sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Coca Cola e a máquina da felicidade.

Essa é bem bacana.

A Coca Cola instalou no campus de uma universidade - que ela não quer revelar - um vending machine diferente. É uma máquina que distribui felicidade em doses.

E divertido ver a cara de alegria do pessoal diante de uma máquina tão generosa e simpática.

Curtam!

Fiquem em paz,

Jonas

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Aos amigos

Todos nós recebemos diariamente e-mails de pessoas conhecidas ou não com diversas mensagens, correntes, conselhos, etc... Alguns até que são bacanas outros nem compensa serem abertos.

Um dia recebi um cujo titulo referia-se aos amigos ou coisa assim, fiquei curioso e abri.

No texto estava dito que o bom mesmo eram os vários, centenas sei lá, de amigos virtuais que o remetente tinha. E que esses amigos eram todos iguais. E que deles recebia mensagens lindas e para eles as enviava também, não importanto idade, sexo, crenças politicas e religiosas, e que mutuamente se consolavam ou riam ou choravam a partir das mesmissimas mensagens, e ia por ai afora.

Epa! Tem algo errado aqui disse eu para os meus atentos botões. Aquele remetente e talvez outros milhares do ciberespaço está colaborando para o fim da individualidade, e não quero nem falar de criatividade, fiquemos só na massificação, e no perigoso pensamento unico.

E a respeito de alguns de voces, meus pouquissimos e pacientissimos leitores,  eu sei muita coisa de outros nem tanto e de poucos nada sei, mas faço questão de trata-los como unicos, cada um de voces.  Essa deve ser a razão de que quando pensei em lançar o Saúva não me passou pela cabeça manter apenas uma linha de publicações: só piadas, só cronicas, só criticas, só musicas... Pensei mesmo nessa pequena salada quase completa que é o Sauva e através dele eu tento alcançar a individualidade de voces.

E isso é muito sério. Tem momentos que eu vejo ou um ou outro de voces nos meu textos, as vezes eu imagino que uma música vai agradar algum de voces de uma maneira especial, e é assim que eu tenho feito. Já coloquei ou tirei palavras que eu imaginei serem ou não adequadas a pelo menos um de voces.

Estou dizendo um monte de obviedades é claro e me perdoem por tomar o tempo de vocês com essas ululancias oceanicas, mas na verdade é tudo um gancho para eu dizer e mostrar uma coisa.

Muitos de voces, meus raros, talvez todos, saibam que aqui de minha janela eu avisto o sol nascendo. E tenho feito uma coleção de fotos, eu fotografo quase todos os dias, por que cada amanhecer que chega me parece mais bonito que o anterior, a emoção vem inevitável.

E olhando algumas dessas fotos - coisa que eu peço que voces façam também agora no video que montei e está ai embaixo- percebe-se que apesar de ser a mesma paisagem, apesar de ser o mesmo sol, apesar de ser a mesma hora, cada amanhecer tem beleza própria, tem cor propria e por que não? cada um me inspira uma oração diferente.

Cada foto dessas pode ser um de voces. Pois é assim que voces são, cada um com luz própria, cada um com sua beleza única, e cada um a me inspirar algo diferente todos os dias.

E peço que continuemos assim, unicos e irrepetiveis, personalizados a fim de que não seja perdida a capacidade cada um de nós tem de transformar o mundo, cada um a seu jeito.

No video a musica é Bridge Over Troubled Water composta por Paul Simon e um dos maiores sucessos da dupla Simon Garfunkel e é também um verdadeiro hino a amizade.

Aqui ela é cantada por Johnny Cash que gravou-a em dueto com Fiona Apple, sendo incluída no álbum American IV: The Man Comes Around (2002).

Fiquem em paz.

Jonas

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Zilda Arns - uma perda irreparável

Acabo de saber que Zilda Arns morreu no trágico terremoto no Haiti. Ela estava lá em missão humanitaria representando o Brasil.

Médica pediatra e sanitarista Zilda Arns foi fundadora da Pastoral da Criança um orgão da CNBB.

Todas as mortes ocorridas de maneira trágica como essas centenas que acabam de ocorrer no Haiti são sempre lamentáveis. Certamente a vida de excelentes seres humanos foi levada neste abalo.

E a passagen por aqui de Zilda Arns ficará marcada na dimensão humanitária da gente brasileira como uma das mulheres que com suas ações, seus dons e sua docilidade colocadas à serviço da vida das crianças de nosso país, como a pessoa que deixou  plantada a prova que com simplicidade e dedicação é possivel criar uma grande rede assistencial de resultados.

