domingo, 21 de outubro de 2012

A respeito de manipulações


Apesar de já estar se tornando rotina a publicação diária de artigos virulentos contra Lula e o PT, artigos estes que para além dos inúteis ataques perdem-se em análises pretensamente técnicas sobre o comportamento do eleitor brasileiro que, mesmo sendo o PT e seus integrantes o grupo político "mais sujo e corrupto" da historia do Brasil, insiste em eleger os candidatos petistas, não deixo porém de me surpreender com a incapacidade de uns e outros de enxergar o óbvio.

Para mim hoje foi a vez de Ferreira Gullar em artigo que está no BR 247 que repete o manjado tro-lo-ló sobre o perigo a respeito da, cada vez mais forte, presença do PT no quadro político nacional.

Este sujeito fala, fala e fala e não diz nada e lá no fim do artigo surge com esta frase: "Apesar de todo esse escândalo, apesar das condenações pela mais alta corte de Justiça, o PT cresceu nas últimas eleições. Tem agora mais prefeituras do que antes e talvez ganhe a de São Paulo. Nisso certamente influiu sua capacidade de mascarar a verdade, mas não só. Com a mesma falta de escrúpulos, tendo o poder nas mãos, manipula igualmente as carências dos mais necessitados e dos ressentidos."

 Percebam o descaramento inequívoco de fazer a ligação entre a condenação de três ou quadro petistas com todo o partido. Aqui está talvez o maior equivoco dessas analises psudeo-sociólogicas pois até o mundo mineral sabe que não é por que um jogador de futebol corintiano comete um crime que o Corinthians vai deixar de ganhar campeonatos. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

Daí o sujeito vem com uma incógnita: “Nisso certamente influiu sua capacidade de mascarar a verdade, mas não só.” O que será que ele quer dizer com isso? Que todos os petistas são mentirosos? E que os eleitores – muitos milhões deles – são tolos que não percebem as mentiras? Mentiras sobre seja lá o que for?  

É muito fácil lançar acusações assim no coletivo e de maneira genérica.Seria muito bom que esse sujeito desse nome aos bois e dissesse com mais precisão que mentiras são essas. E depois disso, ao final de suas elucubrações, dirigir-se diretamente à “nação” petista e a chamasse de otária, tola, imbecil, enfim coisas assim. E depois, ao contrário, ele se referisse aos eleitores de seu candidato – o José Serra – como pessoas sábias, previdentes e cautelosas. Ele passaria assim um recibo de clareza dando mais força às suas ridículas análises tornando-as talvez quem sabe um tantinho mais honestas, já que o assunto é esse.

Por fim vem a pérola: “Com a mesma falta de escrúpulos, tendo o poder nas mãos, manipula igualmente as carências dos mais necessitados e dos ressentidos." Mais uma vez ele se refere ao PT como uma agremiação inescrupulosa nivelando por baixo a moral e o caráter de todos os seus integrantes. Mas não é só essa a pobreza da análise. Juro que não consegui compreender o que ele quer dizer com manipular. Pelo que se  tem visto toda a principal rede comunicação do país (Folha, Veja, Estado e Globo) é partidária da oposição. E como tal não economiza na difamação e na destruição de honras (exatamente como está fazendo esse sujeito) divulgando praticamente 24 horas por dia inverdades e ilações sobre o comportamento da totalidade dos petistas. E não é só isso. O braço midiático do PSDB-DEM-PPS e seus satélites nanicos não perde oportunidade de distorcer noticias, fraudar números, esconder realizações positivas, omitir informações sobre as condições reais do país e por cima de tudo mentir descaradamente psicografando conversas entre lideres do Governo que nem a mãe Dinah conseguiria

Desta forma fica a pergunta: quem manipula quem? Como conseguiria o PT manipular qualquer coisa não existindo no país uma imprensa isenta e zelosa pelo bem informar? De que jeito o PT enganaria seus muitos milhões de eleitores se não tem voz e vez em nenhum dos órgãos de grande circulação e de grande audiência.

