terça-feira, 7 de junho de 2011

É um direito dos bebês




Semana passada pude ler no Escreva Lola Escreva (aqui e aqui)  o inicio de uma polemica entre a dona do blog e o Marcelo Tas do CQC ( preciso fazer a ressalva de que leio com alguma frequencia a Lola mas assisto com frequencia nenhuma a idiotice do programa comandado por Tas), polemica gerada em razão de comentários feitos no programa citado sobre mães que amamentam seus filhos em publico.

Ninguem pediu minha opinião sobre isso, aliás quase nunca alguem pede minha opinião sobre alguma coisa, mas como em outras vezes eu me sinto no dever de colaborar com a discussão dizendo coisas que ocorrem a mim, mas me parece que não ocorrem aos outros envolvidos.

Evidentemente está muito certa a Lola em deduzir que existe um forte viés machista nos comentários nada elegantes que fizeram os moços do ( arrgh ) CQC, uma vez que os mesmos misturaram estética, beleza plastica e outros atributos que todas as mulheres podem ter, com a pratica da alimentação, via seios, que mães zelosas e amorosas não se negam em oferecer aos seus pequeninos seja onde for.

Evidentemente está muito errado o sr que já citei, juntos com seus auxiliares, que em resposta à Lola ameaçou denuncia-la à Justiça por calunia e difamação, demonstrando assim que além de não saber distinguir entre gesto maternal e apelo sexual, também não entende nada sobre liberdade de expressão, é intolerante, retrogrado e repressor.

E andei lendo muitos outros blogs que uniram-se à Lola em seu protesto ( podem ler aqui, aqui, aqui), textos escritos com muita competencia e indignação falando sobre essa obviedade oceanica que  é manter uma criança viva através da alimentação.Nesse caso especifico com leite materno.

(( E sou obrigado a abrir uma parenteses para comentar o que saiu no portal da Globo ( vejam aqui ) em que profissionais das reporcagens que costumam ocorrer nos bastidores da outrora platinada, deram uma linha inteira em que desconhecem mãe como ser humano. Está escrito lá: cerca de 40 mães e 100 pessoas estiveram..... Há algo de seriamente podre na relativização que estão fazendo sobre esse assunto...fecha parenteses))

No entanto e apesar de tudo considero que há um equivoco nessa discussão uma vez que estão tornando o acessório principal e o principal virou acessório.
Para mim o que é acessório nisso tudo é a exposição do seio por aquelas mães que querem amamentar seus bebês. E é acessório na medida que o fato principal nisso tudo são as necessidades do bebê.

Como se sabe um bebê não tem nenhum controle sobre sua vida. Isto o torna não apenas totalmente dependente mas faz com que todas suas necessidades sejam urgentes e inadiáveis. Não fosse por isso as fraldas não teriam sido inventadas e além disso criam-se cada vez mais mecanismos de proteção e auxilio no desenvolvimento dos pequeninos. É nesse contexto que deve ser colocada a amamentação seja em lugar publico ou reservado. Para a mãe não resta alternativa senão atender os resmungos de seu bebê quando a fome bate em seu pequeno estomago. Não importando nada se isso acontece no metrô, no shopping ou em casa. Ele está com fome e precisa ser saciado. Ponto.

Ao misturarem alhos com bugalhos e desviarem o foco do que realmente se trata o gesto de amamentar um pequenino, os autores dos comentários tornam menores a nobreza e a força contidas na maternidade e parecem querer dizer que atender as urgencias de um bebê é algo que pode ser adiado em favor da estética e da plastica. Isso é desumano.

Em tempos que tantos direitos são discutidos e defendidos, impressiona que o direito dos pequeninos e indefesos sejam tratados com tão pouco caso e cinismo.

Fiquem em paz.,

Jonas

domingo, 5 de junho de 2011

Musicas para o domingo 050611













The Beatles: Me lembro que os primeiros acordes de musica beatle que eu ouvi foram através de um programa de rádio que se não me engano era na Bandeirantes, programa que era comandado por um certo Hélio Ribeiro e que chamava-se Correspondente Musical. E que funcionava assim: no inicio do anuncio de cada música ouvia-se um ruido de avião e Helio Ribeiro informava o pais em que ele estava chegando e em seguida o nome da música e de quem cantava. Ou ao contrário o nome de quem cantava e depois o nome da musica. E assim Helio Ribeiro levava seus ouvintes ao redor do mundo ouvindo as melhores musicas de cada lugar.

E a ultima escala da viagem era sempre Londres, e Helio Ribeiro começava a citar cada um dos nomes de musicos daquele lugar e meu coraçãozinho de menino encolhia um tanto para logo em seguida explodir junto com o "poderoso" som do aparelho de radio ABC que tinha lá em casa.

