sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

A árvore humanidade - Mensagem de Natal



Esta foto ai em cima é da arvore de Natal montada no Rio Capibaribe, aqui no Recife. É uma beleza de árvore não é? E nessa época do ano montam-se árvores mundo afora, fica parecendo assim um festival, e é bonito de se ver. E a gente pensa um milhão de coisas. Desde em quantas lampadinhas são necessárias para iluminar uma árvore dessas até no Menino Deus.

E tem uma outra árvore que penso eu, passa sempre despercebida. É uma arvore de tamanho descomunal, imensurável, de idade inimaginável. Muito mais bonita do que todas essas que se vê por ai. Uma árvore semeada talvez em lugar nenhum, em um tempo em que tudo era vazio. E que germinou de um modo espetacular, impossivel de ser contida, a árvore chamada Humanidade. E essa arvore somos nós.

Todos nós plantados no mesmo chão, bebendo a seiva da mesma raiz, fazendo a fotossintese através do mesmo sol. Juntos, intimamente ligados, vivendo as mesmas etapas da vida, todos interligados a todos. Uma hora somos os galhos, outra hora os ramos, as vezes somos flores, outra vezes semente, podemos ser as frutas ou as folhas. Cada um de nós a seu tempo, cumpre seu papel na manutenção da vida desta árvore. Passamos, cada um de seu jeito, os outonos, as primaveras, os invernos e os verões.

Somos dela, para ela e por ela. Sem um não haveria o outro. Viemos todos da mesma Semente, somos todos resultado do mesmissimo Projeto Genético, somos o resultado do gesto do mesmo Semeador. Muitos de nós chamam esse semeador de Deus, outros de Alá, Jaweh, Buda, Dalai Lama, e tantos mais, mas o gesto foi único: semear no seio fértil da mãe Terra a mais rica de todas as sementes: a vida humana.

Assim somos nós. Uma árvore em volta da qual não podemos ficar, dado que somos ela mesma. Uma árvore sob cuja sombra não nos deitamos, pois estamos dentro dela. Uma árvore de cujos frutos não nos alimentamos, pois nós mesmos somos os frutos, e muito menos podemos sentir o perfume de suas flores, pois nós somos as próprias.

O que nos cabe então? Cabe-nos participar da harmonia do tempo da árvore, não interferir na natureza da árvore, respeitando-a como parte integrante e indivizivel da vida, vendo-a como nosso próprio sustento, algo indispensável para a Criação.

Então há que se cuidar dela para que frutifique apenas bons frutos, para que seja sementeira da vida em plenitude. Para garantir nela a realização do gesto do Semeador.

Feliz Natal, fiquem em paz.

Jonas

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

WikiLeaks: nove perguntas corajosas e constrangedoras.

Nove perguntas, a respeito das quais todos nós temos que refletir. 

Para mim a melhor pergunta é a nona. E a segunda melhor é a sexta. Sem contar é claro com o argumento irrebativel de que o Rei está perto de matar o mensageiro por trazer más noticias.

Foram os republicanos que levaram não apenas os Estados Unidos mas uma coligação de países a empreender uma sangrenta guerra e ocupação do Iraque. Com argumentos que Saddan Hussein estava produzindo armas de destruição em massa e que seu governante era um ditador (oportunisticamente os Estados Unidos se esqueceram de informar que Saddan chegou ao poder com o apoio do governo estadunidense).

Deve ser uma estratégia semelhante a que  Ron Paul está usando agora para defender Julian Assange e WikiLeaks. Esquecendo-se oportunisticamente que seu partido foi o responsável para levar os Estados Unidos para o Iraque.

