sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Para onde foram Zilda e Deus?

Quando acontecem tragédias tão gigantescas como o terremoto do Haiti ou as enchentes aqui pelo Brasil e que representam perdas de vidas valiosíssimas, ou mesmo quando nas tragédias pessoais, quando nossos amores são vitimas de violência, quando nossos semelhantes se agridem entre si e sem razão, é comum nos perguntarmos se Deus existe.

Duvidamos mesmo da existência e da presença de um Deus a respeito do qual aprendemos que é dele que nos vem as proteções, as graças e bênçãos.

Onde está Deus? Que Deus é esse que permite que tantas vidas sejam ceifadas tão estupidamente?

Esta última tragédia - a do Haiti - e que nos levou Zilda Arns, tem um simbolismo que talvez possa nos dar a resposta consoladora para esse nossa aflição e essa sensação de orfandade divina.

Zilda Arns propôs dedicar sua vida de maneira singela, doce, a cuidar da vida de nossas crianças pobres com mães idem.

Debruçou-se primeiro sobre as vilas e favelas do Paraná e em seguida nas de todo o Brasil e na medida em que seus sonhos e projetos se agigantavam não desanimou. Não sei, sei lá se alguém sabe, se ela tinha idéia do tamanho real da miséria, da pobreza no Brasil e no mundo.

Mas o seu trabalho foi atingindo proporções que pode ser que ela nem esperasse. Pode ser que suas contas iniciais sobre quantas vidas salvar tenham sido superadas de longe. Mas a dra Zilda continuou firme diante de um trabalho de proporções que só no Brasil chega perto de dar assistência à 2.000.000 de crianças. Não é pouco.

E suas mãos, seu intelecto, sua disponibilidade passaram a ser exigidos em outros países. Já com renome internacional não havia mais como evitar os chamados dos miseráveis do mundo todo.

É de se imaginar que dra Zilda já pudesse contratar representantes, profissionais gabaritados e de sua confiança que pudessem ir em seu lugar para divulgar e implantar a simplicidade de seu trabalho em prol do resgate da vida de tantos pequeninos.

Mas não. Dra Zilda em pessoa deslocava-se indo ao encontro dos que precisavam ouvir suas lições, sua orientações.

Detalhe: ninguém, nem mesmo sua família, sabia que por esses dias terríveis ela estava no Haiti. Deslocou-se em silencio indo ao encontro dos que precisavam dela.

Quem sabe dra Zilda descobriu Deus para nós. Quem sabe não nos cabe mais perguntar, exigir, clamar, reclamar a presença de Deus em nossas vidas. Quem sabe a presença de Deus em nós já está manifestada quando nos dedicamos a fazer o bem. Quem sabe a tarefa de realizar pequenos milagres para todos é nossa e não de Deus ou de outra pessoa

Quem sabe se nós não estamos tão acostumados e assim como achamos que podemos atribuir a Deus o pesadíssimo fardo de nos cuidar e de nos guiar, também não vivemos esperando que outros também façam o mesmo, e se não fazem dizemos que não existem.

Cada um de nós deve fazer! Não somos Zildas, Gandhis, Luther Kings, Lennons, mas podemos cada um do seu jeito, seja com palavras ou com gestos realizar pequenos milagres para os outros. Mas é preciso deixar a passividade de lado. É preciso assumir responsabilidades e deixar de esperar que os outros façam.

E nos perguntarmos: e eu faço o sol brilhar? E eu faço o bem? E eu mostro a presença de Deus na vida de alguém? E eu vou ao encontro do brilho do sol? Ou fico do lado escuro da vida em silencio e esperando que me façam o favor de clareá-lo? Será que eu corro atrás do amor? Ou fico esperando que ele chegue até mim?

E se fizermos isso tudo aí sim, e só assim, poderemos acreditar na inspiração divina e por ela darmos graças.

Fiquem em paz,

Jonas

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Apenas por seus olhos

Busco uma espelho que não me reflita.
Pra que tanta iluminação?
Eu quero o escuro
O silencio. Quero o meu sonho.
De onde vem todo o entendimento?
E quem precisa dele?
Em que franja do tempo eu me perdi?
Eu não devia estar aqui.
Eu não devia ter chegado até aqui.
Devia ter sido um andarilho.
Me livrar desse travo amargo
Sentir a lingua suave

Meus cativos, meu cativeiro
Apenas por seus olhos, apenas por seus amores
Eu me rendo...