" ....... John Lennon, Paul Mccartney, George Harrison, Ringo Star ....senhoras e senhores, The Beatles ! "







Fiquem em paz

Jonas

sábado, 4 de junho de 2011

The Beatles: está tudo na rede!

Reproduzo aqui, por ser informação relevante, matéria publicada no Brasil 247 e que dá conta a respeito de uma certa banda nascida lá pros lados de Liverpool a respeito da qual até hoje não entendi direito por que saiu dos bailinhos de garagem e mudou definitivamente pra dentro meu coração.




Com a chegada dos três volumes da trilogia Anthology ao iTunes já é possível comprar as obras completas e remasterizadas do quarteto inglês pela internet

03 de Junho de 2011 às 18:15

Natália Rangel_247 – Depois de muita negociação, está finalmente na web a coleção das obras completas dos The Beatles. O grupo foi um dos últimos a ceder à digitalização de seus trabalhos para o site de compartilhamento e venda iTunes e o ciclo se encerra agora, com a inclusão no pacote dos três volumes de Anthology. Os LPs individuais já estão disponíveis para pré-venda na maioria dos países por U$29,99. E um box set exclusivo com todas as 155 faixas dos três volumes pode ser comprado por quem estiver disposto a desembolsar US$79,99 (cerca de R$ 150), e haverá ainda a coleção exclusiva Anthology Highlights com 23 músicas (US$12,99). O sistema adotado pelo iTunes para os beatlemaníacos é bem flexível – também é possível fazer download das faixas do Anthology uma a uma. Cada música custa US$ 1,29 e poderá ser baixada a partir do dia 14 de junho.

Mas nem tudo tem de ser comprado. Já pode ser acessado gratuitamente na rede um vídeo especial sobre o álbum Anthology e a série de rádio Meet The Beatles, em que artistas e produtores, como Brian Wilson, Dave Ghrol, Jackson Browne, Tom Petty, T-Bone Burnett e Rick Rubin discutem como foram influenciados pelo grupo inglês. Para ouvir e assistir ao programa que dura cerca de uma hora basta acessar: 
 www.iTunes.com/TheBeatles.

Os discos do Anthology – Vols. 1-3 foram remasterizados digitalmente pelo time de engenheiros do Abbey Road Studios da EMI Music responsável pela remasterização de todos os álbuns de estúdio originais ingleses, o que permitiu preservar a autenticidade e integridade das antológicas gravações do grupo. As coleções são acompanhadas por colagens criadas por Klaus Voorman a partir das imagens clássicas dos Beatles. Originalmente lançado em 2 volumes, em 1995 e 1996, as três coleções cronológicas de Anthology com gravações raras e inéditas incluem takes de estúdio e versões alternativas. Os singles Free As A Bird e Real Love, dos volumes 1 e 2 respectivamente, foram completados em 1995 por George Harrison, Paul McCartney e Ringo Starr, das demos gravadas por John Lennon em 1977. Atualmente The Beatles já venderam mais de 8 milhões de músicas e mais de 1.3 milhões de álbuns mundialmente no iTunes.

Fiquem em paz,
Jonas

quinta-feira, 2 de junho de 2011

O inadequadamente certo e o adequadamente errado.

E surge mais um debate semântico no Brasil. O dos últimos dias é sobre o "adequado/inadequado" que para alguns, deverá substituir o "certo/errado" no que se refere às normas gramaticais da língua portuguesa.

Não acho que esteja certo ou errado, penso apenas que seja bastante adequado esse debate. Não pela essência do que trata esse assunto, mas pela abrangência sugerida, que vai muito além do simples ensinamento do idioma cujo método não admite que exista vida fora dos livros escolares.

Eu já disse aqui no Saúva que passou da hora de se rever os métodos pedagógicos usados há décadas e que estão voltados unicamente para os indivíduos construírem suas carreiras profissionais e nada mais além disso.

Precisamos começar a enxergar a escola como mais um lugar - além das famílias e outros núcleos sociais - onde os indivíduos podem descobrir, antes de tudo a si mesmos e depois conhecer e experimentar alternativas para o que está proposto academicamente.

Esse caso especifico em que se debate a chamada norma culta para a aplicação da língua portuguesa, tem o dom de mostrar que existe outro jeito de se comunicar que pode não ser o correto mas que cumpre seu papel de informar aos outros o que estamos pensando. E quem pode garantir que dentro de algum tempo alguns dos vocábulos que hoje não são reconhecidos estarão inseridos em todos os dicionários de nossa língua?