De todo modo em discurso na Câmara de Deputados, Washington, EUA, Ron Paul fez uma defesa impressionante que dificilmente encontraríamos na direita brasileira.
Ron Paul defende Julian Assange e WikiLeaks em discurso na Câmara de Deputados, Washington, EUA
Por Vila Vudu, enviado por mail
10/12/2010
VIDEO de todo o discurso, aqui (em inglês)
Ron Paul's concise nine questions listed here are as good a defense of WikiLeaks as I've seen. http://bit.ly/f8HrmT11/12/2010 1:17 via TBUZZ
Ron Paul não passa de conservador iconoclasta. Pois o deputado Republicano do Texas, com profundas raízes na direita liberal mais tradicional, tomou ontem uma via contraintuitiva, se comparada à retórica tradicional e fixada dos Republicanos mais conservadores, na questão dos WikiVazamentos.
Em discurso emocionado da tribuna da Câmara de Deputados dos EUA [orig. US House floor], Paul hoje comparou o ataque contra Julian Assange a “matar o mensageiro por trazer más notícias”. E propôs nove perguntas de alta provocação, sobre as quais pediu que os norte-americanos reflitam. Adiante, a transcrição das perguntas (via FromTheOld, aqui traduzidas).
Número 1: O povo dos EUA merece saber a verdade sobre as guerras em andamento no Iraque, Afeganistão, Paquistão e Iêmen?
Número 2: Como é possível que um soldado raso tenha acesso a tal quantidade de informação secreta?
Número 3: Por que a hostilidade é dirigida contra Assange, que publicou, e não contra o governo dos EUA, que não soube proteger informações sigilosas?
Número 4: Os 80 bilhões de dólares do nosso dinheiro, que nos custa o trabalho de recolher informações de inteligência, estão rendendo o que nos custam ganhar?
Número 5: O que levou a número maior de mortos: ter metido os EUA nessas guerras, ou a publicação dos telegramas por Wikileaks, ou a publicação dos “Documentos do Pentágono”?
Número 6: Se Assange for condenado por publicar informação que não roubou, que futuro terá a Primeira Emenda e a independência da Internet?
Número 7: É possível que a causa dos ataques histéricos quase universais contra Wikileaks seja mais o interesse de manter escondida uma política externa muito seriamente maculada, do que algum cuidado com a segurança nacional dos EUA?
Número 8: Não haverá imensa diferença entre divulgar informação secreta para ajudar o inimigo em tempo de guerra declarada, o que é traição, e divulgar informação que expõe as mentiras dos governos dos EUA, que promovem guerras secretas, morte e corrupção?
Número 9: Alguém algum dia disse que seria patriotismo defender o próprio governo quando estivesse errado?
Publicado originalmente no blog da Maria Frô

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

A enfermeira, a vaselina e a morte

Todos estamos sabendo da infeliz ocorrencia havida com a enfermeira Katia e a menina Stephanie em razão da troca de embalagens de soro por vaselina.

Paralelamente à tragédia em sí mesma, quero comentar sobre um trecho de uma entrevista que lí da enfermeira.

Diz a enfermeira Katia de uma maneira que me pareceu sincera:

" Fui colocar as garrafas em cima da mesa, eu olhei uma garrafa e vi: 'solução de reparação', que é o soro. E na outra eu olhei, mas eu não vi. Eu acreditei, eu jurava de pés juntos que as duas garrafas se tratavam da mesma coisa. De soro"

e depois:

" - Eu acho que foi um conjunto de erros, um conjunto de falhas. Mas esse instante de que eu olhei para a garrafa, mas não vi, esse momento que meu cérebro desligou - não sei, por causa de outras coisas que eu tinha na cabeça, responsabilidades - esse instante eu não tenho como fugir, como escapar. Mas eu acredito que existem outras coisas que colaboraram para que isso acontecesse"

Nas preleções que faço às minhas equipes eu sempre falo sobre algum tipo de acomodação que é comum acontecer no exercicio das tarefas, em dado momento tudo fica muito mecanico, e pode ser que nesse momento problemas graves aconteçam.

Nós, profissionais de hotelaria, lidamos quase sempre com segurança, higiene e bem estar das pessoas. Se passarmos a fazer tudo mecanicamente vamos acabar prejudicando ou a segurança, ou a higiene ou o bem estar dos outros.

E assim é em todas as profissões. Em qualquer atividade, penso que seja necessário cuidar para que tudo não caia na mesmice, na rotina e consequentemente na desatenção no fazer das coisas.

É preciso estar atento a tudo sempre, pois nada é igual ao segundo anterior, tudo muda o tempo todo. As circuntancias são variantes imprevisiveis, nunca se pode saber o que virá no minuto seguinte.

O soro que a enfermeira injeta, a limpeza que uma camareira faz, uma prova que a professora aplica, a manobra que um motorista executa, tudo deve ser feito sempre com cuidado e atenção como se estivesse sendo feito da primeira vez.

E assim é também nas relações, nas convivencias, onde se deve evitar que as coisas passem a ser feitas mecanicamente, ou sem a atenção desejada. Tudo que se diz deve ser dito com sincero desejo de dizer, tudo deve significar exatamente o que se quer que signifique. Não se pode confundir palavras e nem gestos.

Tudo deve carregar a originalidade da primeira vez. Tudo deve ter o peso da atenção exclusiva. Para onde nosso olhos olham é onde devem estar nossas mãos e nosso coração.

Fiquem em paz.