Fiquem em paz,

Jonas

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Rato e vodka

A Vodka Aboslut está fazendo uma campanha cujo mote é " o mundo Absolut" e tem lançado um série de comerciais e entre eles destaquei esse que está ai embaixo e que diz o seguinte:" no mundo Absolut o dinheiro será trocado por gestos de gentileza."

A música é A Kiss To Build A Dream On e quem canta é Louis Armstrong.




E tem esse outro video bem bacana e que parece estar linha da enxurrada das recomendações para que tenhamos pensamento positivo, perseverança e outros que tais e nesse assunto o autor dá de 10.

Parece a propaganda de um queijo mas não é. É de um cara chamado John Nolan e que trabalha com animações eletronicas e a estrela aqui é um rato-robo.



Fiquem em paz

Jonas

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Sensatez?

A qualquer hora me rodeará um sensato e me dirá - cale-se! Não há nenhuma sensatez no que voce diz e no que voce faz!

E eu o mandarei para o inferno.

Sai daqui maldito morno!! Sai daqui miseravel covarde!!

Quando eu sentiria a embriaguez do amor, se eu fosse sensato??

Quando eu me encantaria com a magica da descoberta por avançar sobre o desconhecido, se eu agisse com sensatez??

Quando - em nome da sensatez - eu me arrepiaria com o medo do vão seguinte??

Ahh os sensatos!

Não sabem nada dos prazeres da loucura, não deixam as taças transbordarem para delas beberem sofregos!

Não despertam antes de todos para não ouvirem o silencio da madrugada! E nem assistirem o sol beijar a lua.

Nada fazem em demasia e nada fazem de menos. Acham que tudo tem boa medida.

Não sabem que de tudo sempre cabe mais em tudo.

Equilibram-se na sanidade fantasiosa dos que tem certeza de tudo.

Moluscos, aninham-se na segurança de suas conchas que arrastam pela vida afora com medo do sol sobre a pele, com medo da chuva e da terra molhada sob seus pés.

Nem desconfiam que basta pisar a esquerda ou a direita do fio de suas mediocres existencias, para descobrirem que podem viajar em estradas largas cujos horizontes não se alcançam jamais.

Fiquem em paz.

Jonas

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Data Sauva divulga resultado da pesquisa

Divulgo os resultado da pesquisa lançada em 07/01/10 cuja pergunta era como evitar manchas de molho na roupa.

Resultados:

Parar de usar roupa branca     08%
Guardanapos-camisa escuros  00%
Levar muda de roupa              21%
Molho em copo                      52%
Deixar que tudo aconteça        17%

A saida preferida é, portanto, pedir que se sirva o molho separadamente, em copo, e bebe-lo com segurança e tranquilidade.

Agradeço a participação e aguardem reclamações do dono da lavanderia pela queda do movimento.

Fiquem em paz

Jonas

domingo, 17 de janeiro de 2010

Chorinho especial

Renato Russo, que dispensa apresentações, era um apreciador e um perfeccionista da música. Russo era um apaixonado por Beatles, seus contemporaneos e musica erudita também. E entre suas preferencias musicais estava também o chorinho.

Ele idealizou um projeto que não chegou a ser realizado e que consistia em fazer arranjos de músicas dos Beatles em ritimo de chorinho.

E para quem não conhece chorinho saiba que trata-se de um ritmo que mistura danças de salão européias  e  música portuguesa com influencia africana. Como choro só começou a fazer sucesso la pelo meio do séxulo XX, importado por danças de salão num periodo em que devido à abolição da escravidão comerciantes e funcionários publicos de origem negra passaram a se interessar por esse  tipo de música.

Voltemos ao projeto de Russo.Quem acabou realizando o projeto foi um cavaquinista chamado Henrique Cazes que convidou feras instumentistas e tocadores de choro: Carlos Malta, Omar Cavalheiro, Alceu Reis, Paulo Sergio Santos, Rildo Hora, entre outros. São 4 cd´s gravados entre 2002 e 2005.


Para mostrar um dos trabalhos para voces eu escolhi uma música que para mim é que ficou com mais cara de chorinho e chama-se When I´m Sixty Four. Caso você goste eu selecionei mais meia duzia de musicas que podem ser escolhidas na janela mais abaixo. Clique sobre o titulo desejado e você será direcionado para meu arquivo virtual. Lá você pode ouvir e também fazer download para seu PC.