O que se deve olhar é para a realidade de que nossa gramática tem sofrido alterações ao longo do tempo, alterações que certamente não vieram de cima para baixo - dos doutores da língua para nós, os mortais falantes - mas desconfio que tenham vindo de baixo para cima, ou seja, dos mortais falantes para os doutores. Sendo que estes últimos acabaram por ceder às evidencias e fizeram as correções nos seus manuais.

Voltando ao que eu dizia, talvez quem sabe um dia, seja possível nós os humanos irmos para escola para aprendermos também a sermos humanos, podendo desenvolver nossos dons ao mesmo tempo que aprendemos de um modo organizado - e para isso a escola serve bem - a aplicar nossas habilidades.

Tudo pode e deve ser discutido, do modo e tempo certos é óbvio, inclusive se os ventos aliseos se formam mesmo no deslocamento das massas de ar quente ou se o pterodáctilo foi de fato um réptil voador.

Só o que não se pode é restringir a genialidade humana de conhecer e desafiar o que está proposto até que se prove que o que está proposto é definitivo e imutável o que, como se sabe, é bem difícil.

Fiquem em paz

Jonas

segunda-feira, 30 de maio de 2011

A quem interessa a pornografia?

Lendo o Cloaca News tomei conhecimento de um certo Pop Porn Festival, evento que começou na quinta feira passada em S Paulo e deverá durar a semana toda.

E o moço que faz a apresentação do Festival faz, evidentemente, a defesa da pornografia e pretende mistura-la com sexo e sexualidade ao mesmo tempo em que pergunta por que a pornografia é tão demonizada.

O moço chega a falar que é bem adequado discutir com mais profundidade o assunto na medida em que vivemos tempos onde tabus cada vez mais vem sendo derrubados e informa que houve um arduo trabalho a fim de fornecer ao publico... "um festival de alta qualidade, de peso cultural, de conteúdo que pede reflexão, análise, descoberta e identificação. Cada parte de nossa programação foi pensada com cuidado para enviar uma mensagem que combata a banalização / repressão/gratuidade do sexo e de cada mágica aventura pelos territórios dos desejos, abertos ou secretos."

Mais uma vez alerto meus fiéis e raros leitores que não sou especialista em nada e não me sinto muito a vontade para dizer que isso ou aquilo é certo ou errado. Já vivi o suficiente para saber que há uma incontável quantidade de entendimentos sobre tudo que nos cerca e é uma enorme bobagem achar que o mundo seria bem melhor se funcionasse do jeito que eu penso.

Mas não custa nada atender ao convite do moço que está organizando o Festival e refletir um tantinho sobre a pornografia.

Em primeiro lugar tenhamos claro que há um tentativa em separar erótico ou sensual de pornografico. Erótico ou sensual seria a revista Playboy por exemplo e a pornografia seriam as produções de sexo explicito e que abrangem todas as correntes e fetiches.
Alguém aí já assistiu 8MM um filme com Nicolas Cage? ( sinopse aqui) Trata-se da historia de um homem que empenha-se em descobrir um misterioso assassinato de uma jovem e acaba por mergulhar no mundo das produções pornograficas. E quem assiste ao filme fica sabendo sobre a escravidão praticada no universo das artes pornograficas e fica conhecendo um mundo nada agradável de se viver.

Mas pode-se argumentar que isso é apenas cinema. Porém lembremos sempre das muitas noticias que lemos sobre trafico de pessoas mundo afora com fins especificos ou para prostituição ou para produção de pornografia.

E lembremo-nos ainda que a pornografia tem um forte componente machista - resultado do consumo muito maior por parte de homens do que de mulheres - o que vai na contramão dos atuais discursos de liberdade e vida plena a todo genero humano.

Quantas pessoas não sofrem todo tipo de violencia tanto fisica quanto psicologica na participação - mesmo remunerada - da pornografia? Quantas pessoas não perdem valores e conceitos pessoais e também a auto-estima, ao entrarem num universo cujo objetivo é unicamente ganhar muito dinheiro com a fantasia alheia.

Penso que a produção de pornografia seja parente muito proxima da produção e trafico de drogas. Em ambos os casos a clandestinidade e, digamos assim, os desejos muito obscuros que tangenciam a sexualidade e as fantasias humanas são facilitadores da criminalidade.

Sei que alguém vai alegar o mesmo que se alega em relação ao consumo de drogas licitas ou ilicitas: ahh, mas só consome quem quer!

Sim, é verdade. Mas cada grama de cocaina que eu consumo estou contribuindo para um mundo paralelo e totalmente fora da normalidade juridica, onde não há direitos assegurados e nem liberdade. E tratando-se de droga licita cada centavo que aplico nela estou antecipando algum mal fisico - que talvez vá me atingir de qualquer jeito - mas cuja aparição pode ser postergada até o fim natural de minha vida.