Resta pensar se com “manipula igualmente as carências dos mais necessitados e dos ressentidos” esse sujeito quer dizer que fazer um governo exitoso na condução da redução da miséria e as diferenças sociais é simplesmente manipular. 

Dizer que tirar 40 milhões de brasileiros da miséria ou quadruplicar o numero de jovens negros nas universidades é manipular carências só pode vir de alguém que não sabe nada de seres humanos e sendo assim é bom que não se meta  a falar sobre o comportamento destes.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Humanizar no lugar de globalizar



Para Carolina B Loureiro
 
Aos demais raros e caros leitores desse Saúva esclareço que este texto é resultado de um debate havido entre eu e Carolina B Loureiro no Facebook  por conta do Julgamento da AP 470 no STF, razão pela qual ele está redigido em forma de resposta direta, mas está – é claro – aberto para comentários de todos.

Cara Carolina

Primeiro de tudo preciso dizer que divido com você as esperanças de ver toda a sociedade brasileira sustentada pelos melhores princípios éticos e morais. Mas certamente divergimos na forma de manifestar essa esperança a começar que você entende que este modelo ideal de sociedade já está estabelecido por conta do resultado deste julgamento enquanto que eu acho que ainda precisamos caminhar muito na direção de aperfeiçoarmos nossa cidadania e, além disso, por enquanto eu considero esse julgamento em si mesmo uma prova inconteste do quanto se pode manipular um povo e agredir os mais básicos direitos individuais.

Não vou fazê-la perder tempo e nem aos demais leitores com todas as discrepâncias jurídicas havidas até agora, e que já estão exaustivamente comentadas por juristas especializados nesse assunto.  Pulemos essa parte, portanto. Embora seja importante anotar mais uma: Barbosa e Gurgel querem a prisão dos condenados antes, (antes! antes!) do segundo turno das eleições!! Uma especie de prisão preventiva. Procure por ai e veja se você encontra subsídios pra isso. Para mim é apenas para exibi-los algemados.

Difícil acreditar que os doutos ministros estão concentrados apenas em sua tarefa de produzir justiça. Difícil acreditar que eles não estão vendo o direcionamento com viés justiceiro que está sendo dado a esse assunto. Mais difícil ainda é admitir que pessoas que supostamente são muito mais dadas a conciliações antes de condenações usarem o vocabulário que andam usando  quando referem-se aos réus e ao partido a que estes pertencem, dando oportunidade aos falsos moralistas e legalistas usarem este mesmo vocabulário para condenar o mais de um milhão de militantes do mesmo partido.

Difícil acreditar que tudo isso é apenas coincidência. A estes doutos juízes cabe a serenidade e a ponderação justamente para que não se faça mal uso do que deveria ser apenas a punição de duas dúzias de criminosos  e não do resto todo, como eu já disse, do mais de um milhão de pessoas que militam  no PT.

Como é possível se fazerem de inocentes quando estão dando combustível para que se queimem em fogueiras inquisitoriais os milhares de candidatos petistas Brasil afora que nada tem a ver com esse imbróglio?

Não é constrangedor ver os ministros dando entrevistas como se fossem pop stars antecipando seus votos, dando explicações por que votaram assim ou assado?  Eles não deveriam fazer isso apenas quando o caso estivesse encerrado? Talvez isso não seja uma obrigação legal, mas é certamente uma obrigação ética e moral.

Eu não me iludo: não veremos tão cedo outro espetáculo de julgamento tão açodado em nome e valores poucas vezes praticados por quem acusa.

Cara Carolina esse caso está servindo apenas para que reflitamos um tanto mais sobre o comportamento político de todo o povo brasileiro. 