Jonas

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Documento sabidamente falso, é prova para o Estadão.

A sucursal de Brasília consegue um documento, uma declaração supostamente assinada pelo Chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Alexandre Padilha, avalizando o trabalho do INBRASIL, o tal instituto através do qual o relator do orçamento desviava recursos.

Procurou o Ministro. Na hora, constatou-se que o documento era falsificado. Havia inúmeras evidências, acessíveis a qualquer redação com um mínimo de análise técnica, conforme material que recebi agora à noite:

1. No brasão do documento, o telefone da Secretaria estava errado, assim como o email.

2. O padrão gráfico é diferente do papel timbrado da SRI.

3. O número do RG do Ministro é falso.

4. Sua denominação - "Ministro de Estado chefe da SRI" - incorreta.

5. O CNPJ da empresa avalizada é. Bastava colocar em um programinha simples para constatar que era inválido.
6. Havia mais. A assinatura do Ministro era scaneada, conforme se conferia a olho nu. Bastava clicar na assinatura para aparecer o contorno da imagem.
7. Bastava ir às propriedades do documento para saber que foi escrito em Br-Office, um editor de texto. Documentos legais são scaneados diretamente do papel. Documentos PDF a partir de um editor de texto é sinal evidente de manipulação. Qualquer adolescente medianamente informado sabe disso.


Tinha-se, enfim, uma reportagem sobre um documento falsificado envolvendo um Ministro de Estado. O repórter foi informado, até escreveu um boxe sobre isso. Essa informação não fo sonegada da direção de redação do jornal.

E tinha-se a principal suspeita - a ex-assessora que afirmava ter obtido a carta do Ministro.

A direção de redação - provavelmente Marcelo Beraba, um dos criadores da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), que se supunha o último centro de reportagem correta da mídia - decidiu ignorar todos os sinais de falsificação e imputar o documento ao Ministro Padilha.

A manchete de primeira página foi esta:
Internamente, na página 4, a matéria principal foi essa:

Na parte inferior da página um boxe, com Padilha tentando explicar que o documento apresentado era falso.


Originalmente publicado no: EsquerdoNews: Estadão acusa ministro com "documento" que sabia ser falso
Under Creative Commons License: Attribution

domingo, 12 de dezembro de 2010

Nascimento de Jesus nas novas midias

Muito bem bolada e bem humorada essa "narrativa moderna" do nascimento de Jesus Cristo.

Gostei de dois pontos em especial: Maria passando o email para José, e José convidando os Reis Magos para conhecerem o Menino.



Fiquem em paz,

Jonas

sábado, 11 de dezembro de 2010

Musicas para o fim de semana

Souvenir of China - Jean Michel Jarre




Primavera - Vivaldi - Kyung Wha Chung




A Paz - Gilberto Gil



Isn't It A Pity? - George Harrison - Billy Preston



While My Guitar Gently Weeps - George, Paul, Ringo Eric Clapton



Fiquem em paz

Jonas

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Eu não estou vendo nenhum protesto

Durante cerimônia de apresentação do balanço do PAC na manhã desta quinta-feira, dia 09/12, Lula deu apoio ao criador do site Wikileaks, Julian Assange, e perguntou para a mídia: "onde estão os protestos pela liberdade de expressão?"

Nada mais coerente que fazer essa pergunta. O imprensalão, especialmente na ultima campanha eleitoral, não perdeu oportunidade de sugerir que Lula estva impedindo a imprensa de exercer seu papel com plena liberdade. E há poucas semanas atrás ainda foi uma ciumeira danada quando Lula deu entrevista a blogueiros, sendo que o mesmo imprensalão quis desqualificar a entrevista, sugerindo que Lula estava privilegiando aqueles que apoiaram sua candidata e que nada do que se falou ali era aproveitável. O impresnalão ridicularizou nomes, blogs e pessoas.
Vamos lembrar de outro fato bem recente. A Folha de São Paulo não poupou esforços e nem dinheiro para conseguir a ficha da Presidente Dilma aos tempos da ditadura. Ficha essa carente de verdades, podemos supor, pois foi escrita por aqueles que a julgavam "inimiga". Tudo bem que a Folha usou de meios legais para obter a tal ficha, mas para que ela fez isso? Disse a Folha que o fazia em nome do direito da população poder saber o que fez a sua Presidente. Muito bem. Ótimo. Parabéns.

E esse moço Assenge, o que fez? Divulgou documentos que permitem às populações do mundo saberem o que fazem seus governos. Exatamente a mesma coisa que a Folha fez.