O consumo de pornogarfia pode não me trazer males fisicos mas me faz contribuir para o mesmissimo mundo marginal e ilegal das drogas.

Fiquem em paz,

Jonas





domingo, 29 de maio de 2011

Musicas para o domingo 290511

















Meu livro de fichas técnicas das musicas dos Beatles anda perdido no Triangulo das Bermudas particular que atualmente existe aqui em casa. Sendo assim hoje comento as musicas do quatro cabeludos de maneira estritamente pessoal.

Blackbird é do Album Branco é a descrição das primeiras experiencias de um passaro para voar. Diz a letra que ele estava esperando esse momento para crescer, para voar. É um pouco o que se dá na vida de todos nós. Sempre esperamos ansiosamente pela nossa liberdade que sempre parece estar logo ali diante.

In my Life acho que a coisa que mais me impressionou nessa fabulosa banda é a amizade, ou pode-se dizer, o amor  que  os quatro compartilhavam entre si e que fez nascer todas as obras primas que conhecemos. Essa musica é um daqueles hinos à amizade e ao amor. Amor que é sempre original em todos nós e que, a respeito dele, sempre guardamos as melhores lembranças.

Fiquem em paz,

Jonas



domingo, 22 de maio de 2011

Parou por que?

Há quem pergunte: por que parou com o Sauva? Não parei não. É que aconteceram umas mudanças em minha vida tanto pessoal quanto profissional que mudaram o meu cotidiano cibernético, mas espero que seja somente por um tempo bem curto.

A primeira mudança foi de cidade: sai do Recife direto para Sampa. E por causa disso estamos- eu e a Rita- provisoriamente na casa de nossa filha. E como se sabe coisas provisorias são as irmãs do improviso, e é assim que estamos nos virando, tudo de improviso. Internet por exemplo acabei apelando para um 3G o que tira qualquer prazer de navegar na web. Vai daí que buscar inspiração para alimentar o Sauva, e a propria atualização do Sauva são tarefas que mais estressam do que agradam. O 3G não tem velocidade e a conexão cai toda hora.

A outra mudança é na área profissional. Depois de atuar minha vida inteira em hoteleria, tornei-me gerente de operações de um teatro. E se antes eu não enxergava ligação entre essas atividades acabei por descobrir que tem muito a ver uma com a outra. Em ambas as profissões lida-se com o ludico, com o imaginário. Em ambos os casos os profissionais da área são os facilitadores para que as pessoas encontrem descontração, diversão, fantasia, relaxamento. Então fico pensando que afinal não mudei tanto assim.
E nessa vinda para Sampa para mim também coube uma fatia de pequenos prazeres esquecidos há muito tempo: cuzcuz paulista e pastel de feira são alguns deles.

Mas o mais bacana nesses momentos em que a vida da gente parece estar num carroussel é a percepção da presença de pessoas que não hesitam em fazer qualquer gesto ou dizer palavras que sirvam de apoio  e de confiança.  São os amigos, que assim como as frutas da estação, aparecem para mostrar que a vida se renova constantemente e cada vez que isso acontece percebemos que o centro do circulo é sempre nossa casa e é lá que tem um chão firme pra pisar.

E eu desconfio que foi por experiencias assim que os FAB4 compuseram essa musica em homenagem aos amigos.

Fiquem em paz,

Jonas

terça-feira, 3 de maio de 2011

As esperanças que Obama me dá.

Depois de dez anos, duas guerras, 919.967 mortes e 1,188 trilhão de dólares, conseguimos matar uma pessoa”  De um internauta tuitero.

Lendo todas as noticias que chegam da "maior democracia do mundo" é dificil conter a esperança que despertou em mim a competencia do "homem mais poderoso do mundo" em vigiar e zelar por nós.

Ao vê-lo ali, na minha telinha em plena madrugada, alinhado, barbeado e ( certamente ) de banho recém tomado, a sorrir para o mundo afirmando categoricamente: EU matei Osama Bin Laden.... e: A justiça foi feita..., um frisson de otimismo nunca sentido antes se apoderou de mim e não pude deixar de sussurrar um agora vai.

Pensei nas recentes noticias que lí sobre Guantanamo e que davam conta de que naquela prisão da base naval americana em Cuba haviam sido presos perto de 800 individuos inocentes, alguns deles doentes mentais, das acusações que lhes eram imputadas - todas as acusações por causa do terrorismo- , fiquei esperançoso de que tal lugar não tem mais razão de existir e que então nosso Grande Irmão do Norte haverá de decretar a imediata libertação de todos aqueles presos e o fechamento da prisão.