Muitos de nossos mecanismos e procedimentos que orbitam em torno da política precisam ser revistos. É cada vez mais necessário, por exemplo, pensar em financiamento publico de campanhas. Já notou como nossas campanhas políticas são cada vez mais caras? Do jeito que estão concebidos os financiamentos, não se pode escapar de favores, cabrestos e compromissos inconfessáveis. Isso pode permitir em um futuro breve a transfromação de nossa democracia em uma plutocracia. Aliás, as campanhas eleitorais são cada vez mais eventos midiáticos e marqueteiros do que exposição de idéias e planos.

A fidelização partidária precisa ser, na pratica, mais condizente com esse nome. Do jeito que está leva a população a preferir isolar-se da política, pois é de fato impossível  entender essa sopa de letras que são as siglas dos partidos sempre diferentes entre si a depender se as coligações são municipais, estaduais ou federais.

Precisamos começar a perguntar sobre o amontoado de privilégios que são concedidos os detentores de cargos públicos de todas as esferas e instancias. Sejam no executivo, no legislativo no judiciário e em todas as repartições, ministérios, secretarias e o que mais houver. Salários nababescos e suas aposentadorias integrais, garantias vitalícias, isonomias, regalias inimagináveis para os brasileiros em geral, infinitas possibilidades de reeleição, tudo isso traz um tanto de impunidade para privilegiados. Ao mesmo tempo em que os torna como uma espécie de escudos e fachadas para os malfeitos. Estimulam o corporativismo e a legislação em causa própria.

E falando em corporativismo veja aqui neste endereço  e note que pelo menos duas pessoas alegaram razões de foro intimo para não ocupar a relatoria do processo que, no MP,  pretende julgar a conduta de Demóstenes Torres.

Precisamos enxergar que padrões e comportamentos que antes compunham a ética e a moral de forma absoluta hoje são relativizados. Talvez seja exagerado dizer que houve uma deterioração no comportamento humano, mas é certo que houve um nivelamento diferente quando se compara com um tempo em que lealdade e fidelidade eram virtudes indispensáveis para o caráter de qualquer um. 

Estão ai a mídia com seu poder nunca antes imaginado pautando os principais assuntos do cotidiano brasileiro, passando como tratores por cima de hábitos e costumes: o que antes era bom agora é ruim e vice-versa. 

É por essas e outras que acredito que nem sempre a isenção está presente em julgamentos. Sempre tem um lado, um interesse, uma crença, um ideal que, devidamente relativizados, fazem prevalecer o juízo de quem tem o poder.

Mudaram-se conceitos, mudaram-se visões e mudaram-se entendimentos. Precisamos mudar também o modo e a quem atribuir o fiel da balança e a guarda dos nossos direitos e deveres.

Acredito que seja nessa direção que caminham aqueles tidos como progressistas e que se propõem a debater mudanças afinadas com o novo modo de pensar que aos poucos vai abandonando os individualismos,os credos, os preconceitos e as superstições.  Já passou da hora de fazer valer a cidadania em lugar das conquistas pessoais. Precisamos parar de dividir a sociedade entre winners e losers. Já é mais do que tempo de se pensar em humanização no lugar de globalização. Temos que revitalizar valores já excessivamente desgastados pelos incontáveis exemplos de egoísmo, orgulho e medo de mudanças.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

O petista é fanatico?



Minha filha mostrou, postado em sua time-line do facebook, comentário de uma moça perguntando por que todo petista é fanático.
 
A primeira resposta que me ocorreu foi: Não. Não são os petistas que são fanáticos, os outros é que são alienados.  

Sem querer generalizar como fez a moça-contato de minha filha, a verdade é que é mais fácil encontrar entre eleitores petistas muito mais militantes entusiasmados com o debate político do que os eleitores de outras correntes.

O que me parece é que essa parte do eleitorado que não se anima com a política é a parte que não despertou para a democracia e que ainda prefere deixar por conta dos veículos de comunicação a divulgação das informações sobre como andam as coisas no Brasil, do mesmo jeito que éramos obrigados a fazer lá nos idos da ditadura.
 
