sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Junto com o PIG



Ontem, enquanto eu aguardava na seção de frutas e legumes do supermercado enquanto a Rita fazia a escolha de alguns itens, fiquei ouvindo a conversa de duas funcionárias do supermecado que faziam a limpeza por alí. E a primeira perguntou para a segunda como tinha sido o capitulo da novela no dia anterior. E a segunda, citando o nome de cada um dos personagens, ia desfiando o rosário de maldades que normalmente são vistos nas novelas: traição, infidelidade, corrupção, roubo, planos desonestos dos caricatos e grotescos ocupantes de cargos publicos e assim por diante. Enquanto eu ouvia fiquei esperando que ela narrasse também "aquele" beijo ( lugar- comum em todas as novelas) ou então - suprema ingenuidade minha! - que ela falasse do personagem sempre presente nessas historias, o tal bonzinho, que nunca se dá bem, mas vive tentando consertar as coisas. Mas a narradora não falou nada disso. No fim da lista das maldades ela se calou e as duas funcionárias concentraram-se de novo em seus afazeres.

E eu perguntei aos meus botões por que raios será que nos enredos das novelas, que são sempre e  invariavelmente os mesmos, os personagens que parecem ser os preferidos são aqueles de pior carater, ou no minimo são os que mais divertem e pelos quais a audiencia mais torce.

Enquanto meus botões pensavam na resposta, eu me lembrei da midia em geral, dos jornalões, revistonas e seus congeneres e em um deles em especial que é a Rádio Jovem Pan, e pensei que esta emissora parece estar tornando-se, a exemplo dos escritores de novelas, especializada em mostrar apenas o que os personagens da politica e administração federal nacional fazem de ruim.

Nesses meus dias de desocupação forçada tenho me tornado um ouvinte da dita rádio, pois um dos meios de comunicação preferido da Rita são os irradiados, vai dai que eu a acompanho na audição da, repito, Jovem Pan.

Na redação dessa tal rádio tudo que se escreve a respeito da presidencia da republica e dos ministérios do Brasil é digno de fazer parte da galeria dos piores folhetins já escritos. E tome descer o pau em todos os participantes do governo central em todos os niveis que, se os redatores das noticias pudessem, os descreveriam de maneira tão esculhambada quanto os funcionários publicos de novelas.

Ah sim! Mas tem também as informações a respeito dos governos estadual e municipal de São Paulo, mas sobre estes as noticias são tão importantes e fundamentais para o funcionamento da máquina publica, quanto são importantes os anuncios colocados no mural das paróquias comunicando os proximos bingos e quermesses. Fica-se sabendo sobre as condições do transito, o projeto de alguma nova ponte e nada além disso.

E fico eu ao "pé do rádio"  todos os dias, do mesmo jeito que fiquei ontem junto das funcionárias do supermercado: esperando a parte boa das narrativas. Esperando que se fale sobre qualquer coisa boa, qualquer coisa boa mesmo e que esteja acontecendo no governo federal. Mas ao final concluo que ou as noticias transmitidas são parte do capitulo da novela de ontem ou então as letras "JP" exibidas no logotipo da tal emissora não significam "Jovem Pan" e sim "Junto com o PIG".

Fiquem em paz

Jonas







segunda-feira, 8 de agosto de 2011

O sabão Omo e a Globo



Encafifo-me demais todas as vezes que vejo a Omo anunciando um sabão com nova fórmula. E a tal nova fórmula vai lavar muito melhor, mais profundamente, mais perfudamente. E mostram as entranhas de uma peça de roupa para onde os novos cristais vão em busca da sujeira mais escondida e deixando tudo limpinho e cheirosinho. E me pergunto: Ué! Mas a formula anterior já não fazia tudo isso.

E fico assim pensando se o fabricante não está a pensar que seus consumidores não se dão conta disso, ou se ele - o fabricante - sempre aposta na fidelidade canina na famosa marca destes mesmos consumidores

E ocorreu-me a mesma coisa  neste fim de semana, quando eu li que a Desorgonizações Globo fez publicar  o seu manual de conduta jornalistica - sob o pomposo titulo "Principios Editoriais" - para todos os seus funcionários de todas as midias cujo foco principal é ética, isenção e credibilidade. E imediatamente veio-me a pergunta: Ué? Mas não foi sempre assim?? Não foi assim lá naquele dia da bolinha na testa do Serra? Não foi assim no dia do acidente com o avião da Tam em Congonhas, dia em que o sr Bonner Simpsom deixou o ar condicionado do estudio e foi lá na beira da pista culpar o governo federal na pessoa do Lula como responsavel pelo acidente? 

Tá bom, tá bom, também não me precisa chamar de ingenuo né?

Assim como as peças de publicidade do sabão, a Globo também nos brinda com uma peça publicitária dizendo que agora vai. Então tá. Em um ambiente onde a cultura reinante desde os idos da "ditadranda" é de nitida tendencia ideologica e onde não se poupa esforços para destruir moralmente aqueles que não se afinam com os interesses de seus donos, de repente basta colocar no papel que todos devem ser éticos e isentos que vaptvupt! todos se tornam éticos e isentos. ( importantissimo: como em todos os lugares, na Desorganizações Globo já existem desde sempre pessoas éticas e isentas, não sei quantas são, mas que tem, tem.). Será que antes existia um manual onde a ordem era ser antiético e tendencioso?

