segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

De quem é esse dinheiro?


Não é novidade para nenhum de nós que, quando tomamos conhecimento da biografia de ditadores em geral, ficamos sabendo que todos eles acumulam riquezas escandalosas, quase inimagináveis. No caso de Mubarak soubemos que ele acumulou ao longo de 30 anos nada mais nada menos que 70 bilhões (!!) de doláres. O que dá uma média de 639.269 dolares por dia, ou algo em torno de 1.060,60 dolares por cidadão egipcio ( censo de 1998). É um número tão escandaloso que dá até pra duvidar que seja verdade. Mas dez por cento disso também seria bem pornografico.

Sabemos que de honesto esse dinheiro não tem absolutamente nada. É fruto de ações contra a vida de muita gente. Itens como comida, moradia, saúde, segurança, educação e dignidade da população de um país inteiro está nessa montanha de dinheiro.

E onde está guardado esse dinheiro? Em bancos suiços. Que agora, e como não soubesse de nada durante trinta anos, o governo suiço anuncia que vai congelar os bens do ex (?) ditador.

Eu não entendo nada de economia e de finanças. Mas desconfio que esse dinheiro não existe materialmente, ou seja, ele não está guardado num enorme cofre esperando o dia em que seu "dono" irá busca-lo. Há muito de virtualidade nessas fortunas que existem por ai. Sei lá o nome do mecanismo, mas o dinheiro vai e vem entre bancos no mundo todo apenas no papel sem que haja a movimentação fisica de uma só moedinha.

Vai dai que eu começo a imaginar que uma parte significativa do planeta funciona em cima de capitais financeiros respingados do sangue das pessoas à esquerda e a direita de todo o espectro politico e economico do mundo.

Eu sempre me perguntei a respeito de alguns investimentos nababescos pagos no mundo dos negócios incluindo construções de fabricas, complexos gigantescos, e outros que tais.

Longe de mim afirmar que uma GM, uma Nike, uma Telefonica ou suas similares paguem seus contratados com dinheiro reconhecidamente desonesto. Mas fico pensando que a GM, a Nike, a Telefonica e suas similares precisem de financiamentos astronomicos para suas empreitadas. Financiamentos esses que podem ser contratados no Citybank ou no HSBC. E quem garante as fortunas investidas? As seguradoras. E quem garante as seguradoras? Pool de bancos. Entre eles os bancos suiços? Então uma parte da grana financiada para a GM, a Nike e a Telefonica pertence ao Mubarak?

Recentemente tivemos aqui no Brasil o caso do Banco Panamericano que de virtualidade em virtualidade chegou-se a conclusão que o caixa estava zerado. Quem garantiu a sobrevida do Panamericano? Um pool de bancos. Quem garante os bancos? Seguradoras. E, de novo, quem garante as seguradoras? Estou aceitando palpites.

O capitalismo que agora mudou de nome para liberalismo e globalização desconhece ideologias. Não faz muitas perguntas quando se trata de cifras astronomicas. Não pergunta a origem de valores escandalosos. Apenas faz festa: quanto mais grana melhor. Quanto mais a linha do grafico subir, não importa para onde, melhor. 

E hoje pela manhã ouví que a China já é a segunda economia do planeta. Economia essa que está sendo construida em cima de um sistema trabalhista bem nebuloso. No entanto nenhuma das noticias sobre a magnitude financeira chinesa nos dão conta sobre a indecente exploração da mão de obra que acontece naquele pais.

Em resumo, hoje eu acordei com uma triste sensação de impotencia diante da força da grana que, como já dizia a musica, ergue e destrói coisas belas.

Acho que chegou a hora de o mundo dar um basta nessa farra do boi que são os paraisos fiscais, que  eu acho que seria um jeito de apertar o cerco contra ditadores diversos e seus congeneres como traficantes, donos de impérios pornograficos, etc...

Fiquem em paz,

Jonas

domingo, 13 de fevereiro de 2011

musicas para o domingo 130211

Minha assessora musical, conselheira mór, leitora de primeira hora e muitas vezes minha inspiração - a Rita - sugeriu que eu ao invés de apenas publicar músicas, que eu colocasse algo como uma sinopse junto da dita.

Achei bacana e importante a sugestão e fui atrás de adota-la, mas o fato é que não se encontram muitas informações sobre uma determinada música e quando se encontra não são confiáveis.

Por exemplo neste sitio e neste outro a música Amizade Sincera é composta por pessoas totalmente distintas. Em vista disso fiquei receoso de sair por aí multiplicando erros dos outros e aquilo que poderia ser útil para todos nós acabaria virando um desastre.
