Estive através da Rita, que foi uma Agente da Pastoral, muito próximo das ações da Pastoral da Criança e o pouco que ví me qualifica como testemunha do importantissimo trabalho coordenado por Zilda Arns. Um trabalho singelo, uma idéia simples colocada a serviço da vida. Virá o dia em que saberemos quantas vidas de crianças pobres foram salvas por causa das ações desta Pastoral.

Que seus sucessores nesse trabalho saibam dar continuidade a ele e que nosso país possa ainda por muito tempo contar entres seus habitantes muitas crianças resgatadas da morte através deste trabalho.

Fique em paz Zilda Arns.

Jonas

Os limites do silencio.

“...Atordoado eu permaneço atento
Na arquibancada pra a qualquer momento
Ver emergir o monstro da lagoa...”

Cálice – Chico Buarque


Uma vez assistí um filme com Andy Garcia interpretando um terapeuta e que se não me engano chama-se Os Limites do Silencio.

E fazendo uma  sinopse de leigo no assunto as coisas são mais ou menos assim: aconteceu que ele - o terapeuta - teve um filho adolescente que cometeu suicídio aos 16 anos. Esse guri era depressivo. A mãe insistia que ele tomasse medicamentos mas o pai resolveu encaminha-lo para um outro terapeuta seu amigo.

Ocorre que esse terapeuta molesta sexualmente o guri, filho do Andy Garcia. Daí o suicídio. Mais pra frente o Andy Garcia dará consultas à um outro guri cujo pai matou a mãe. E o pai matou a mãe por que chegou em casa e surpreendeu o que pensou ser um homem fugindo pela janela do quarto da esposa. Mas esse homem que fugia era o próprio filho que era molestado sexualmente pela mãe!

Chega ou querem mais??? Chega.

É um filme, eu sei. Mas sei também que na vida real, monstros de todo o jeito estão a espreita.

Monstros que adormecem no fundo do lago de almas de indivíduos aparentemente comuns, sociáveis, amorosos, muitas vezes realizados em varias dimensões da vida. E que se tornam em segundos estripadores, pedófilos, infanticidas, fratricidas e o que mais vier. E nos minutos seguintes à essas barbáries mergulham de novo para o fundo do lago. Cuja superfície parece permanecer intocada.

E parece que fatos assim estão acontecendo cada vez mais. A sensação é de que cada vez mais monstros estão sendo acordados por barulhos que ainda não estão muito bem identificados.

Mas eu desconfio que seja o barulho de nossa modernidade, de nosso egoísmo, individualismo, hedonismo, o entendimento simplório de que o prazer, a felicidade, começa e termina nele mesmo.

Estamos todos com medo da dor. E não nos damos conta que a maior dor é não querer te-la.

As vezes me preocupo.

Tem momentos que não tenho muita certeza de que o monstro que mora em minha lagoa permanecerá adormecido e indiferente à tantos barulhos.

Fiquem em paz.

Jonas

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Comercial da Audi

"Bom para o meio ambiente, bom para você."

É assim que termina esse comercial da Audi cujo próposito é mostrar as qualidades de seu carro movido a diesel e que, pelo que se deduz, sua emissões não são poluentes.

Mas o diferente nesse comercial é a abordagem de um assunto delicado como o suicidio ocorrencia que se, ao existir na vida de cada um de nós, deve ser descartada, evitada, enfim esquecida.

Quem leu a frase que eu escrevi ai em cima do Saúva, logo abaixo do logotipo, vai entender o que eu quero dizer.

Fiquem em paz.


Jonas


segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Do maior para o menor.

De tuas horas que eu seja apenas um segundo.
Do teu tempo quero ser o fim.
Quero ser o fundo da garrafa vazia,
a tua dormencia.
Quero ser teu sono sem sonhos,
a tua ausencia.
Não quero ser teu vestido de festa,
quero ser o mais surrado.
A tua indolencia.
Das luas me basta ser a minguante.
Quero ser a noite, (pode ser escura),
que intercala teus dias.
Das tuas estações posso ser o inverno.
Quero ser a saudade do teu porto.
O horizonte do teu olhar.
As lágrimas antes do sorriso.
Quero ser teus medos.
Tuas angustias.
A tempestade que te assusta.
Quero ser tudo que passa.
O teu esquecimento.
Não quero ser a semente,
quero ser o sulco na terra.
Quero ser a sobra, o demais, a apara.
E descer do maior para o menor.

E assim pequeno, mesmo assim sem valor aparente,
continuar sendo portador de tanto amor...