Dirão alguns que são documentos roubados. Mas qual a diferença entre documentos roubados e o sempre alegado sigilo da fonte, que certos jornalistas utilizam para disseminar mentiras?

Além do silencio absoluto sobre essa escancarada tentativa de omitir a inteira verdade dos cidadãos do mundo, o imprensalão brasileiro fez questão de não dar bola para os fatos divulgados, exceto por um ou outro detalhe que incluisse o presidente Lula na conversa.

O imprensalão não quis saber desse video aí embaixo por exemplo, que eu já publiquei ontem, mas esse de hoje está melhor editado.

O imprensalão nem tomou conhecimento que seus colegas jornalistas de outros orgãos no exterior foram covardemente assassinados por que o imbecil do soldadinho norte-americano não sabe distinguir uma maquina fotografica de um fuzil. O imbecil é tão imbecil que dá até o modelo do suposto fuzil.

O imprensalão não se incomodou com o fato de que soldadinhos imbecis do Imperio do Norte com seus videogamezinhos feriram crianças, desnecessário dizer, inocentes.

Desconfio que o que uma parte da imprensa brasileira chama de liberdade de informação, é na verdade liberdade de avacalhar, achincalhar, aviltar e desmoralizar todos aqueles que escapam de seus parametros ideologicos que, conforme sabemos, são formados pelo elitismo e preconceito. O imprensalão brasileiro na verdade não quer que nos libertemos do nosso complexo de vira-lata. Quer que permaneçamos para sempre tirando os sapatos no aeroporto de Miami.

Fiquem em paz

Jonas



Assassinato Colateral from Passa Palavra on Vimeo.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

A "estuprada" por Assange do Wikileaks

A casa caiu para a América. A casa está caindo para muitos orgãos de imprensa mundo afora. E dos escombros exala um forte cheiro de  hipocrisias, vinganças mesquinhas e assassinatos.

Esse moço Assange não é certamente nenhum ingenuo e ele sabia o que o aguardava ao revelar em seu site - o Wikileaks - toda essa porcaria escondida sob os macios tapetes da Casa Branca e de seus aliados. Haveria de recair sobre ele, Assange,  acusações escandolosas bem ao gosto da TFP norte-americana e com essa manobra o que o Tio Sam pretendia era invalidar a moral desse moço e com isso invalidar todas suas ações.

Mas faz tempo que o mundo deixou de ser quintal da América. Especialmente nesse tempo em que já não é apenas o dinheiro que movimenta a maquina de informações mundial. Esse espetaculo planetário que é a internet não permite mais que as "verdades" dos dominantes prevaleçam para sempre sobre a liberdade dos dominados.

Então a casa caiu. Já se sabe por exemplo que as tais vitimas de estupro que teria sido cometido pelo Assange são na verdade simpatizantes do conservadorismo mais aguerrido norte americano. Vejam aqui que histórinha mais mal contada essa da mocinha que se faz de vitima. Na verdade trata-se de uma profissional de malvadezas devidamente treinada ( e paga? ) pela CIA.

E se não fosse pelas informações da verdadeira história por trás das acusações sobre Assenge os alicerces da Casa Folha de São Paulo não tremeriam. Mas já deram uma balançada fazendo com que as fichas caiam no receptáculo das ditas localizado na cabeça de sr Janio de Freitas. Que do alto de sua experiencia em conluios e proteção de governos afinados com suas ideologias ( leia-se ganhar dinheiro), sai em defesa de Assange e recomenda aos alunos de jornalismo:

" É de liberdade de informação que se trata. É do direito dos cidadãos de saber o que seus governos dizem e fazem sorrateiramente, no jogo em que as peças são as comunidades nacionais. É de jornalismo que se trata"   . ( leia o artigo inteiro aqui)

Pelas barbas de Gutemberg, Batman! Não é que esse moço Janio está falando o que a gente sempre pediu que ele e o seu jornal Folha de São Paulo fizessem! Mas não fazem! 

E por ultimo tomamos conhecimento de videos que são na verdade tratores a demolirem a White House: divulgados também pelo Wikileaks esses videos mostram tripulantes de helicóteros do Tio Sam assassinarem homens e crianças sem o menor pudor. Estou falando bobagem. Não há pudor em assassinatos. Vejam os videos aqui. 

E assim, tijolo por tijolo, vão sendo desmontadas as maquinas da tapeação mundial, alimentadas pelas potencias midiaticas e pelo Imperio do Norte.


Resta agora que as futuras gerações ao verem expostas as entranhas de uma sociedade construida em cima de falsos moralismos e por mentiras, prezem pela verdade, pois é da verdade que se trata. Né sr Janio?