E por pensar em Guantanamo que fica em Cuba, lembrei do embargo imposto àquele país e no consequente isolamento cultural e tecnologico por que passa toda aquela população e exultei só de pensar que agora, após demonstração de tamanho zelo pela paz mundial e a vitoria inconteste sobre aqueles que oprimem e violam os direitos universais dos seres humanos, esse incansável e persistente guerreiro da democracia no mundo haverá de levar à ONU, nosso mais elevado forum de liberdade mundial ao qual todas as nações se curvam, uma proposta para o fim do isolamento comercial daquela ilha-país.

E no mesmo momento saquei de minha calculadora para fazer uma conta basica que só aos otimistas como eu ocorreria fazer: o gasto com a caça incansável e sem tréguas na busca do maior lider terrorista de todos os tempos ficou em irrisórios - por que investidos em causa supra humanitária - 1,188 trilhão de dolares que equivale em valores de hoje a alguma coisa em torno de 6.654.343.807.000 cestas básicas. Feliz e esfusiante avancei em meus cálculos e pude concluir que se uma cesta básica pode alimentar, por baixo por baixo, uma familia de 4 pessoas ao longo de um mes, temos que 1.663.558.951.400 familias podem ser alimentadas, e isso equivaleria a uma montanha astronomica de pessoas. Sabendo-se que esse numero é muito maior que a população mundial e ainda que ninguém come tudo de uma vez, conclui que nosso mais novo lider mundial, humanista e humanitário chamará para sí a humanistica tarefa de alimentar o mundo todo ao menos por uma década.


Quando ví a cena desse verdadeiro lider mundial virando-se de costas para a camera e caminhando resoluto e altivo em direção à uma porta no fim do corredor não pude deixar de pensar: por trás daquela porta estão guardados planos tão infáliveis quanto os do Cebolinha  o recém conhecido para o inicio de outra guerra que certamente terminará em outra brilhante vitória: a caçada aos grandes traficantes e produtores de droga no mundo. Pois ao que parece até hoje em razão do mundo carecer da perspicácia e ardilosa competencia do nosso grande capitão destes e de todos os mares para capturar inimigos planetários, não se obteve sucesso nessa missão. Eis que no entanto agora já sabemos a quem entregar essa árdua tarefa e em breve veremos o mundo livre desse outro mal, que mata um tantinho - um tantinho só - a mais que matou esse Osama caçado com justa razão pela ultima decada toda.

Quase cheguei às lágrimas ao ver Obama sentado com sua equipe de muito bem treinados auxiliares em uma sala da Casa Branca naquele que talvez tenha sido o momento em que alcançaram a ultima fase de seu video game, daqueles momentos em que se apostam e se gastam todas as vidas disponiveis, para o encerramento do jogo. Mas dai veio o chato do Brizola Neto lá no seu Tijolaço e disse a frase que coloco abaixo da foto que tanto tinha me emocionado. Então virei de lado e tentei dormir de novo.


"Quando os fins justificam os meios, e não resta sequer o gesto piedoso de baixar os olhos diante da morte de alguém, é que a nossa grandeza já se foi."

Fiquem em paz,

Jonas 













domingo, 1 de maio de 2011

Musicas para o domingo - 010511













Graças à uma publicação lá no Teia Livre assinada por Cilmara Badaque conheci uma música de Yoko Ono - habitualmente odiada por fãs dos Beatles - que parece ser uma belissima confissão de amor para John Lennon. Olhem no sitio e leiam a letra. O video está abaixo.



E, hoje, minha referencia aos " Quatro Cabeludos de Liverpool " é de sua fase psicodélica.


I Am The Walrus - sem duvida nenhuma a mais intrigante musica gravada pelos Beatles. Os instrumentos utilizados além do velotron, guitarra, pandeiro e bateria passam também por oito violinos, quatro violoncelos e três trompas. Mas diz a lenda que, por idéia de John, um rádio ligado e sintonizado em uma programação ao vivo também foi incluido.  Na frase final da música o rádio está sintonizado em uma peça de Shakespeare e encerra com a frase: Sit ye down father, rest you. ( Senta-te pai, descansa).



Blue Jay Way - composição de George e que conta a história de Derek Taylor, agente de publicidade da banda, que se perdeu na neblina em Los Angeles enquano tentava achar a Blue Jay Way, rua onde George estava hospedado. O acompanhamento musical inclui também um violoncelo, sons eletronicos e vocais tocados de trás pra frente e de frente pra trás.



Fiquem em paz,

Jonas

sexta-feira, 29 de abril de 2011

A vida dentro de caçambas

Lá no Azenha tem um artigo assinado por Livia Tiede e que eu os convido a ler. Ele trata da ocorrencia havida esta semana a respeito de uma mulher que foi flagrada jogando seu bebe recém nascido em uma caçamba de lixo.

Desnecessário falar sobre a repulsa que nos causa tal gesto.