Não sabem esses acomodados que para além das questões cruciais para o país tais como educação, saúde, segurança, emprego, renda e tudo o mais o que está sempre em jogo é a liberdade ampla – de pensamento e de comportamento - para todos os cidadãos.

Basta ver a verdadeira “guerra” travada todos os dias por dezenas de grupos representantes das várias minorias como negros, mulheres (ainda), gls, sem-teto, sem-terra, os sem-qualquer-coisa e os pobres  que, embora numericamente maiores que qualquer outro grupo, são ainda os menores dos menores, todos eles privados de mecanismos que defendam suas liberdades básicas.

Boa parte desses que se julgam não fanáticos, ou ainda críticos isentos das lambanças das administrações publicas são na verdade militantes do continuísmo que sempre relegou aos mais fracos as migalhas produzidas pela sociedade da qual eles, os relegados, são os principais obreiros.

O incomodo dos acomodados é ver que existe uma convocação surda, porém quase irresistível, para que eles se mexam e façam por seus semelhantes aquilo que exigem que façam para si mesmos. O que incomoda os acomodados é sentirem-se incapazes de apaixonaram-se por uma causa e por isso sentem-se humanos pela metade. Sabem que neles próprios falta aquele pedaço que nos difere dos animais irracionais e que deveria levá-los a sonhar com uma sociedade fraterna e plural.

Para coroar essa insistente incompreensão do que seja uma militância aguerrida eu ouvi no domingo, pela televisão, um desses “especialistas” respondendo  ao ser perguntado por que as pesquisas em São Paulo haviam informado de maneira tão diversa do resultado final qual era a intenção de voto do paulistano, o dito cujo respondeu:

“É que o eleitor petista não sabia que o Haddad era candidato do PT e só foi saber um dia ou dois antes das eleições” (!! ) 

Está aí a prova cabal das ilações irresponsáveis de quem teima em colocar o que pensa o provo brasileiro por trás de seus calculos e metodos altamente suspeitos de tentar interferir nos destinos da nação.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Nossa esperança intocada


Desde que começou o julgamento desta tal ação 470 muito se falou sobre abundancia de provas ou sobre a ausência delas. Da mesma maneira muitas opiniões se formaram, favoráveis ou não, sobre alguns procedimentos adotados pela Corte que vão desde a discrepância a respeito da urgência urgentíssima de se votar esta ação e não a outra que trata deste mesmo assunto  com a única diferença que são outros os atores, até  a alçada para o julgamento de alguns dos acusados que não usufruem de foro privilegiado.

Mas tá! Justificativas mil foram dadas e embora não tenha convencido uma boa parte da população o fato é que as coisas estão acontecendo do jeito que estão e não há mais o que se fazer.

Ressalte-se o tal do domínio do fato, fartamente utilizado agora, que pressupõe que em uma escala hierárquica não importa de que tamanho e nem mesmo de seu alcance geográfico, ou seja, nem que os fatos ocorram a milhares de quilômetros do topo da hierarquia, segundo o argumento do domínio do fato, todo mundo tem que saber o que se passa com seus subordinados.

E o mais esdruxulo de tudo é a convicção proclamada de que o chefe de alguem que cometeu um crime está automaticamente comentendo o mesmo crime entre  quatro paredes sem provas e nem testemunhas!

Pretendem assim que a Dilma escarafunche as gavetas, e-mails e telefones de seus ministros, e seus ministros monitorem todos os atos de seus secretários, e seus secretários toda a equipe que por sua vez tem que controlar de perto prestadores de serviços e assim vai. Ou seja, todo mundo tem que vigiar todo mundo todo tempo. Vinte e quatro horas! Sobra tempo pra trabalhar?

