"No fim da gravação perguntei à mãe, uma mulher de 38 anos que pareciam 60, por que tantas crianças. Disse que o marido não gostava de camisinha, e que a existência dos netos não fora planejada, porque “essas meninas de hoje não têm juízo”."
As periferias das cidades brasileiras parecem umas com as outras:
casas sem reboco, grades de segurança, fios elétricos emaranhados,
vira-latas e criançada na rua. Há 13 anos faço programas de saúde para a
televisão. Procuro gravá-los nos bairros mais distantes, por uma razão
óbvia: lá vivem os que mais precisam de informações médicas.