeans e, junto com minha gangue de motoqueiros, eu parava na frente da tal casa, chamava todo mundo pra briga. E depois do quebra-quebra eu saia satisfeito com a paz retornando ao lugar.
Foi quando a banda passou para uma ou duas musicas italianas tipo tarantela e então na minha cabeça eu estava desembarcando de um baita sedã preto bem na porta da casa, junto comigo, vindos em mais tres sedãs pretos, dez sujeitos invocados protegiam minhas costas enquanto eu – em um encontro reservado com o dono da festa – exibia para ele uma foto da propria mãe, dizendo que estava preocupado com a saude daquela boa senhora pois eu acabara de ve-la amarrada e sendo embarcada em um barco de pesca lá no cais. O dono da festa saiu correndo e o silencio reinou.
A banda tascou essas musicas “pulantes” e o cantor gritou: tira o pé do chãããooo! E eu me vi com meu pelotão de ninjas descendo de escadas de corda pendentes de helicópteros que sobrevoavam a tal casa. Todos armados de metralhadoras e lança-chamas. Ouvi pratos, copos, sopeiras e saladeiras sendo estilhaçados pelas rajadas e, ao mesmo tempo, os lança-chamas assavam as carnes dos presentes. Os musicos fugiam gritando e tudo ficou quieto.
Mas eu continuava a ouvir muito barulho e que não identificava mais como música mas sim como de parabrisas dos automoveis estacionados em frente a festa e que eu quebrava com meu bastão de beisebol e em seguida ouvi explosões de dinamites que eu coloquei no alicerce dos muros que faziam tudo ruir e por ali passavam as pessoas fugindo apavoradas e finalmente a paz podia ser ouvida.
A banda passou a tocar um frevo e nesse exato momento eu entrei na festa. Estava fardado e com muitas estrelas brilhando em meus ombros e dezenas de insignias enfeitando meu peito, e eu gritava para meus 30 comandados: prende todo mundo ! Vai todo mundo passar a noite em cana. Foi quando o cantor gritou: valeeeeeu pessoal! Boa noiteeeee!.
Tudo ficou verdadeiramente quieto, já eram quase 03:30, e então eu dormi. Dormi o sono daqueles que tem consciencia do dever cumprido.
Fiquem em paz,Jonas
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Trocar palavras
É comum algumas palavras serem substituidas por outras a fim de que a mesma coisa passe a ser interpretada de maneira diferente ou menos preconceituosa, mais aceitável.
Dois exemplos: antes referiamo-nos aos com mais idade como velhos, sendo que com o passar do tempo velho passou a ser sinonimo de coisa ultrapassada, então agora as pessoas de mais idade são idosas. Os veados – essa palavra não era dita em casa de familia – agora se chamam gays cuja expressão foi integrada ao vocabulário de todos nós sem conotações pejorativas.
Estou achando que é hora de pensarmos na palavra amor.
Dizer amor nos remete à renuncia, zelo, atenção, fidelidade o que, na maioria das vezes, exige presença. O amor que conhecemos e entendemos quase sempre só pode ser praticado através da convivencia mutua e do conhecimento reciproco.
Pode ser muito dificil entender que amor pode ser praticado entre estranhos proximos ou distantes.
Além disso tudo, a palavra amor traz – a depender do caso – proposta de compromissos que podem não corresponder ao que verdaderiamente estamos a fim. E acima de tudo é muito confuso declarar amor por pessoas que nunca vi, não conheço e jamais conhecerei.
Estou falando tudo isso por que toda a humanidade anseia por amor e passamos nossa vida toda querendo amar e ser amados. Mas tem um conflito aí que surge justamente dos significados mais comuns da palavra amor. É complicado eu dizer que amo minha vizinha. Um pai pode ter um ataque cardiaco se o filho dizer que ama o amiguinho da escola. O chefe pode ser processado por assédio sexual se disser à sua secretaria que a ama. E alguém me chamará de exagerado se eu disser que amo os esquimós.