E, lendo o artigo, o que entendemos é tratar-se de mais um apelo em favor de regulamentação que contemple o aborto de maneira indiscriminada pois, segundo o racicionio de Livia, esta é a unica alternativa para evitar-se atitude tão tresloucada como a da mãe em questão. De acordo com Livia caso essa mãe tivesse apoio legal e prático para abortar a indesejada criança, ela não teria feito o que fez.

A mim me parece um aproveitamento oportunista de uma situação - de todos os jeitos condenável - para propor uma solução casual, pontual e ineficaz. Livia quer nos fazer acreditar que a mãe fez o que fez apenas por ser vitima de um modelo de sociedade insensivel a realidade feminina ou por ultimo da realidade da vida humana.

Não quero fazer juizo de valor ao referir-me ao comportamento dessa mãe e de tantas outras que agem de maneira menos ou mais cruel, muito menos quero declarar-me um anti abortista ferrenho, daqueles que não conseguem imaginar que todos podem cometer em algum momento gestos que precisem ser corrigidos depois.

No entanto vale lembrar a pergunta de um dos meu gurus preferidos, sir John Lennon: "quantos de nós não é resultado de uma noite de bebedeira e drogas?"

Sugiro ainda uma outra reflexão: num certo momento governantes pensaram que deviam regulamentar a posse de armas de fogo a fim de controlar seu uso e assim evitar homicidios. Como se sabe não deu certo.

E não deu certo também a criação, pela Caixa Economica Federal, de um cardápio bastante variado à disposição daqueles que gostam de apostar em numeros, haja vista que continua por aí a jogatina clandestina.

Pode parecer que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa, mas só parece. No fundo tratam-se de questões comportamentais e todas elas podem trazer consequencias nefastas para a vida de qualquer um. Não é por que existem leis que permitam determinadas coisas dentro da legalidade que todas as pessoas preferirão o legal no lugar do ilegal.

Precisamos todos parar de pensar que ao se criar mecanismos que "protejam" os individuos podemos ir todos para casa e dormir tranquilos.

Já esgotou-se esse modelo que está ai. Não se pode mais entender o Estado como provedor de todas as necessidades dos individuos. O Estado por si só é incompetente e ineficaz para tarefa desse tamanho. Toda a sociedade precisa estar engajada.

Que tal começarmos a pensar em um novo modelo de escolas por exemplo?

Que tal abandonar esse modelo educacional que limita o conhecimento apenas as necessidades do mercado de trabalho?

De algum jeito, e desde cedo na vida, todo mundo precisa ser levado a conhecer-se a si mesmo, entender a sua responsabilidade e participação neste interminavel jogo de ação e reação que liga todos os individuos no planeta. Entendamos de uma vez que tudo, absolutamente tudo, que fazemos é ao mesmo tempo resultado de algo que o outro fez, e é também algo que interferirá na vida do outro.

Devemos refletir com mais intensidade sobre o maior ensinamento de Cristo: amai-vos uns aos outros.

Quem sabe assim possamos privilegiar menos os bens que não passam de coisas, e passemos a olhar com mais atenção ao verdadeiro bem que é o outro ser humano.

Nossas vidas não devem ser norteadas apenas pela nossa capacidade de trabalhar e ganhar dinheiro. Devemos aprender a lidar com nossas tragédias particulares cuja solução mais prática e viável é amar e saber-se amado.

Não bastam leis que regulamentem o porte de armas, é preciso que não queiramos ter armas,  e nem criemos razões para matar. Não bastam leis que nos permitam jogar dinheiro para ganhar outro dinheiro, é necessária também a indispensável temperança no uso daquilo que é fruto de nosso trabalho.

Não basta que os Estados coloquem seus médicos a serviço de mulheres arrependidas de seus gestos, é preciso que as pessoas partilhem sua intimidade com responsabilidade e amor a tal ponto que tudo depois seja gratificante. E não um castigo.

Fiquem em paz

Jonas

quarta-feira, 27 de abril de 2011

As roupas do Estado

Reproduzo artigo publicado no Esquerdopata, assinado por Wladimir Safatle.



Há algo de profundamente cínico na lei francesa que proíbe mulheres de portar indumentárias como a burca e o niqab. Primeiro, essa lei nada tem a ver com a laicidade do Estado. Um Estado laico não pode crer que sua realização esteja ligada à construção de uma sociedade laica.

Na verdade, o Estado laico é aquele indiferente à religiosidade da sociedade. Essa indiferença implica distância do ordenamento jurídico estatal em relação aos dogmas e costumes religiosos.

Tal distância significa duas coisas: as leis não serão influenciadas pela religião e o Estado não legisla sobre práticas e costumes religiosos.