E nem uma palavra sobre auditorias, corregedorias, fiscalizações e outros tantos instrumentos criados pelo Estado e mantidos pela população para que tais coisas não aconteçam, ou ao menos, para que tais coisas sejam descobertas na sua nascente. Lembremo-nos que todos os fatos do “maior caso de corrupção de todos os tempos” vieram a publico apenas por conta de uma delação. Que se não tivesse acontecido, nada teria acontecido.

Não é hora dos áulicos da moral e dos bons costumes, estes que estão sentados à direita do STF, começarem a debater sobre os mecanismos de vigilância, que pelo que se vê estão absolutamente furados? 

Uma parte considerável dos mosqueteiros da moralidade ocupam cargos legislativos e vive o dia-a-dia das arrecadações para campanhas, dos acordos para votações, das coligações partidárias, e cadê, da parte deles, alguma manifestação de surpresa de que tal coisa tenha acontecido sob suas próprias barbas? Logo eles, sempre tão zelosos e atentos nos cuidados com a coisa publica? Nunca ouviram e nem viram nada tão gigantesco e atentatório a Republica pelos corredores de seus gabinetes?

Deixa pra lá. Falemos de outra coisa.

O que me surpreende, acho que surpreende a todos nós, é a precisão cronológica deste julgamento. Tudo montado, acertado e combinado, para que a parte que tratará de Zé Dirceu e Genoino aconteça exatamente na reta final das eleições.

Tamanha sintonia entre procedimentos e calendário eleitoral só aconteceu no sequestro de Abilio Diniz, em 1989, (cuja historia pode ser relembrada aqui) e que serviu para que Lula perdesse  as eleições presidenciais daquele ano. 

O ódio contra o PT não cedeu um milímetro desde então, mesmo tendo o PT demonstrado com sobras que não há motivo algum para tanto ódio, aliás pelo contrário.

A mesma mídia, os mesmos agentes políticos daqueles tempos  e dessa vez um novo parceiro – o STF – se prestam, nos dias de hoje, a desonrar de maneira criminosa uma agremiação politica e todos os seus eleitores.  Querem mesmo, e pelo que esta parecendo vão conseguir, apagar da história politica do Brasil um dos melhores momentos de nossa Republica.

Pois é disso que se trata. Não é o julgamento de um punhado de pessoas envolvidas em delitos. O que estão julgando e condenando é um ex-presidente da republica, sua sucessora, todos os militantes afiliados de um partido – que já passa de um milhão de pessoas – e as dezenas de milhões de brasileiros que aprovam a linha de governo do PT.

Ninguém precisa consultar mãe Dinah para prever as manchetes  na quinta, sexta, sábado e domingo que estamparão com toda a certeza frases pinçadas ditas pelos ministros da Corte, em especial do escalafobético Joaquim Barbosa, inquisidor tucano-midiático, na condenação de Zé Dirceu e Genoino, transformadas em verdades contra todos os integrantes, simpatizantes e eleitores do partido.

Destaque especial talvez seja a revista Veja que dessa vez poderá oferecer, encartado na sua edição de sábado, um saquinho com sangue, para que seus leitores brindem  a “condenação de todo o PT em especial do Lula” e não de duas dezenas de pessoas que cometeram crimes.

Lamentável que seja usado de maneira tão leviana um dos pilares do nosso país que é o STF. 

Estão usando a Justiça como a Igreja Católica usou um dia – e ainda usa – o nome de Deus para matar. 

Estão usando um dos instrumentos mais caros da Republica  do mesmo jeito que muitos presidentes norte americanos e seus satélites usam o nome da democracia para  derrubar governos e matar milhões de pessoas mundo afora.

Vai se escrevendo um momento muito negro da nossa República. Este sim indigno de figurar nos livros de história.

Tomara que consigamos superar. Tomara que um grito ensurdecedor de basta! venha das urnas no domingo com a eleição da maioria dos candidatos progressistas.

E que na próxima segunda possamos perceber que entre os escombros da democracia parcialmente abalada, a nossa esperança está intocada.