Fiquem em paz,

Jonas

domingo, 10 de janeiro de 2010

Azuis - reedição.

Parte de vocês, meus pacientes leitores, já viu esse video. Fiquei com vontade de reparti-lo também com os que não viram.

E foi assim. Se tem uma coisa que me encanta nesse nordeste de meus Deus é o azul do céu. Em seguida vem os verdes. E só aqui, no nordeste, foi que me dei conta de como essas duas cores são tão harmonicas entre si e me fascinam demais quando colocadas uma junto da outra.

Mas é do azul que eu quero falar. Então eu montei um video que transborda de azuis, azuis que me felicitam todos os dias, e que me fazem dar tantas graças pela vida.

O vocal da musica, Bachiana nr 5 de Villa Lobos, é da soprano Amel Brahim Djelloul e o vídeo completo de sua performance pode ser visto neste endereço.

Fiquem em paz

Jonas




sábado, 9 de janeiro de 2010

Vacilo em Nova Iorque.

Deu no New York Times de 06 de janeiro.

Uma conhecida - não por mim - loja de roupas de griffe, uma certa H&M, em Nova Iorque ,joga no lixo as roupas que não vende ao final de cada estação.

Faz isso para não desvalorizar seus produtos vendendo-os como ponta de estoque ou coisa semelhante.

Não bastasse essa atitude insensivel diante de um mundo com tantas necessidades, os responsáveis pela tal loja vão além: fazem furos e rasgos nas roupas para impossibilitar seu uso por quem as encontrar!!

Daí me ocorrem coisas do tipo: qual o tamanho do lucro de uma loja dessa a ponto de jogar fora o que não é vendido? Será que alguns clientes dessa loja deixarão de comprar nela diante da resposta óbvia de que os lucros são escorchantes? Não seria possivel apenas reciclar essas peças de roupas a fim de que retornem  às prateleiras? E com isso economizar materia prima? E economizar em outras despesas que não dá para listar agora mas devem ser muitas? E por fim não poderiam simplesmente doar essas peças para instituições de caridade? E mesmo que tivessem a preocupação de que seus modelitos não sejam vistos em corpos de quem não é celebridade por que não doar para outras cidades, outros paises?

Finalmente me ocorreram muitas cenas que vemos diariamente daqueles  que mais sofrem no mundo todo, eternas vitimas de exclusões de todos os nomes ou marginalizações que interrompem vidas, adiam sonhos, e subitamente lhes arrancam o chão sob os pés.

E nós chamamos essas pessoas de vitimas do "sistema". E o problema é que o tal "sistema"  na maioria das vezes é incolor, insípido, inodoro. Nos parece algo que paira em nuvens levado daqui pra lá  por um vento que nunca se sabe de onde sopra.

Mas de vez em quando esse "sistema" vacila e mostra sua cara, seu nome e seu endereço.

Fiquem em paz,

Jonas

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Love Is A Many Splendoured Thing

Esta é a trilha sonora de um filme exibido no Brasil em 1955 e que teve o título de Suplicio de Uma Saudade e não! eu não era o lanterninha das sessões daqueles dias não senhores, pô. Ou talvez como diriam naquela epoca: homessa!

Foi gravada por um monte de gente. Entre elas Nat King Cole e Frank Sinatra. A versão que está ai embaixo foi gravada por Ringo (ex Beatle) e ficou bacana demais.

Curtam, quem puder dance, quem puder cante e quem puder dê um olhar 43 para pessoa do lado.

Fiquem em paz.

Jonas






Lyrics

DataSauva pesquisa molhos de tomate.

Uma das minhas encafifações ultimamente é que venho notando uma irresistivel atração dos molhos de tomate por roupas brancas. Reparem. Basta vestirmos um roupa branca e lá vem o desejo de um espaguete ao sugo, quem sabe uma lasanha ou até mesmo um filè a parmegiana. Se for em um happy hour o filezinho aperitivo logo se apresentará em nossa mesa, sendo que o molho deste é apenas uma derivação do de tomate na sua propriedade de insistir em respingar em nossa roupa branca.

Sabem os dois, tanto o molho quanto a roupa branca, que em algum momento nos descuidaremos, e a roupa branca, digamos assim numa quase virginal espera sobre nosso colo, deixa-se manchar de generosas, as vezes exageradas, gotas do molho. Enfim juntos, arrancam-nos da nossa própria distração e nós, desesperados, subitamente envergonhados pela aparente falta de coordenação, dizemos xiiis e putzes pulando para trás buscando gardanapos e molhando-os na ponta da lingua na tentativa vã de impedir que a união do molho e da roupa branca se consuma. Que nada. A junção se dá rápida e inevitável.