Uma incontestável prova da competencia dos quatro cabeludos de Liverpool pode ser vista no White Album onde eles escreveram a partitura de Helter Skelter que é talvez o primeiro heavy metal de que se tem noticia e em seguida, apenas 6 faixas após, encontraram inspiração para compor Good Night, uma canção que parece saída de filmes hollywoodianos da decada de 40.



terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Não sei - ainda - de todas as cores



Talvez nesse grupo composto de meus  pacientes e raros leitores e deste humilde escriba, eu seja a pessoa mais velha. Quando pensei em escrever o que vem por aí,  me deu um certo constrangimento por pensar, sei lá talvez quem sabe, que eu vá me revelar um tanto mais velho do que posso ter deixado transparecer nesse pouquissimo tempo de existencia do meu blog Saúva e das minhas experiencias tuiteras. Mas o que tem? E daí? Foi a resposta que dei a mim mesmo. E garrei do teclado e me danei a digitar isto e mais isto:

Fatos: dia desses ví na televisão duas coisas que transbordaram a melancolia que já trago dentro de mim tem algum tempo. A primeira delas foi para mim uma revelação botanica que, dada a ausencia de décadas da escola, para mim foi uma total novidade. O programa era sobre o jardim de Versailles e o sujeito entrevistado, um sabichão em tudo que é planta, disse que as folhas na verdade não são verdes. Esse verde que a gente vê nas folhas é da clorofila e que na ausencia desta a verdadeira cor da folha aparece e geralmente em tons que vão do amarelo ao marron.

Na mesma hora lembrei do outono, óbvio. E não foi dificil fazer uma relação com a vida, o tempo, idades.. E me dei conta de que o outono de minha vida está quem sabe mais perto do que eu imagino e sendo assim já passou da hora de eu olhar com mais serenidade para mim mesmo e descobrir a minha verdadeira cor. E que tudo que passei até agora na minha vida foi pintado apenas superficialmente pelas circunstancias. O que não faz de mim uma fraude, mas no minimo não é o que eu sou de verdade. Vem ai um desafio enorme para mim.

A outra coisa eu vi na televisão também. Zapeando os canais sem nenhum compromisso, esse é meu estilo de ver TV, parei na TV Cultura programa da Inesita Barroso. Apresentavam-se as Irmãs Galvão e cantaram uma música chamada Voce Vai Gostar, de Elpidio dos Santos. Meus olhos marejaram. Sério. Marejaram de uma saudade de não sei bem o que é. E na tela da TV eram mostrados os rostos do pessoal da plateia que, vocês sabem, é composto na sua maioria de gente idosa. E eu via esse pessoal cantar refletindo em seus olhos a mesma coisa que eu acho que eu refletia nos meus: crepusculo. E me lembrei de Rubem Alves que em uma de suas lindas cronicas fala sobre as cores da manhã e do entardecer. E ele faz uma analogia muito bacana lembrando que o crepusculo é sinal de que a noite já vem, e isso nos torna mais sábios e nos faz absorver as coisas mais lentamente, mais alegremente.

Nessas alturas me sinto inseguro sobre o que estou escrevendo. As palavras são umas brincalhonas, deixam-se ver mas não se deixam pegar. E embora eu tenha certeza do que penso e com quais palavras eu deveria dize-lo, as danadas fogem no exato minuto em que meus dedos haveriam de prende-las aqui nessa tela.

Mas vejo cores, as das folhas que não são verdes e sim amarelas e marrons, as da casinha branca da música de Elpidio Santos e as do crepusculo do Rubem Alves e me alegro no meio delas.

Mas talvez a minha melancolia venha do fato de que não sei das cores de vocês. Queria saber. Completaria assim a aquarela da minha vida.

Fiquem em paz,

Jonas

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Musicas para o domingo 060211






















Tem quem não goste, e é a esses que eu peço que me perdoem por gostar tanto dos Beatles.



Fiquem em paz,

Jonas

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Nossos comerciais por favor 050211

A JC Penney uma rede de magazines norte americana, em um dos Natais passados, lançou um comercial cuja chamada é: "hoje é o dia de acreditar".

Qualquer um de nós pode se identificar com a garotinha. Quem de nós ja não foi objeto de descrença daqueles que sempre torcem contra e ao menos tempo não tivemos o apoio incondicional de uns tantos outros?