Fiquem em paz

Jonas

Fontes: Blog DoLaDoDeLa e Blog do Mello.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Carta de um brasileiro

Surgiu um projeto, alías acho que já deixou de ser projeto pois está posto em pratica, de fazer chegar à Brasilia no dia 01 de janeiro de 2011 pedidos, sugestões, idéias etc ao presidente.

É uma iniciativa desvinculada de partidos politicos e de orgão publicos aumentando portanto sua credibilidade e expectativa de exito. Quem quiser participar é só ir até o site: http://www.cartadeumbrasileiro.com.br/ 

Neste mesmo local é possivel ter informações diversas e ler os pedidos já efetuados.

E aqui vai uma critica minha: muita gente, mas muita gente mesmo, ao invés de se agarrar a uma oportunidade de fazer e dizer coisas produtivas e importantes, aproveita para fazer partidarismo, xingar, agredir, e dizer coisas sem o menor fundamento, ao invés de convidar para um debate sério os milhares de problemas de nosso pais.

Isso tudo é lamentável mas acreditemos que por hora estamos colhendo o que foi plantado. Há que se  acreditar no próximo plantio, quando colheremos melhores frutos, certamente.

Copiado do blog do Beto Bertagna.  



Três horas de caminhada pela manhã, percorrendo em média 15 km, parada para almoço e mais 15 km no período da tarde. As pausas são apenas para entrevistas e conversas com a população. Assim tem sido a rotina do professor de comunicação social Backer Ribeiro Fernandes, que segue a pé de São Paulo a Brasilia para entregar à presidente Dilma a “Carta de um brasileiro”. 

Até o momento, ele já andou mais de 200 km.Apesar de preparado, o professor entende que caminhar bastante exige um processo de adaptações “a estrada em si tem desníveis, o que faz com que o corpo fique mais inclinado do que numa caminhada comum”, explica. Fora isso, as diferenças climáticas  também alteram o desempenho do indivíduo, conta ele. “Escolhemos começar a andar mais cedo, às oito da manhã, porque o sol é menos forte”.Backer começa agora a ganhar massa muscular o que o fez engordar um quilo. “Bebo líquidos a cada quinze minutos, como me recomendou minha nutricionista. Pode ser água de coco, água mineral, maltodextrina, suco, tanto faz. 

O importante é repor líquido a todo momento. Devo terminar a caminhada do dia com os mesmos quilos que estava quando iniciei. Se percebo que perdi, reponho em líquido”, conta ele.Contatos com o médico, nutricionista e preparador físico acontecem por telefone. A caminhada tem sido tranquila e ainda não foi preciso trocar de tênis, mas segundo recomendações do preparador físico Vanderlei Carlos Severiano, mais conhecido como “Mestre Branca”, serão mais de três até o final do trajeto, dia 1º de janeiro em Brasília.

Tal esforço é parte do projeto “Carta de um brasileiro”, movimento que partiu de São Paulo no dia 21 de novembro rumo ao Distrito Federal com o objetivo de recolher cartas, pedidos e reivindicações do povo ao longo do caminho para entregar a presidente eleita Dilma Rousseff no dia da posse. Os brasileiros podem fazer seus pedidos pessoalmente para o professor ou pelo site www.cartadeumbrasileiro.com.br, além de acompanhar a caminhada pelas redes sociais como Facebook, Orkut e Twitter. 

O endereço online oferece também os resultados da pesquisa desenvolvida pelo IBOPE no mês de outubro, onde foi perguntado a 2002 de 140 municípios de todo o país: “se você pudesse se encontrar com o presidente eleito por apenas 5 minutos, o que você pediria a ele para si mesmo?”. As respostas destacaram a saúde como preocupação nacional e a educação como top of mind. “Carta de um brasileiro” é um movimento desvinculado de partidos ou instituições oficiais que busca criar uma nova forma de participação popular na política. O movimento busca dar voz a todo e qualquer cidadão que queira se posicionar diante do novo governo, fazendo do Brasil um país que entende que o papel dos individuos vai além das urnas.  





terça-feira, 7 de dezembro de 2010

O pré-sal vai gerar um outro tipo de riqueza

Na ultima quarta feira foi aprovada, na Camara, proposta que destina metade do Fundo Social do Pré-sal para a educação. Desta forma essa enorme riqueza guardada nas profundezas de nossa orla vai ajudar a erguer para a maior das alturas o cérebro de milhões de nossos jovens que, além de tornarem-se cidadãos plenos, ajudarão na construção de um Brasil melhor.