Porque? Que atração é essa? Como impedi-la? Que fazer com esse apetite por molhos pelo qual somos tomados cada vez que usamos roupas brancas? Porque esse vexame publico a que somos submetidos pois ainda horas após ter-se dada a desastrada união, os amigos em volta ao olharem para nossa roupa perguntam: tava bom o espagueti?

Será que devemos parar de usar roupa branca? O restaurantes devem passar a fornecer guardanapos-camisa de cor escura?  Devemos levar uma muda de roupa?  Devemos pedir o molho a parte em um copo e bebe-lo separado?

Respondam a pesquisa no canto direito superior, por favor e me deêm de volta noites tranquilas de sono.

Fiquem em paz.

Jonas

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Tristeza

Sinto a tristeza do fim de domingo.
A tristeza das 18 horas, Ave Maria,
quando tudo está a meia-tinta, opaco.
Sinto a tristeza da chama de uma vela,
luz frágil, suscetivel à um sopro,
e que tem a sua vida medida por si mesma.
A tristeza da impotencia.
Sinto a tristeza de quem não sabia que
fazia algo valioso pela ultima vez.
A tristeza da garoa ( não é nem chuva nem sol).
A tristeza de ser obrigado a sair do
quarto de um menino feliz.
Sinto a tristeza do marinheiro
cujo barco não pára no cais.
A tristeza da ausencia do vento, que é
quando as árvores se calam.
A tristeza do olhar da saudade,
de quem não vê, não ouve,
não sente.
A tristeza dos orfãos.
A tristeza da incompreensão.
Sinto a tristeza de quem é o ultimo a sair.
De quem ficou pra trás ......


Fiquem em paz

Jonas

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Tudo que voce precisa é de amor

No dia 07 de dezembro de 2009 as 13:30 a Starbuck ( uma rede de cafeterias norte americana)  convidou musicos de 156 paises para cantarem juntos - ao mesmo tempo mesmo! - a musica All You Need is Love, como parte de uma campanha para ajudar a combater a Aids na Africa.

Quem me conhece já pode imaginar minha emoção ao ver um dos maiores sucessos dos Beatles ser cantado com intenção tão importante.

A composição em si mesma já é nobre - coloco uma tradução aí embaixo - mas se torna especialmente rica pela finalidade com que se destina e ainda por cima Starbuck pede que divulguem, esse video e essa campanha com parentes e amigos e mesmo com estranhos. Façam isso meus caros, façam isso.

Fiquem em paz,

Jonas

A letra:

Love, love, love
Love, love, love
Love, love, love

There's nothing you can do that can't be done
Não há nada que voce possa fazer que não possa ser feito.
Nothing you can sing that can't be sung
Não há nada que voce possa cantar que não possa ser cantado
Nothing you can say, but you can learn how the play the game
Nada que voce voce possa dizer, mas voce pode aprender como jogar o jogo
It's easy
É facil
 
There's nothing you can make that can't be made
Não há nada que voce possa fazer que não possa ser feito
No one you can save that can't be saved
Não há ninguem que voce possa salvar que não pode ser salvo
Nothing you can do, but you can learn how to be you in time
nada que voce possa fazer, mas voce pode aprender com o tempo
It's easy
É facil

All you need is love
Tudo que voce precisa é amor
All you need is love
Tudo que voce precisa é amor
All you need is love, love
Love is all you need
Amor é tudo que voce precisa.
Love, love, love
Love, love, love
Love, love, love
All you need is love
All you need is love
All you need is love, love
Love is all you need

There's nothing you can know that isn't known
Não há nada que voce possa saber que não pode ser sabido
Nothing you can see that isn't shown
não há nada que voce possa ver que não possa ser mostrado
Nowhere you can be that isn't where you're meant to be
Nenhum lugar em que voce possa estar que não seja onde voce quer estar
It's easy
É facil

All you need is love
Tudo que voce precisa é amor.
All you need is love
All you need is love, love
Love is all you need

O video:


Revisão da Lei da Anistia.

Temos lido a respeito de um abacaxi posto sob a mesa  do Presidente , para ser descascado quando este voltar das férias. Trata-se de uma revisão da Lei de Anistia da Revolução de 1964, e que tem desagradado troianos e agradado gregos ou é ao contrário não sei bem.