Que tal trocar por respeito? Está aí uma palavra pouco usada e quem tem quase todos os significados da palavra amor mas não carrega os mesmo compromissos. Respeitar é não burlar, não ferir, não lesar, não magoar, etc... E pode-se muito bem respeitar sem conhecer, sem conviver.
A Rita não ficará com ciume se eu disser que respeito a vizinha e o chefe não levará um tapa e um processo se disser que respeita a sua secretária. Eu serei visto com um bom cidadão se disser que respeito os esquimós.
Vivemos uma crise muito séria de humanidade. Não alcançamos ainda a plenitude de seres humanos. Talvez seja a hora de repensarmos o que realmente sentimos e dar o nome certo para isso. Talvez tudo se torne mais assimilável, mais palatável.
Quem sabe as igrejas cristãs modifiquem o enunciado do decimo primeiro mandamento ensinado por Jesus Cristo trocando o “ amai-vos uns aos outros” por “ respeitai-vos uns aos outros”?
Talvez uma mexidinha no vocabulário acabe por causar a revolução ética que tanto queremos.
Quem sabe?
Fiquem em paz
Jonas
sábado, 2 de outubro de 2010
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Tem coisas que não se compram por propaganda
Tem um restaurante na praia de Calhetas que fica aqui perto do Recife e que tem em suas paredes, como muitos restaurantes costumam ter, fotos do dono do lugar junto com gente famosa que aparece por lá.
O objetivo é óbvio: é divulgar o restaurante como um local frequentado por gente famosa de várias áreas parecendo assim uma espécie de aval de que o lugar é bom.
Essa é uma prática bem antiga usada na propaganda, não é de hoje que se vê gente famosa emprestando seus rostos e suas vozes para vender produtos.
Isso existe unicamente por causa de nosso culto à personalidade, uma regra não escrita, mas que consiste em valorizar aquilo que as personalidades famosas fazem ou dizem que fazem, que torna muitas coisas certas e boas. Toma-se como o melhor tudo que os famosos dizem que é.
Para mim isso pode funcionar muito bem para bancos ou marcas de sabão em pó.
Uma praia como Calhetas não precisa disso. Não há rosto de conhecido que seja mais bonito do que o próprio lugar. Acho um equivoco do dono do restaurante não valorizar o que é realmente bonito por ali. O que vale mesmo é olhar aquela paisagem e deixar que tudo venha a flor da pele.
E ultimamente eu tenho tido a sensação de que os consumidores de tudo em geral estão ficando mais atentos. Aos poucos eu observo que as referencias de terceiros interferem cada vez menos nas decisões de comprar e consumir algo. Existem coisas que não se compram assistindo TV e lendo jornais, ou indo às lojas.
Tem muita coisa sendo comprada com as emoções de cada um, com o proprio bem estar, com as experiencias pessoais de cada individuo. Parece que existem coisas que são compradas com a alma e essas compras certamente são muito mais acertadas.
Quem quiser entender que entenda.
Quem quiser entender que entenda.
E tem uma musica - adivinhem de quem- bastante apropriada para traduzir isso que quero dizer. A composição é de George Harrison e é uma gravação dos Beatles da época em que experimentavam a musica indiana. Para nossos ouvidos de brasileiros lembra muito um xaxado. Chama-se The Inner Light ou A Luz Interior.
Publico apenas a letra em portugues.
Publico apenas a letra em portugues.
Jonas
The Inner Light - A Luz Interior
Sem sair da minha porta
Eu posso conhecer todas as coisas do mundo
Sem olhar pela janela
Eu posso saber todos os caminhos do paraíso
O grande apenas viaja...
O pequeno apenas sabe...
O pequeno realmente sabe...
Sem sair da tua porta
Tu podes conhecer todos as coisas do mundo
Sem olhar pela tua janela
Tu podes conhecer todos os caminhos do paraíso
O grande apenas viaja...
O pequeno apenas sabe...
O pequeno realmente sabe...
Volte sem sair...
Veja tudo sem olhar...
Faça tudo sem fazer...
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