Quem de nós não foi em frente mesmo "pagando micos" na busca daquilo que acreditamos ser o melhor?

A musica é dos Beatles - Real Love.




E a Nettbus, uma grande companhia de ônibus da Noruega, nos convida a viajar em seus ônibus.

E enche nossos olhos com aquelas cenas que na maioria das vezes precisamos de um ônibus que nos leve até onde elas estão para poder vive-las. Um show de imagens.

A música é I Will Wait For You.



Fiquem em paz,

Jonas

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Por que gordo não pode dar aulas?



Reproduzo artigo do Kotscho ( Ricardo ) a respeito de um dos muito preconceitos existentes entre nós que, como monstros adormecidos no fundo da lagoa, de repente despertam.

Bem no dia em que voltei a São Paulo, depois de uma breve temporada em Sorocaba para perder peso e criar vergonha, leio com espanto no jornal que cinco professoras foram reprovadas em exame médico para dar aulas em escolas estaduais porque estão gordas. 

Sei que na nova língua do políticamente correto mudou o nome das coisas, e gordo agora virou obeso, como se isto mudasse algo, mas o fato é que, segundo a notícia da Folha, se eu tivesse que ganhar a vida como professor, também estaria vetado. 

Só espero que também não proibam os carecas e os sexagenários de exercer o ofício de jornalista. Falando sério: quem foi que inventou este critério para o Departamento de Perícias Médicas de São Paulo poder vetar professores gordos já aprovados em todas as fases anteriores do concurso para o magistério estadual? 

Lembro-me que alguns dos meus melhores professores eram mais gordos do que eu. 

“Ouvi do médico que eu estava deformando meu corpo e que teria problemas de saúde no futuro. Não tinha uma alteração nos 15 exames que fiz”, disse a professora Andréia Pereira à repórter Talita Bedinelli.
Outra professora, Fátima Fernandes, garante: “Nunca peguei licença por causa do peso, nunca tive problema de saúde”. Para a Secretaria de Gestão Pública, que é responsável pela perícia, “há casos em que a obesidade pode ser considerada doença, segundo os padrões da OMS (Organização Mundial de Saúde)”.
Se assim é, que providências foram tomadas pelo Estado para dar assistência médica às professoras que não poderão dar aulas porque a perícia as considerou “inaptas”? 

Sem conseguir o emprego, como elas farão para pagar o tratamento? Não seria mais humano contratá-las, já que foram aprovadas no concurso, e o Estado precisa de professores, para em seguida encaminhá-las a um hospital público que trata de obesidade e assim possam cuidar da saúde? 

Esta história me fez lembrar um caso parecido que aconteceu comigo quando era editor de um grande jornal paulistano. Queria contratar um repórter muito bom, tinha a verba, mas ele foi vetado no exame médico da empresa. Motivo: seus dentes encontravam-se em péssimo estado. 

De fato, o médico tinha razão, mas argumentei com ele que o sujeito era ótimo profissional e só poderia cuidar dos dentes se fosse contratado, já que estava desempregado, sem grana. O médico acabou concordando e o tal repórter, com dentes bem cuidados, continua trabalhando até hoje nas principais redações do país. 

Bem que o Departamento de Perícias Médicas de São Paulo poderia seguir este exemplo.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

O uivo do Leão



Minha irmã tocava piano. Eu era ainda adolescente. Ao mesmo tempo em que eu achava que todas as irmãs do mundo tocavam piano, eu tinha um ciúme danado por que tentei e não consegui dedilhar aquele teclado.

Mas superei com facilidade isso. Por que mais tarde comecei a dedilhar em outras coisas, e muitas vezes consegui tirar outros tipos de musicas, às vezes bem boas.

Tão pensando besteira né? Estou falando de teclados, por exemplo. Eita!

Quase toda tarde lá estava minha irmã sentada ao piano tocando seus exercícios e o que eu mais gravei foi Pour Elise de Beethoven. Ficaram bem marcados esses acordes no meu ouvido.

Mas o Beethoven vai me perdoar não é por causa da musica não. É por causa do nosso Leão que uivava sempre que a ouvia.

Leão era o simpático vira-lata que tínhamos em casa e que misteriosamente uivava toda vez que minha irmã tocava Pour Elise.

Nunca soubemos por que ele uivava, pelo simples fato de que cachorros não falam.

Uivos para nós humanos são como lamentos. Então achávamos que ele ficava atacado de alguma espécie de tristeza. Por que se fosse alegria nós humanos pensávamos que ele latiria.