Xerocado do blog de Berto Bertagna.


Educação : Senadora Fátima Cleide comemora a destinação de recursos do pré-sal


 


A aprovação, na última quarta-feira (1), pela Câmara, de proposta que destina metade dos recursos do Fundo Social do Pré-Sal para a área da educação foi comemorada nesta sexta-feira (3), em plenário, pela senadora Fátima Cleide (PT-RO).  

Uma das autoras da emenda aprovada, quando da tramitação do texto no Senado, a senadora afirmou, em pronunciamento, que muitos gestores têm a falsa ideia de que a educação já tem muito dinheiro. – Se estivermos falando da educação que finge que ensina e do aluno que finge que aprende, eu diria que  realmente tem muito dinheiro. Mas nós estamos falando da educação que deve qualificar, que deve formar, que deve capacitar as pessoas para o exercício da cidadania plena. Para esta educação, nós precisamos ainda de muito dinheiro – assinalou Fátima Cleide, que destacou o crescimento dos recursos investidos na educação durante o governo Lula . 

Segundo ela, a média  do orçamento da área, em governos anteriores, ficava em  R$ 20 bilhões, contra quase R$ 70 bilhões do orçamento atual.  - Precisamos de mais R$ 120 bilhões para fazer a educação de qualidade, a educação integral, com a qual tanto sonhamos para combater a violência que assola as grandes cidades  - afirmou.


Para Fátima, o combate à violência passa pela oferta de educação de qualidade, “que forma o cidadão pleno“, que qualifica bem os professores e também os remunera com salários dignos. Ela também frisou que as escolas devem ser  aparelhadas, com aulas de música, teatro e dança.

Fátima Cleide também comemorou a destinação de R$ 243 milhões em recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para  13 obras em 4 municípios de Rondônia (Porto Velho, Cacoal, Ariquemes e Ji-Paraná). Os recursos serão destinados para ampliação do sistema de abastecimento de água, construção de sistema de drenagem pluvial, urbanização, pavimentação e drenagens em diversos bairros.

 


 

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Há controversias

Dizem por aí que futebol, politica e religião não se discute. E não é que é isso mesmo? Dificil ser imparcial em assuntos como esse, sempre puxamos a brasa pra nossa sardinha, o que é justificável na medida em que esses são assuntos que envovem paixão.

E vejam só esse artigo publicado no Luiz Nassif   chamado " Os roubos no futebol brasileiro" em que o autor parece movido por paixão pelo seu time aqui não revelado, mas que não deve ser do eixo Rio-São Paulo.

Após a leitura do artigo vejam os comentários dos leitores que desmontam totalmente os argumentos do autor. Então fica claro mesmo que ao falar daquilo pelo que nos apaixonamos ficamos cegos e não enxergamos o óbvio.

Quanto a mim - corinthiano que sou - digo o seguinte: meu Corinthians foi garfado. Alguma dúvida? Senão vejamos: Lembram daquele escanteio a favor do Corinthians que não foi dado em 1984? E aquela falta no nosso goleiro que resultou em gol do Paraense em 1967? E aquele apagão no estadio, em 1962, bem na hora da cobrança do penalti em favor do Corinthians? E que conversa foi aquela em 1999 de trocar o mando de campo contra o lanterna do campeonato? Isso só serviu pra motivar os caras... Negócio sério essa roubalheira.....

Fiquem em paz.

Jonas

domingo, 5 de dezembro de 2010

Musicas para o domingo

Opera em um café na Espanha,




Teach me tiger, uah - uah - uah



I feel good, very good....



Ave Maria, ave Maria..... ave.



Fiquem em paz,

Jonas

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Engenheiro de obra pronta

Acho essa expressão " engenheiro de obra pronta" muito bacana para qualificar pessoas que deitam falação sobre o que aconteceu, como se tudo fosse muito óbvio.

Se eu olhar para uma ponte eu digo: aquilo é uma ponte. E posso falar uma porção de coisas sobre ela, posso criticar, posso dizer que ela está alta ou baixa, etc. Mas eu sei que se eu tivesse visto antes o projeto da ponte e desde que eu não sou engenheiro, dificilmente eu visualizaria a ponte pronta e muito menos poderia dar palpites.

Lembrei disso ao ler este artigo aqui:  "Expert italiana em linguagem corporal traça um perfil dos criminosos Zeu e Sandra Sapatão" 


E que é uma lista de obviedades misturadas com leviandades. Trata-se de, como diz o titulo, de uma analise dos perifs fisicos de criminosos e que quer sustentar que o biotipo de um individuo pode determinar seu carater e até mesmo sua tendencia a criminalidade.