Pode-se argumentar que, porém, o Estado deve fornecer as garantias institucionais para o reconhecimento da dignidade dos sujeitos, mesmo no interior de práticas religiosas.

No caso, a lei contra o uso da burca e do niqab seria legítima, já que as indumentárias ferem tal dignidade, na medida em que seriam um signo de opressão contra as mulheres.

No entanto não cabe ao Estado dizer que uma roupa é signo de opressão. Até porque, a opressão é algo que só pode ser enunciado na primeira pessoa do singular ("Eu me sinto oprimido"), e não na terceira pessoa ("Você está oprimido, mesmo que não saiba ou não tenha coragem de dizer. Vim libertá-lo").

Se houver ao menos uma pessoa que compreende a burca como expressão autêntica de si, então a opressão virá da própria lei do Estado. Há pouco tempo, sutiãs eram signos de opressão e ninguém teve a ideia de pedir ao Estado para proibir garotas de usá-los.

Vejam como o argumento é falho. Se o governo francês estivesse preocupado com a opressão religiosa das mulheres, ele deveria, ao mesmo tempo, propor o fechamento dos conventos para freiras com suas práticas de mortificação da carne, assim como a abolição do uso de suas indumentárias no espaço público.

Não é difícil imaginar as roupas de freiras como uma burca cristã. De toda forma, uma das características maiores do cinismo é a aplicação parcial dos princípios. Cabe ao poder soberano decidir em que condições e para quais povos eles serão aplicados.

Mas, como se não bastasse, veio-se com o argumento de que há uma peculiaridade na burca e no niqab, já que encobrir o rosto seria contra a transparência do modo de vida democrático.

Melhor seria dizer que, no modo de vida realmente democrático, cada um faz o que quiser com seu rosto. Mesmo o argumento sobre a segurança social de ter rostos identificados é falho. Se este fosse o real problema, então precisaríamos de uma cômica lei geral contra velar o rosto.

Isso mostra como a melhor coisa que o Estado faz nesses casos é ficar longe dos corpos e dos guarda-roupas de seus cidadãos.

sábado, 23 de abril de 2011

Musicas para o domingo 240411

Meus caros,

De que outro jeito podemos dar graças a vida, senão através das genuínas emoções que as músicas nos trazem? De que outro jeito podemos pensar em um mundo melhor se não for através da poesia das musicas?

Feliz Páscoa. E demos graças a vida, cantando e sorrindo. Cantando e amando. Não conheço outro jeito.

Fiquem em paz,

Jonas




























E para a galeria " O Sonho Não Acabou " escolhi duas baladas. Daquelas que a gente dançava coladinho nos bailes de garagem e que Tavito descreveu tão bem em sua Rua Ramalhete quando disse: ... e eu vou falar no seu ouvido, coisas que vão fazer voce tremer dentro do vestido...

Yesterday: é a penultima faixa do Help, album lançado em 1967. É sem duvida nenhuma a música mais famosa de Paul, mais regravada e mais lembrada. Gravada originalmente somente por Paul - vocal e violão - e acompanhado por um quarteto de cordas. Gostei da opinião de um navegante nos comentários sobre o video: o melhor momento desse video está em 0:00 e o pior em 2:24.





Yes It Is: está no album Beatles Rarities de 1977, mas foi gravada em 1965. Balada bem romantica e apaixonada composta por John. O destaque é o som entrecortado da guitarra ao fundo que é fruto das experiencias de George com um pedal de volume.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Das minhas vilezas

Muitas vezes em conversas por aí, e a depender de meu interlocutor, senti-me péssimo parecendo que em mim residem as mais perversas limitações,  que carrego toda a fragilidade do mundo e pior que tudo isso, todas as vilezas.

E quando chegam festas assim como a Páscoa ou Natal tudo se torna especialmente incomodo pois, fazendo a auto critica que esses tempos sugerem,  a mim sempre me parece que ando muito errado.

E lendo N mensagens que parecem querer me mostrar como é fácil ser como eles, faço  promessas que de que agora em diante não vai ser mais assim e que vou me tornar o ser humano que todos são, e que não me amargurarei mais por parecer diferente.

Ilusão. Passa um tempo e me vejo igual ao que sempre fui e me pego pensando de novo na droga da natureza que carrego, essa natureza que me faz parecer piegas e muitas vezes ter vergonha de mim mesmo.


Mas hoje encontrei Fernando Pessoa ( Alvaro de Campos ) desabafando por mim e imediatamente me ocorreu vir aqui, tornar isso publico.

Por que tem dia que não dá pra segurar sozinho essa inquietante e inexplicável demora que Deus resolver levar para me fazer chegar a plenitude e me tornar perfeito.                                ( Obrigado Escrevinhador)

Fiquem em paz e feliz Páscoa.