Mas isso é o que gente acha. Mesmo entre nós, gente, existem significados diferentes para nossos “latidos” e “uivos”. A gente late ou uiva de maneira que muita gente não entende.

Mas deixa pra lá.

Fiquem em paz

Jonas

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

O importante é que emoções eu vivi.



Publicado lá no blog do Azenha, o Viomundo, tem um artigo de um cidadão chamado Alberto Carlos Almeida, sociologo por profissão e PIGófilo por opção, no qual pode-se ler uma tese extraordinária a respeito da relação entre escolaridade e emotividade.

Ao fazer simplórias e equivocadas comparações entre atitudes de Lula e Dilma o estudioso quer demonstrar para todos os simples mortais que o lêem que Lula teve atitudes emotivas, humanas, em razão da ausencia de um diploma universitário em seu curriculo e Dilma justamente pela razão oposta, ou seja ela tem um diploma universitário, haverá de ter um comportamento mais técnico e racional.

E o sábio vai mais longe e faz uma relação direta entre baixa escolaridade que é igual  a mais emoção que é igual a mais erros no exercicio da governança. Já com Dilma a relação é identica porém com resultados opostos: alta escolaridade é igual mais racionalidade que é igual a menos erros na governança.
Não percamos nosso tempo discutindo essa preciosidade cheia de ranços preconceituosos e tipica de quem gosta de massa cheirosa.

E observemos uma coincidencia interessante entre essa publicação no Viomundo e uma outra lá no blog do LáDoDeLá de propriedade do Marco Aurélio Mello cujo histórico de publicações no sitio leva-nos a identifica-lo como pessoa progressita e afeita às liberdades humanas e aos direitos cidadãos.

Pois no dito blog está publicado hoje um texto cujo tema pode ser resumido como sendo uma reflexão em cima do voyeurismo e do exibicionismo na web. Após detalhar o que é a ancora do seu raciocinio, colocando-nos  par do que está acontecendo com a exibição do corpo humano na rede,  o Marco Aurélio encerra seu artigo informando-nos  sobre o frisson que ele já sentiu na adolescencia e que segundo seu entendimento, o prazer está se tornando mais acessivel e menos reprimido.

Não quero que vocês que me lêem imaginem que estou igualando as visões sobre emoções do Alberto Carlos com o Marco Aurelio, mas o diacho é que os dois autores tocam numa questão fundamental que é a banalização das emoções. 

Enquanto um distorce a natureza das emoções humanas citando-a como coisa vulgar existente apenas na periferia da sociedade o outro coloca como natural o sumiço de algumas emoções na mesma medida em  que há avanço tecnólogico.

Não sei não. Não quero entrar na área do saudosimo e dizer que bom era o tempo em que eu tomava banhos um pouco mais demorados só por que tinha vislumbrado metade da coxa da vizinha. Ou dos calafrios e a moleza natural nas pernas após dançar coladinho com a garota mais desejada pela turma do bairro.

Também não quero parecer piegas ao dizer que quando um ser humano se dedica com amor ao seu projeto de vida - seja ele profissional, academico ou familiar - ele tem mais chance de ter sucesso. 

Mas quero dizer que quando se colocam as emoções e a sensibilidade em uma atividade qualquer o resultado é muito mais prazeiroso do que quando tudo acontece numa sucessão de apertar botões, ajustar lentes ou decorar ponto a ponto um tratado comercial com o pais vizinho.

Eu não tenho muita certeza mas  eu acho que  tudo o que que nos provoca, liberta nossos melhores sonhos e nos faz viajar nas nossas mais descabidas fantasias e na maioria das vezes nos inspira para enfrentar todas as dificuldades do dia-a-dia está justamente no mundo da literatura, do cinema, da musica, das artes todas.

E não me consta que os autores de tudo que nos emociona e nos faz sentir vivos  inspirem-se antes em bisbilhotagens em webcams ou preocupem-se com diplomas e MBAs.

O importante é entendermos que a sabedoria e o prazer vêm na verdade de dentro para fora e não no sentido inverso. 



Fiquem em paz,

Jonas

Leia aqui o artigo de Alberto Carlos Almeida
Leia aqui o artigo de Marco Aurelio Mello

domingo, 30 de janeiro de 2011

musicas para o domingo 300111 - especial Gigi

Ontem a Gigi - minha neta a quem eu chamo também de Passarinho - voou para a casa da mãe dela. Deixou-nos a mim e a avó depois de muito anos de convivencia. E é para ela que eu publico hoje essas muitas versões de músicas dos Beatles e eu digo por que.