O artigo começa com um escorregão risivel, a moça, autora do texto, afirma que: "Com as palavras falamos mentiras, mas o corpo sempre diz a verdade."  Aqui está o tipico comentário de engenheiro de obra pronta. Falar sobre o carater de uma pessoa ao saber o histórico dela é muito facil. Quero ver essa moça assistir um filme com atores profissionais e bem à la Agatha Christie e advinhar quem é o criminoso antes de Hercule Poirot.

E depois a estudiosa passa a construir tipos fisicos de homens violentos: queixo quadrado, nariz e narinas grandes, sobrancelhas unidas e testa curta.  Longe de mim pensar que esse é o biotipo natural do homem negro. Se eu fizer isso estarei chamando essa moça de racista.

Mas pra deixar por menos e sem entrar na area da xenofobia e a seguir o racionio dessa especialista, eu posso dizer o seguinte: todo homem de rosto redondo, nariz e narinas pequenas, sobrancelhas separadas e testa longa - não resisto em dizer que isso não tem nada a ver com o biotipo caucasiano -  é  bonzinho. E pronto!  Acabamos de resolver toda a criminalidade do mundo.

Prendamos os queixos quadrados e libertemos os queixos redondos.

O portal Terra justifica a publicação dessa matéria dizendo que já era hora de apresentar aos leitores algo diferente e longe das obviedades. Concordo. Só é lamentável que o leitor do Terra tenha continuado a ler obviedades. Com a diferença de que estas além de óbvias são levianas.

Fiquem em paz.

Jonas

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

A vitória do anjo de Gabriel

Ollhem só que história bacana. Daquelas que envolvem uma porção de personagens dispostos a fazerem coisas boas acontecerem. São historias assim que renovam na gente a esperança de que o ser humano ainda vai dar certo, apesar de tudo.

Xerocado do Balaio do Kotscho.

Acabei de ler agora no site do Estadão, no meio da manhã deste sábado, uma incrível história humana que se situa entre os extremos da vida e da morte e nos faz pensar nos desígnios do destino determinado por alguma entidade superior para cada um de nós.

“Recém-nascido é encontrado dentro de bolsa na região de Higienópolis _ Segundo a equipe médica, no momento em que foi encontrado, ele tinha no máximo 4 horas de nascimento”, diz a notícia do repórter Ricardo Valota, do estadão.com.br.

Algúem que passava pela calçada da rua Piauí, perto da praça Buenos Aires, ouviu o choro de uma criança, avisou a polícia e o bebê foi levado rapidamente para o Instituto da Criança do Hospital das Clínicas, onde seria salvo pelos médicos, que o batizaram de Gabriel.

Ficamos sabendo que o bebê  passa bem; a PM fez buscas pela região para encontrar a mãe do menino, mas não a encontrou, e o caso foi registrado no distrito policial do bairro.

Drama, milagre, miséria, abandono, final feliz: em apenas quatro horas, o destino do pequeno Gabriel já teve quase todos os ingredientes dramáticos de uma vida inteira e deixa no seu rastro muitas indagações sobre a sua origem e o seu futuro.

Quem serão os pais desta criança? Onde e como vivem? Onde e como o bebê nasceu? O que leva uma mulher a abandonar o filho logo após o seu nascimento? E se não passasse ninguem pela calçada àquela hora, no começo da madrugada de sábado?

O nome bíblico dado ao recém-nascido me fez lembrar que, durante toda esta semana, travou-se aqui no Balaio um longo e acalorado debate entre leitores comentando os textos que escrevi sobre a permissão dada pelo papa Bento 16 para que os católicos possam usar preservativos, mas só nas relações sexuais com prostitutas.

Nos mais de 1.100 comentários publicados, leitores de todas as religiões, ateus e agnósticos discutiram de tudo, do papel da religião nos dias de hoje às dúvidas que permanecem sobre as origens da nossa existência e os destinos da humanidade, deixando no ar mais perguntas do que respostas e apenas uma certeza para mim: cada vez mais, não tenho certeza de nada e aumentam as minhas dúvidas sobre todas as coisas.

Quando vejo um caso como este do pequeno Gabriel, e não consigo entender o que foi que aconteceu, aumenta minha perplexidade diante do mundo em que vivemos e do que estamos fazendo dele. Confesso que uma história dessas me choca mais do que a guerra contra a bandidagem nas ruas do Rio.