Fiquem em paz e a vontade. Divirtam-se.

Jonas

When I´m Sixty Four






sábado, 16 de janeiro de 2010

Futebol musicado

A Umbro em conjunto com uma banda inglesa - aliás dizer que uma banda é inglesa é redundancia - chamada Kasabian lançou um Guitar Hero diferente. Esse é pra jogar chutando bola.

Então eles fizeram as projeções do jogo numa parede e rechearam de toda a parafernália necessária para divertir a moçada. E deu no que deu.

Vejam no video abaixo que o pessoal na primeira tentativa é um fiasco total. Mas já na segunda eles evoluem muito. E no video não é mostrada a terceira tentativa mas se ela houve desconfio que foi uns 100% de sucesso.

E se algum de voces é metaleiro e é chegado numa pelada aguardem , não a próxima Playboy, mas o lançamento definitivo do jogo.



Fiquem em paz.

Jonas

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Coca Cola e a máquina da felicidade.

Essa é bem bacana.

A Coca Cola instalou no campus de uma universidade - que ela não quer revelar - um vending machine diferente. É uma máquina que distribui felicidade em doses.

E divertido ver a cara de alegria do pessoal diante de uma máquina tão generosa e simpática.

Curtam!

Fiquem em paz,

Jonas

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Aos amigos

Todos nós recebemos diariamente e-mails de pessoas conhecidas ou não com diversas mensagens, correntes, conselhos, etc... Alguns até que são bacanas outros nem compensa serem abertos.

Um dia recebi um cujo titulo referia-se aos amigos ou coisa assim, fiquei curioso e abri.

No texto estava dito que o bom mesmo eram os vários, centenas sei lá, de amigos virtuais que o remetente tinha. E que esses amigos eram todos iguais. E que deles recebia mensagens lindas e para eles as enviava também, não importanto idade, sexo, crenças politicas e religiosas, e que mutuamente se consolavam ou riam ou choravam a partir das mesmissimas mensagens, e ia por ai afora.

Epa! Tem algo errado aqui disse eu para os meus atentos botões. Aquele remetente e talvez outros milhares do ciberespaço está colaborando para o fim da individualidade, e não quero nem falar de criatividade, fiquemos só na massificação, e no perigoso pensamento unico.

E a respeito de alguns de voces, meus pouquissimos e pacientissimos leitores,  eu sei muita coisa de outros nem tanto e de poucos nada sei, mas faço questão de trata-los como unicos, cada um de voces.  Essa deve ser a razão de que quando pensei em lançar o Saúva não me passou pela cabeça manter apenas uma linha de publicações: só piadas, só cronicas, só criticas, só musicas... Pensei mesmo nessa pequena salada quase completa que é o Sauva e através dele eu tento alcançar a individualidade de voces.

E isso é muito sério. Tem momentos que eu vejo ou um ou outro de voces nos meu textos, as vezes eu imagino que uma música vai agradar algum de voces de uma maneira especial, e é assim que eu tenho feito. Já coloquei ou tirei palavras que eu imaginei serem ou não adequadas a pelo menos um de voces.

Estou dizendo um monte de obviedades é claro e me perdoem por tomar o tempo de vocês com essas ululancias oceanicas, mas na verdade é tudo um gancho para eu dizer e mostrar uma coisa.

Muitos de voces, meus raros, talvez todos, saibam que aqui de minha janela eu avisto o sol nascendo. E tenho feito uma coleção de fotos, eu fotografo quase todos os dias, por que cada amanhecer que chega me parece mais bonito que o anterior, a emoção vem inevitável.

E olhando algumas dessas fotos - coisa que eu peço que voces façam também agora no video que montei e está ai embaixo- percebe-se que apesar de ser a mesma paisagem, apesar de ser o mesmo sol, apesar de ser a mesma hora, cada amanhecer tem beleza própria, tem cor propria e por que não? cada um me inspira uma oração diferente.

Cada foto dessas pode ser um de voces. Pois é assim que voces são, cada um com luz própria, cada um com sua beleza única, e cada um a me inspirar algo diferente todos os dias.

E peço que continuemos assim, unicos e irrepetiveis, personalizados a fim de que não seja perdida a capacidade cada um de nós tem de transformar o mundo, cada um a seu jeito.