Com o advento da Gigi em nossas vidas algumas coisas mudaram em mim. Deixei de lado algumas intransigencias. Passei a ser mais contemplativo e com isso mais tolerante. Entendi um tantinho melhor o que são os sinonimos de uma mesma palavra. Passei a perceber as nuances de uma mesma cor. E enxerguei a diversidade da vida. 

Eu citaria aqui algumas dezenas de coisas nas quais eu tinha os meus pés fincados de tal jeito que eu achava que era pra sempre, mas acho que não é o caso. Publico então versões das musicas dos Beatles, e eu explico melhor.

Houve um tempo em que eu praticamente não ouvia outra banda que não fosse The Beatles. Eu quase me recusava a reconhecer o talento dos milhares de musicos e compositores nesse mundo afora. Para mim alguém que gravasse uma versão dos Beatles era petulante, um abusado, e eu simplesmente rejeitava. Sim, senhoras e senhores eu já fui radicalissimo em muitas coisas. Quem me viu e quem me vê....

Ao publicar essas versões todas aí embaixo ( eu queria que fossem as centenas que eu já ouvi ) eu quero com esse gesto proclamar a redução da minha intransigencia, dos meus radicalismos em uma porção de áreas da minha vida. E dizer que uma boa parte disso foi por causa da Gigi, meu Passarinho... De que forma isso aconteceu? Deixemos para falar nisso outro dia...

Fiquem em paz,

Jonas



























































sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Fiscalizar é multar? Multar é educar?



Em um desses jornais televisivos de ontem a noite eu assisti uma reportagem a respeito da freeway ( estrada que liga Porto Alegre ao litoral gaucho ) e que informava sobre o excesso de velocidade praticada pelos motoristas naquela via.

E a reportagem mostrava um policial rodoviário equipado com um radar que me pareceu bastante moderno em cuja tela de LCD liam-se muitas informações sobre cada veiculo que passava. O destaque da reportagem foi para um cidadão que passou por ali a 193 km por hora! Quase o dobro do permitido naquela estrada. E disse a repórter que no período de uma hora que ela e a equipe estavam por ali mais de 300 multas foram emitidas, todas por excesso de velocidade. Desnecessário dizer que a emissão da multa é automática sem a interferência do policial. 

Então eu me lembrei daqueles filmes americanos em que os policiais ficavam escondidos atrás de moitas à beira da estrada com suas possantes e reluzentes Harley-Davidson e assim que passava um doido ultrapassando o limite de velocidade ele saia de sirene ligada perseguindo infrator e, claro, multando-o ao vivo e à cores.

Essa atitude tem dois benefícios óbvios: educa o cidadão e impede no mesmo momento a ocorrência de um acidente.

Pois eu vi o oposto na reportagem de ontem. É de se perguntar inclusive para que ter policial já que tudo é controlado eletronicamente. Não vi de parte da policia nenhuma tentativa de evitar catástrofes com ferimentos graves e mortes em razão de abuso de velocidade. Na cabeça daquele policial e de seus comandantes a multa em si mesma tem valor de educação. Não tem. Quem passava correndo por ali continuava correndo a estrada toda, correrá amanhã e correrá depois de amanhã, e continuará correndo até morrer ou matar alguém. Simples assim. 

Há uma nítida confusão entre fiscalizar e multar. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. A primeira educa e a segunda pune. São coisas muito distintas.

E podemos verificar esse tipo de pensamento e/ou comportamento por parte daqueles que tem o dever de manter a lei e ordem em qualquer outra área da coletividade. Podemos notar que  há pouca, ou quase nenhuma fiscalização e bastante punição seja lá a respeito do que for.

Por estes dias temos casos lamentáveis de enchentes ocorridas em muitas cidades por aí e em especial em São Paulo. E todos nós vimos a Rede Globo descer o pau na população que joga o lixo na rua, constrói suas casas em locais indevidos e sem segurança, etc. Sim. A população faz isso e está errada em fazer. Mas onde está um plano de educação e fiscalização permanentes para se evitar ocorrências assim?  Ou ao menos minimizar seus efeitos? 

Antes que meu filho tome um choque ou seja atropelado, eu o ensino, ainda criança, a não enfiar os dedos na tomada e a olhar para os dois lados antes de atravessar a rua.

Antes de descer o pau nos cidadãos por causa de excesso de velocidade ou por jogar lixo na rua, a nossa velha imprensa poderia apontar seus dedos acusadores para os desgovernos em geral e cobrar deles mais educação cidadã e mais fiscalização. E menos multas. 