Em tempo: 

ainda bem que existe esta interação com os leitores aqui no blog para a gente nunca perder as esperanças.

Leiam só esta mensagem enviada pelo leitor Janos, às 12h59, que está publicada na área de comentários:
“Tenho quatro filhos, e estou com 77 anos, mas assiom caso não tiver alguém para adotar este menino, Gabriel, eu aceito com o máximo prazer ficar comigo para a alegria dos demais filhos e eu! Por favor Deus!!!!, que tenham piedade destes abandonados”.

Aos maconheiros

Passamos a ultima semana assistindo e lendo a respeito da "guerra" contra o tráfico no Rio de Janeiro. Em especial no domingo as ações das forças de segurança foram tão espetaculares e tão meticulosamente organizadas que fizeram  a gente ter esperança de que agora vai. 

Mas para ir é preciso que torçamos para que as forças de segurança permaneçam nos territórios conquistados e que continuem sendo coordenadas como foram até agora. Assim seja.

Uma coisa ficou evidente: o poder dos traficantes. A quantidade de armas e munições aprendidas em apenas um pequeno espaço geografico nos dá bem a noção de qual é o tamanho do "negócio" e a quantidade de dinheiro envolvida.

Será de fato necessário muito esforço, coordenação e vontade politica para reduzir ao minimo os efeitos catastróficos desse tipo de "atividade".

Efeitos catastróficos em todos os sentidos: homicidios, invasão da  vida privada dos cidadãos de bem, contaminação do poder publico via corrupção e o mais devastador: o vicio que leva a todo tipo de disturbio da vida humana.

E sendo assim precisamos desviar o olhar dos morros e enxergar os consumidores do que é produzido nos morros. Sabidamente as drogas atingem pessoas de praticamente todas as idades, todos os niveis sociais, todas as profissões e dos dois generos humanos.

Não quero falar dos consumidores que já estão na fase da dependencia braba. Quero pensar naqueles consumidores eventuais. Esses consumidores eventuais - eventuais por enquanto -e que se julgam  inocentes de toda essa lambança, consomem pequenas doses de drogas - eu acho - com desculpas que vão desde animar as reuniões com os amigos até para relaxar depois de um dia estafante de trabalho. Esses consumidores eventuais - eventuais por enquanto é bom que se repita - passam a maior parte do tempo sóbrios e lucidos o suficiente para que de alguma forma seja despertado neles o tamanho da encrenca que eles ajudam a promover a cada vez que compram suas "desculpas" do traficante da esquina.

Vez ou outra surgem por ai campanhas de conscientização de uma porção de coisas: meio ambiente, saúde, alimentação, etc, etc..., promovidas por entidades de todos os niveis: públicas, ONGS, religiosas, civis, etc. etc.

Que tal se as religiões ( Igrejas ) partissem pro ataque ao consumo de drogas com a mesma voracidade com que se dedicaram a condenar o aborto nas ultimas eleições? Não quero escrever o que eu estou pensando, mas quem quiser buscar em suas reflexões as razões do por que o ataque ás drogas é sempre tão timido, talvez vá chegar as mesma conclusão que eu, mesmo que eu não a escreva.

Será que já não era hora de todas as entidades partirem pra campanhas que mostrassem  mais didaticamente aos consumidores eventuais de drogas, coisas como as que vimos acontecer essa semana: estivemos a beira de uma chacina! todos precisam saber disso. Estivemos a beira de ver morrer homens e mulheres de bem cujo unico crime é ir morar onde dá pra morar! 

A fome e a miséria que caminham pelas vielas do Complexo do Alemão, andam com uma mão dada ao poder publico e a outra mão dada ao tráfico. E quem está por trás colaborando com isso é, numa grande parte das vezes, o tal consumidor eventual. Isso precisa ser dito!

Os consumidores eventuais - eventuais por enquanto - e que, talvez quem sabe julguem-se a margem de tudo isso,  precisam ser cutucados e chamados a responsabilidade para que entendam que é de seus bolsos que sai a grana que vai fazer acontecer tudo que aconteceu. 

Precisa-se parar de olhar com glamour, com romantismo e tolerancia para esses consumidores eventuais. Além de dependentes em potencial eles alimentam a criminalidade tanto quanto os demais viciados. A diferença daqueles para estes é que por serem eventuais - ainda - e no pleno exercicio dominio de suas capacidades é darem a impressão de que não há mal nenhum no que fazem. É preciso faze-los parar, antes que seja tarde. Antes que duas guerras sejam perdidas: contra o vicio e contra o tráfico.

Fiquem em paz.

Jonas