Não sei nada sobre isso. Quando a tal Revolução de 1964 aconteceu eu ainda era um guri e quando veio a reabertura eu tinha acabado de entrar na fase adulta.

Mas sei que ditaduras não são boa coisa, pois se fossem não haveria a repressão à liberdade de opinião ou melhor dizendo liberdade do contraditório.

E agora discuti-se aprofundar as investigações para punir responsáveis por prisões arbitrárias, torturas e assassinatos e isso de um lado do balcão, por que no outro tem também os guerrilheiros e umas histórias de violencia meio nebulosas e duvidosas.

Mas deixemos isso para os que tem estomago. Eles que achem soluções e que tenham a coragem de contar a história como de fato se passou. Se houver interesse em continuar mentindo e censurando é bom nem começar.

Para mim o que parece ser o maior prejuizo - e isso não tem investigação que dê jeito de punir os responsáveis - são as cicatrizes deixadas na intelectualidade do povo brasileiro.

A censura, as fronteiras fechadas, a centralização do poder, o pouco zelo pela educação, tudo isso colocou-nos, a todos nós, a margem do crescimento mais importante: o crescimento humano e o crescimento do conhecimento.

Só pra ficarmos numa coisa bem recente e que todos se lembram: Collor chamou nossos carros de carroças.

Isso tem um significado enorme quando a gente pensa que todo desenvolvimento tecnológico colocado a serviço da industria automotiva no mundo todo não chegava até nós cidadãos comuns. E assim foi em todas as areas do conhecimento humano. Medicina, agricultura, ciencia, meteorologia, educação, infra-estrutura...

Coloque-se a área humana que se quiser colocar e ao compararmos com  outros paises veremos que em nada ou quase nada o Brasil contribuiu com sua gente para ajudar a roda do mundo girar. E muito menos sua gente foi beneficiada com o avanço tecnológido do mundo todo.

Mas a ferida mais profunda que ainda levará muito tempo para sumir da pele e portanto da lembrança de nossa gente é a indiferença causada pela censura. A censura praticada sistematicamente tem o dom maligno de tornar a fome pelo saber como algo adormecido pela inanição: não é mais sentida.


Exceto futebol, novela e pagode quase nada anda na ponta da nossa lingua A nossa incapacidade de reação e de indignação diante dos descalabros nacionais só pode ser fruto da massacrante centralização e da exacerbação do poder central, que enfraqueceu-nos como individuos.

Que revejam mesmo a tal Lei da Anistia e que tragam para nós os resultados verdadeiros das investigações. E quem sabe ao menos nossos netos possam retomar o caminho do qual nos desviamos já tem décadas, e que passa por uma cidadania consciente, atuante e exigente. Enriquecedora da vida humana.

Fiquem em paz.

Jonas

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Musica em fatias. Da Sony.

Esse é um comercial meio velhinho da Sony. O bacana é que os autores fatiaram um musica. Isso mesmo fatiaram.

Pegaram vários instrumentos iguais e cada um toca só uma nota, e repete no seguinte e vai indo até que a harmonia surge e voce ouve o efeito que ficou ótimo.

Curtam e fiquem em paz.

Jonas



sábado, 2 de janeiro de 2010

Uma vestal chamada Boris Casoy

Nunca me senti confortavel assistindo telejornais com a presença de Boris Casoy. Quando ele diz aquele bordão que já está desgastado, eu sempre imagino o veneno da ironia escorrendo pelos cantos de sua boca.

Mas sempre atribui esse meu desconforto à uma provavel discordancia de linha politica, achava que era apenas um ciuminho besta.

Mas ontem deu-se a constatação de que de fato esse homem é um elitista, preconceituoso e disseminador do confronto de classes. É uma vestal.

Na miudeza dele, ele pensa que felicidade é um atributo de uns poucos escolhidos, sendo que ele é um deles.

Na cegueira de sua ignorancia ele não sabe que cada um é feliz por si mesmo, totalmente livre de quem quer que seja. Sim sr Boris Casoy: os seres humanos, todos eles, podem ser felizes sem precisar ser orientado por sua ira, seu ódio, seus preconceitos contra sabe-se lá quantas classes de trabalhadores e pessoas.

E esse homem pequeno esbraveja e baba e destila raiva contra homens publicos pegos - é certo - com mão na botija, exigindo que sejam defenestrados.

Ele foi pego em falha mortal: preconceito. Que faremos com ele?

Os videos abaixo falam por si mesmos. Eu vou parar por aqui.

E repetindo Saramago, paro não por que não tenho palavras. É que elas me repugnam.

Fiquem em paz.

Jonas