Fiquem em paz,
Jonas

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Nossos comerciais por favor 270111

"As boas coisas acontecem para aqueles que esperam " Esta é a mensagem desse comercial da cervejaria Guinness.

E já que nessa vida é possivel refletir sobre tudo, fiquei pensando que além de ser uma bela peça publicitária, deixa-nos a imaginar sobre quando foi empurrada a primeira peça do dominó de nossas vidas, quanta complexidade têm os caminhos que percorrremos e quantas surpresas nos aguardam.

Filmado na Argentina, nele foram gastos ( queimados ou destruidos )6.000 dominós, 10.000 livros, 400 pneus, 75 espelhos, 50 refrigeradores, 45 armários, 6 automoveis e mais coisas.

A musica chama-se Dança Espanhola nr6 é um clássico de Enrique Granados ( 1867-1916)

A Cervejaria é a Guiness. A cerveja é extraordinária. Quem nunca experimentou deve correr e faze-lo.

Curtam o video. E esperem. Coisas boas haverão de acontecer em suas vidas.



Fiquem em paz,

Jonas

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Vovó e vovô sem sede? Eles precisam de água!



Reproduzo artigo do doutor Arnaldo Lichtenstein publicado no Viomundo que tem carater de utilidade publica. Fiquemos atentos aos nossos velhinhos, houve um tempo em que eles cuidaram da gente.


Sempre que a vovó ou o vovô têm confusão mental, duas hipóteses atemorizam os familiares: será tumor na cabeça ou mal de Alzheimer?

Na imensa maioria dos casos não é nem um nem outro”, afirma  o clínico geral Arnaldo Lichtenstein, do Hospital das Clínicas de São Paulo, professor colaborador do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da USP e um dos especialistas entrevistados no livro Saúde — A hora é Agora (leia no pé deste texto).  “Os principais responsáveis são diabetesdescontrolado, infecção urinária e família que passa o dia inteiro no trabalho, no shopping ou no clube, fora de casa.”

Parece brincadeira, mas não é. Constantemente vovó e vovô não têm sede e deixam de tomar líquidos. Como não há gente em casa para lembrá-los, desidratam-se com rapidez. E a desidratação no idoso tende a ser grave, afetando todo o organismo. Pode causar confusão mental abrupta, queda de pressão arterial, aumento dos batimentos cardíacos (“batedeira”), angina (dor no peito), coma e até mesmo morte.
Impossível?! Não. Ve ja por quê:

• Ao nascermos, 90% do nosso corpo é constituído de água. Na adolescência, isso cai para 70%. Na fase adulta, para 60%. Após os 60 anos, temos pouco mais de 50% de água. Isso faz parte do processo naturalde envelhecimento. Portanto, de saída, os idosos têm menor reserva hídrica.

• Mas há outro complicador. Mesmo desidratados, eles podem não sentir vontade de tomar água, pois os seus mecanismos de equilíbrio interno funcionam menos.

• Explicamos. Nós temos sensores de água em várias partes do organismo. São eles que verificam a adequação do nível. Quando o nível cai, esses detectores acionam automaticamente o “alarme”. Pouca água significa menor quantidade de sangue, de oxigênio e de sais minerais circulando nas nossas artérias e veias. De imediato, então, o corpo “pede” água. Essa informação é passada ao cérebro, a gente sentesede e sai em busca de líquidos. Nos idosos, porém, esses mecanismos atuam menos.

A detecção de falta de água corporal e a percepção de sede estão diminuídas. Alguns ainda, devido a certas doenças, como artrose avançada, evitam se movimentar até para tomar água.

• Resultado: os idosos desidratam-se facilmente não apenas porque possuem reserva hídrica menor, mas também porque sentem menos sede. Além disso, para ter desidratação grave, eles não precisam de grandes perdas — por exemplo, diarreias, vômitos ou exposição intensa ao sol. Basta o dia estar bastante quente ou a umidade do ar baixar muito. Nessas situações, perde-se mais água pela respiração e suor e, se não houver reposição adequada, é desidratação na certa. Mesmo que o idoso seja saudável, essa perda prejudica o desempenho das reações químicas e das funções de todo o organismo.

“Por isso, vovós e vovôs, se habituem a beber líquidos”, alerta Lichtenstein. Por líquido entenda-se água, sucos, chás, água de coco, leite. Sopa, gelatina e frutas ricas em água (melão, melancia, abacaxi, laranja e mexerica) também funcionam como líquido. O importante é, a cada duas horas, botar algum líquido para dentro. Lembrem-se disso!