No video a musica é Bridge Over Troubled Water composta por Paul Simon e um dos maiores sucessos da dupla Simon Garfunkel e é também um verdadeiro hino a amizade.

Aqui ela é cantada por Johnny Cash que gravou-a em dueto com Fiona Apple, sendo incluída no álbum American IV: The Man Comes Around (2002).

Fiquem em paz.

Jonas

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Zilda Arns - uma perda irreparável

Acabo de saber que Zilda Arns morreu no trágico terremoto no Haiti. Ela estava lá em missão humanitaria representando o Brasil.

Médica pediatra e sanitarista Zilda Arns foi fundadora da Pastoral da Criança um orgão da CNBB.

Todas as mortes ocorridas de maneira trágica como essas centenas que acabam de ocorrer no Haiti são sempre lamentáveis. Certamente a vida de excelentes seres humanos foi levada neste abalo.

E a passagen por aqui de Zilda Arns ficará marcada na dimensão humanitária da gente brasileira como uma das mulheres que com suas ações, seus dons e sua docilidade colocadas à serviço da vida das crianças de nosso país, como a pessoa que deixou  plantada a prova que com simplicidade e dedicação é possivel criar uma grande rede assistencial de resultados.

Estive através da Rita, que foi uma Agente da Pastoral, muito próximo das ações da Pastoral da Criança e o pouco que ví me qualifica como testemunha do importantissimo trabalho coordenado por Zilda Arns. Um trabalho singelo, uma idéia simples colocada a serviço da vida. Virá o dia em que saberemos quantas vidas de crianças pobres foram salvas por causa das ações desta Pastoral.

Que seus sucessores nesse trabalho saibam dar continuidade a ele e que nosso país possa ainda por muito tempo contar entres seus habitantes muitas crianças resgatadas da morte através deste trabalho.

Fique em paz Zilda Arns.

Jonas

Os limites do silencio.

“...Atordoado eu permaneço atento
Na arquibancada pra a qualquer momento
Ver emergir o monstro da lagoa...”

Cálice – Chico Buarque


Uma vez assistí um filme com Andy Garcia interpretando um terapeuta e que se não me engano chama-se Os Limites do Silencio.

E fazendo uma  sinopse de leigo no assunto as coisas são mais ou menos assim: aconteceu que ele - o terapeuta - teve um filho adolescente que cometeu suicídio aos 16 anos. Esse guri era depressivo. A mãe insistia que ele tomasse medicamentos mas o pai resolveu encaminha-lo para um outro terapeuta seu amigo.

Ocorre que esse terapeuta molesta sexualmente o guri, filho do Andy Garcia. Daí o suicídio. Mais pra frente o Andy Garcia dará consultas à um outro guri cujo pai matou a mãe. E o pai matou a mãe por que chegou em casa e surpreendeu o que pensou ser um homem fugindo pela janela do quarto da esposa. Mas esse homem que fugia era o próprio filho que era molestado sexualmente pela mãe!

Chega ou querem mais??? Chega.

É um filme, eu sei. Mas sei também que na vida real, monstros de todo o jeito estão a espreita.

Monstros que adormecem no fundo do lago de almas de indivíduos aparentemente comuns, sociáveis, amorosos, muitas vezes realizados em varias dimensões da vida. E que se tornam em segundos estripadores, pedófilos, infanticidas, fratricidas e o que mais vier. E nos minutos seguintes à essas barbáries mergulham de novo para o fundo do lago. Cuja superfície parece permanecer intocada.

E parece que fatos assim estão acontecendo cada vez mais. A sensação é de que cada vez mais monstros estão sendo acordados por barulhos que ainda não estão muito bem identificados.

Mas eu desconfio que seja o barulho de nossa modernidade, de nosso egoísmo, individualismo, hedonismo, o entendimento simplório de que o prazer, a felicidade, começa e termina nele mesmo.

Estamos todos com medo da dor. E não nos damos conta que a maior dor é não querer te-la.

As vezes me preocupo.

Tem momentos que não tenho muita certeza de que o monstro que mora em minha lagoa permanecerá adormecido e indiferente à tantos barulhos.

Fiquem em paz.

Jonas

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Comercial da Audi

"Bom para o meio ambiente, bom para você."