Jonas

“Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe – todos eles príncipes – na vida…
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos – mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza”.

domingo, 17 de abril de 2011

FHC, a classe média e a Páscoa

Desde que passamos a viver sob a ditadura dos números econômicos me parece que a vida humana, ou melhor, a natureza humana, passou a ser entendida por dados estatísticos, renda per capita, bens, riquezas e nada mais.

Determinados setores, em especial os governos, passaram a montar suas estratégias de aproximação do publico alvo, desconsiderando as individualidades e levando em conta apenas a posição econômica da população sem imaginar que a massa é composta de indivíduos pensantes, dotados de discernimento.

Essa semana que passou ouvimos FHC recomendar aos seus colegas de partido que desistam de tentar dialogar com os mais pobres e dediquem-se a tentar a aproximação com a chamada classe média.

Espanta-me imaginar que um homem como FHC, supostamente conhecedor do comportamento social e das mudanças que podem ocorrer na sociedade em razão das idéias dos indivíduos, queira agora dizer que um determinado setor da sociedade, agrupado apenas por sua renda financeira, possa ser mais facilmente seduzido por promessas propositadamente montadas em cima de valores econômicos.

Difícil pensar que FHC seja apenas um espertalhão, mas é o que parece. Não consigo imaginar que ele acredite mesmo que um ser humano possa mudar seus ideais, suas crenças, seu modo de enxergar a própria vida apenas por que não ganha 500,00 e sim 1.500,00 reais.

Ao deitar os olhos apenas em um grupo de pessoas ele despreza, em primeiro lugar, a inter-relação existente entre todos os indivíduos da sociedade, e mais ainda a interdependência. Em segundo lugar torna visível um aspecto preconceituoso de seu comportamento, dando a entender - repito - que seres humanos são diferentes ( quem sabe mais inteligentes ) na medida em que ganham mais. FHC quer nos convencer que as preocupações e necessidades de quem ganha mais são mais fáceis de serem entendidas e atendidas. É como se os de vida mais abastada não tivessem princípios cidadãos, solidários e nem valores éticos e morais, e muito menos passassem por crises e tragédias pessoais, e, portanto seriam menos exigentes nas suas aspirações cidadãs.

E o oposto também é verdade. FHC dá a entender que as classes menos favorecidas não são capazes de entender e distinguir entre as dificuldades naturais de um governo e a incompetência para gerir um país.

Em síntese, FHC acha que a Floresta Amazônica não tem nada a ver com as geleiras da Antártida. FHC enxerga o funcionamento do mundo apenas e graças àqueles que aceitam aquilo que ele diz e para quem ele acha que pode fazer alguma coisa.

Estamos às vésperas de celebrar a Páscoa. FHC sabe que o significado maior dessa festa é a passagem para uma nova vida, deixando para trás o que escraviza, o que é mal, o que oprime. Foi com esse espírito que, de acordo com as narrativas bíblicas, o povo judeu fugiu do Egito onde era escravo em busca da terra prometida, em busca da sua liberdade.

Não é o outro o simbolismo cristão. A morte e ressurreição de Cristo têm o mesmo significado: o renascimento, a vitória da vida sobre a morte, sobre a opressão da escravidão.

FHC ao dar conselhos para aqueles que pretendem ser os lideres desta nação deveria lembrar a eles que busquem libertar a todos os brasileiros - em especial os menos favorecidos - da escravidão das carências todas. E que criem condições para que todos os cidadãos de todas as classes possam fugir daquilo que os fere em sua auto-estima, e que lhes nega a sua realização plena.

Fiquem em paz, feliz Páscoa.

Jonas


Musicas para o domingo - 170411





















Beatles Forever:  Sei que nem todos voces, meus persistentes leitores, admiram essa banda inglesa com a mesma intensidade que eu. Vai daí que na hora de escolher entre as obras desses moços o que vai ser publicado, sou tomado de uma certa insegurança. Pois eu gostaria muito que ao ouvirem as musicas dos quatro cabeludos voces sentissem as mesmas emoções que eu sinto. Mas sei que isso é muito subjetivo portanto é melhor relaxar e ir em frente.

I Me Mine: Composta por George faz parte do Let It Be e foi gravada em janeiro de 1970. Na abertura George Harrison toca orgão e depois toca também violão e guitarra solo, além de fazer os vocais.



Don´t Let Me Down: da genial dupla Lennon&McCartney foi lançada como o lado B do compacto Get Back em abril de 1969. Billy Preston aparece ao orgão, com foi em tantas outras gravações. Lennon faz um vocal tremendamente cru de uma múscia poderosa que nos remete aos blues, com Paul e George fazendo as segunda e terceira vozes.



Fiquem em paz,

Jonas