O segundo alerta de Lichtenstein é para os familiares. Ofereçam constantemente líquidos aos idosos da casa. Lembre-lhes de que isso é vital. Ao mesmo tempo, fiquem atentos. Ao perceberem que eles estão rejeitando líquidos e, de um dia para outro, ficam confusos, irritadiços, fora do ar, atenção. É quase certo que esses sintomas sejam decorrentes de desidratação. Líquido neles e rápido para um serviço médico.
****

*  O doutor Arnaldo Lichtenstein é clínico geral, médico do Hospital das Clínicas de São Paulo, professor colaborador da  Faculdade de Medicina da USP e  um dos 70 profissionais de saúde entrevistados por esta repórter para o livro Saúde — A Hora é agora, do qual é coautora.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Quanto custa ser neoliberal?



Dentre as criticas que se ouve por ai a respeito da globalização - leia-se neoliberalismo - a mais comum é a que diz respeito ao enriquecimento cada vez maior de um grupo cada vez menor de pessoas. Diz-se também por ai que uma das práticas mais comuns de governos seduzidos pela tal da globalização/neoliberalismo é o Estado minimo, ou seja, a retirada do Estado em especial na defesa daquilo que diz respeito ao que é mais precioso aos interesses dos individuos que são o bem estar, a saúde, a integridade fisica e psicológica, a cultura regional, as crenças, as ideologias e os códigos de comportamento.

Sociedades inteiras são sutilmente levadas a esquecer de suas identidades e adotam usos e costumes nivelados com o resto do mundo inclusive, e especialmente, hábitos de consumo. E por que? Ora a Ford ou a Nokia não podem perder tempo nem dinheiro em análises sobre as distintas preferencias entre consumidores brasileiros, chineses ou canadenses. Quanto poderia custar em mão de obra engenheiros, técnicos, desenhistas e operários no desenvolvimento de diversos modelos de carros e celulares que poderiam ser necessários para satisfazer cada região do planeta?

Mas não sou muito bom - aliás em nem sei em que sou bom - em análises economicas, de desenvolvimento ou de modelos de governo e coisas desses tipo. Para mim é mais fácil falar do aspecto humano, ou desumano, da globalização/neoliberalismo ao redor do mundo.

A sensação que tenho é que existem perdas fisicas e espirituais impercetiveis e por isso mesmo incálculaveis para os seres humanos. Todo esse processo de faz de conta da modernização global/neoliberal é apenas um verniz em cima do estrago na superficie da alma e do corpo humanos. 

Vou dar dois exemplos que podem parecer pueris e posso ser condenado duramente por cita-los, mas corro o risco: perdemos o Saci para o Halloween e a música caipira para a sertaneja. Não tenho nada contra o Halloween ou a música sertaneja, mas tenho tudo a favor do Saci e da música caipira.

Alguém certamente pode fazer uma lista enorme que demonstrará essas trocas sem nenhum sentido que a necessidade de globalizar trouxe. Penso que culturas são para serem misturadas e não para eliminarem-se umas as outras. 

A tal da globalização/neoliberalismo trouxe preço para tudo. Tudo pode ser comprado e vendido. Tudo tem um valor mensurável, perceptivel. E então único meio de acesso a qualquer coisa passou a ser através do dinheiro. ( lembremo-nos que o estado minimo dos neoliberais não presta nenhum serviço aos seus cidadãos). 

E sendo assim o trabalho deixou de ser apenas o exercicio de uma atividade, da aplicação de alguma habilidade ou produção de riqueza para a coletividade. O trabalho transformou-se em necessidade vital para a sobrevivencia emocional também. 

Alguém já chegou a dizer que sem o seu trabalho um homem não tem honra. Eu ouvi um antigo patrão meu perguntar a um colega meu, enquanto se discutia salários, quanto custava a dignidade dele. Sendo assim a honra e a dignidade de um homem passou a ter preço. E ter mais honra e dignidade pode significar ter que trabalhar mais para ganhar mais. E ganhar mais para que? Quem respondeu que é para consumir mais acaba de ganhar uma assinatura do Saúva inteiramente grátis! 

E se podemos comprar honra e dignidade, também podemos comprar felicidade e todo tipo de sensações que fazem parte do feixe que é a vida humana.

Isso faz parte das perdas emocionais. E das perdas fisicas? Lá no Blog do Nassif  foi publicado texto que fala a respeito do futuro dos alimentos, que é a cereja do bolo vistoso mas sem sabor do neoliberalismo. 