É assim que termina esse comercial da Audi cujo próposito é mostrar as qualidades de seu carro movido a diesel e que, pelo que se deduz, sua emissões não são poluentes.

Mas o diferente nesse comercial é a abordagem de um assunto delicado como o suicidio ocorrencia que se, ao existir na vida de cada um de nós, deve ser descartada, evitada, enfim esquecida.

Quem leu a frase que eu escrevi ai em cima do Saúva, logo abaixo do logotipo, vai entender o que eu quero dizer.

Fiquem em paz.


Jonas


segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Do maior para o menor.

De tuas horas que eu seja apenas um segundo.
Do teu tempo quero ser o fim.
Quero ser o fundo da garrafa vazia,
a tua dormencia.
Quero ser teu sono sem sonhos,
a tua ausencia.
Não quero ser teu vestido de festa,
quero ser o mais surrado.
A tua indolencia.
Das luas me basta ser a minguante.
Quero ser a noite, (pode ser escura),
que intercala teus dias.
Das tuas estações posso ser o inverno.
Quero ser a saudade do teu porto.
O horizonte do teu olhar.
As lágrimas antes do sorriso.
Quero ser teus medos.
Tuas angustias.
A tempestade que te assusta.
Quero ser tudo que passa.
O teu esquecimento.
Não quero ser a semente,
quero ser o sulco na terra.
Quero ser a sobra, o demais, a apara.
E descer do maior para o menor.

E assim pequeno, mesmo assim sem valor aparente,
continuar sendo portador de tanto amor...

Fiquem em paz,

Jonas

domingo, 10 de janeiro de 2010

Azuis - reedição.

Parte de vocês, meus pacientes leitores, já viu esse video. Fiquei com vontade de reparti-lo também com os que não viram.

E foi assim. Se tem uma coisa que me encanta nesse nordeste de meus Deus é o azul do céu. Em seguida vem os verdes. E só aqui, no nordeste, foi que me dei conta de como essas duas cores são tão harmonicas entre si e me fascinam demais quando colocadas uma junto da outra.

Mas é do azul que eu quero falar. Então eu montei um video que transborda de azuis, azuis que me felicitam todos os dias, e que me fazem dar tantas graças pela vida.

O vocal da musica, Bachiana nr 5 de Villa Lobos, é da soprano Amel Brahim Djelloul e o vídeo completo de sua performance pode ser visto neste endereço.

Fiquem em paz

Jonas




sábado, 9 de janeiro de 2010

Vacilo em Nova Iorque.

Deu no New York Times de 06 de janeiro.

Uma conhecida - não por mim - loja de roupas de griffe, uma certa H&M, em Nova Iorque ,joga no lixo as roupas que não vende ao final de cada estação.

Faz isso para não desvalorizar seus produtos vendendo-os como ponta de estoque ou coisa semelhante.

Não bastasse essa atitude insensivel diante de um mundo com tantas necessidades, os responsáveis pela tal loja vão além: fazem furos e rasgos nas roupas para impossibilitar seu uso por quem as encontrar!!

Daí me ocorrem coisas do tipo: qual o tamanho do lucro de uma loja dessa a ponto de jogar fora o que não é vendido? Será que alguns clientes dessa loja deixarão de comprar nela diante da resposta óbvia de que os lucros são escorchantes? Não seria possivel apenas reciclar essas peças de roupas a fim de que retornem  às prateleiras? E com isso economizar materia prima? E economizar em outras despesas que não dá para listar agora mas devem ser muitas? E por fim não poderiam simplesmente doar essas peças para instituições de caridade? E mesmo que tivessem a preocupação de que seus modelitos não sejam vistos em corpos de quem não é celebridade por que não doar para outras cidades, outros paises?

Finalmente me ocorreram muitas cenas que vemos diariamente daqueles  que mais sofrem no mundo todo, eternas vitimas de exclusões de todos os nomes ou marginalizações que interrompem vidas, adiam sonhos, e subitamente lhes arrancam o chão sob os pés.

E nós chamamos essas pessoas de vitimas do "sistema". E o problema é que o tal "sistema"  na maioria das vezes é incolor, insípido, inodoro. Nos parece algo que paira em nuvens levado daqui pra lá  por um vento que nunca se sabe de onde sopra.

Mas de vez em quando esse "sistema" vacila e mostra sua cara, seu nome e seu endereço.

Fiquem em paz,

Jonas