São sete videos de um filme que faz uma investigação sobre o crime que é a manipulação genética de alimentos, quando essa manipulação não visa a democratização da distribuição de comida planeta afora mas, pelo contrário, prefere o aprisionamento ou patenteamento de algo que é de todos, pois faz parte da formação da Mãe Terra que de tudo nos provê e tudo nos dá graciosamente. Vejam os videos.

Fiquem em paz,

Jonas













segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

A segunda, e previsivel, catástrofe na serra carioca

Reproduzo carta do leitor Delmo Morani no blog Amigos do Presidente Lula, que contém uma mensagem que nos chama atenção para a falta de cuidado da midia em geral ao concentrar o olhar apenas na parte atingida - tristemente - pelas chuvas na região serrana do Rio, possibilitando uma segunda, porém previsivel, catástrofe.

"A cobertura do PIG (imprensa golpista), ao só informar sobre os deslizamentos e destruição nas cidades Serranas do Rio de Janeiro, sem informar também o que continua normal e o que está fora de áreas de risco, estão asfixiando a economia do turismo nestas cidades, e atrapalhando empregos.

É óbvio que é importante noticiar onde houve catástrofe, onde há risco e onde há interdição, mas é importante não contaminar todo o município, nem estigmatizar a região inteira, afugentando turistas pelo medo, sem qualquer fundamento.


Segue a mensagem do amigo leitor Delmo Morani:


NOTA DE ESCLARECIMENTO SOBRE AS CHUVAS NA REGIÃO SERRANA - O QUE FALTOU DIZER


Faltou dizer que, em Petrópolis, a localidade fortemente atingida pelas chuvas foi o Vale do Cuiabá que está situado a cerca de 12 Km do centro de Itaipava, em direção a Teresópolis.


Faltou dizer que, com exceção da rodovia que liga Itaipava à Teresópolis, todas as estradas estão operando normalmente e não foram atingidas ou obstruídas, nem temporariamente, mesmo no dia do temporal.


Faltou dizer que Itaipava, assim como os demais distritos de Petrópolis e o Centro Histórico da cidade, estão funcionando normalmente. Bares, restaurantes, shoppings, comércio, museus, monumentos e demais locais de visitação e lazer continuam operando normalmente.


Faltou dizer que, com exceção da localidade tragicamente atingida pela ação da natureza, a cidade é calma, segura e linda.


Faltou dizer que a segunda fase da tragédia ainda está por ocorrer. Ela se caracteriza pelo desemprego e pelo fechamento de uma infinidade de pequenos negócios que vivem, direta ou indiretamente, da atividade turística que é a principal atividade econômica de Petrópolis.


Faltou dizer que, além do socorro às vítimas - que vem sendo feito com uma excepcional colaboração dos governos estadual e federal e uma extraordinária mobilização da sociedade - precisamos cuidar do socorro às vítimas dessa segunda fase que, geralmente, se sobrepõe com efeitos devastadores sobre o emprego e a renda das famílias das regiões atingidas.


Assim, para que tudo o que faltou dizer nas reportagens das redes de comunicação, não resulte na segunda fase do problema. Para que não se possa dizer que “faltou fazer” alguma coisa, estamos nos mobilizando para trazer de volta o principal elemento gerador de emprego e renda: o turista.


Os hotéis e pousadas de Petrópolis, Itaipava e arredores, estão oferecendo promoções e tarifas especiais em seus pacotes de hospedagem para que você nos ajude a mobilizar a economia de Petrópolis e mais rapidamente recuperar a atividade econômica local. Você estará ajudando a preservar muitos postos de trabalho e desfrutando do melhor da região por preços ultra especiais
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domingo, 23 de janeiro de 2011

Musicas para o domingo 230111

Mark Knopfler - Romeo and Juliet 

 

Vinicius de Moraes/Toquinho - Tarde em Itapuã

 

Paul McCartney and Eric Clapton - Something (Concert for George) (HQ) 

 


Fernanda Takai - Odeon (ao vivo) 

 

Nick Cave -far from me 

 


BB King Stevie Ray Vaughan Etta James - Midnight Hour 

 


All you need is love - SOS-barnebyer 

 


Barenboim - "El amor brujo" (Danza ritual del fuego) Falla 

 


RIKKI DON'T LOSE THAT NUMBER (1974) by Steely Dan 


Beatles. Ahh... Beatles. The long and winding road