Mas deixa isso pra lá e vamos fazer de conta que ok, tudo bem e vamoquivamo. E como consumidor esporádico de um ou outro produto de algumas das midias da Desorganizações Globo, quero, a exemplo de qualquer outro consumidor, contribuir sobre o que eu julgo ser uma melhoradinha nesse tal manual. Então lá vai, são só duas sugestões:

A primeira é que pudesse se tornar norma em todas as noticias que citassem nome de politicos fossem citados também e obrigatoriamente o partido a que pertencem. Pois não sei se os leitores concordam mas quando é noticia ruim envolvendo partidários da situação ( sim estou falando do PT e sua base) o partido é citado e quando não, não. Pois sei lá entende? Eu fico - e não sei se os demais milhões de ouvintes da noticia tambem ficam - com a impressão de que coisas desonestas, imorais, antiéticas, estapafurdias e otras cositas mais, somente acontecem com os petistas e seus aliados. Os demais é claro são todos santos. Então seria simples assim: disse o nome de um politico diga-se também o partido dele. Para o que der e vier.

Penso também que a palavra governo com o passar do tempo passou a ser tradução apenas do governo federal. Pois que se faça também, e obrigatoriamente, a explicação de que governo está se falando: se federal, estadual ou municipal, de preferencia citar nomes do presidente, ministros e secretários, prefeitos e governadores. Não só para que se dê nome aos bois mas para que fique claro para a população em que esfera se enquadra a noticia.

Um caso representativo disso que estou falando é por exemplo a esculhambação injusta e nada isenta quando o assunto é imposto. O sentimento que se tem que é o único e exclusivo arrecador de impostos no Brasil é o governo federal. Bem eu nem vou citar aqui as dezenas ( quem sabe centenas?) de impostos e taxas cobradas nesse nosso querido pais cuja arrecadação é feita pelos tres niveis de governo.

Dirão alguns que estou sendo ingenuo - de novo - mas são com coisas assim pequeninas que se constroem a consciencia politica nacional. É assim que se aprende a distinguir quem é quem na politica de um país e as esferas de responsabilidade.

Fiquem em paz

Jonas



sábado, 6 de agosto de 2011

Musicas para o domingo 07/08/11

Após um pequeno intervalo um tanto mal e egoisticamente justificado pelo momento que vivo atualmente, o  Sauva volta agora convidando voces a relaxarem. Pois por fim eu lembrei de algo que vivo dizendo a mim mesmo que até naqueles momentos em que vemos apenas os buracos do queijo devemos nos lembrar que tem queijo em volta deles. Não tem?

Aumentem o som, afsastem os moveis e saiam dançando!



































Quanto às obras primas hoje eu vou deixar por conta de voces comentarem.



sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Tráfico de drogas: não acaba por que não querem parte II

Ao que parece o assunto sobre consumo e/ou liberação de drogas não sairá tão cedo da pauta dos grandes debates mundo afora. Ouve-se por todos os lados argumentos favoráveis ou contrários a legalização e muitos deles bastante plausiveis e criativos. 

Mas já faz muito tempo que estou convencido que poucas coisas nessa vida podem ser discutidas de maneira pontual uma vez que quase tudo nesse mundo é causa e efeito. E um dos efeitos da droga é a morte.

E também não acredito  naquelas conversas que envolvem vidas humaas porém baseadas em  cifras economicas e estatisticas pois também já faz muito tempo em que eu deixei de acreditar nas médias, das médias , das médias em especial nos casos em que se tenta quantificar coisas informais. pois que essas por sua propria natureza não podem ser contadas com precisão.

Mas penso que valha a pena começar por dizer que a pretensão do argumento que defende a legalização das drogas como forma de diminuir a criminalidade é equivocado uma vez que não se tem conhecimento na história de que criminosos aposentem-se por causa da escasses de mercado para suas ações ilegais. Criminosos são muito criativos e sempre encontram novas formas de contavenções e crimes tanto ou mais lucrativos que aqueles que praticavam antes.

Muito menos é verdadeiro o argumento que a possibilidade de adquirir algo por vias legais liquída automaticamente o mercado negro seja lá do que for. Bebidas e cigarros são tão contrabandeados quanto são as bebidas e cigarros fabricados legalmente. Eu acho.

Quando o surgiu o tocador de dvd doméstico ( aliás era videocassete ) pipocaram locadoras de filmes em cada esquina desse pais. Hoje, por causa da pirataria, acho que a quantidade de locadoras não é igual a uma por bairro. E o que  dizer dos cedes de musicas? Existem centenas de barraquinhas vendendo piratas, as vezes 4, 5, ou 6 na mesma rua.

Agora convido voces a sairem da parte digamos assim mais light da criminalidade uma vez que filmes e musicas piratas  em principio não afeta a saude de ninguem e nem mata.

Quero convidar voces a irem até um lugar que é muito semelhante àquele lugar que, para quem frequentou as aulas de catecismo da igreja catolica quando era criança, chamava-se inferno. Nós, crianças naquele tempo, eramos ameaçados de irmos para o inferno se nos deixassemos seduzir pelo demonio e isso nos amendrontava de tal forma que chegava a tirar o sono, embora o inferno nunca pudesse ser visto de maneira real mas povoava nosso imaginário da modo mais assustador possivel

Convido voces a irem até a Cracolandia em São Paulo. Ali  está a visão do inferno com o qual os padres e catequistas tantavam nos amedrontar. Olhem para aquelas pessoas que estão ali e tentem convencer-se de que se as drogas forem legalizadas aquilo não existirá. 

A dependencia, o vicio, a degradação, a morte em vida não existe ou deixa de existir em razão da ilegalidade ou legalidade na aquisição da droga.

Drogas ilicitas ou licitas matam e viciam. Do mesmo jeito que nos encantam ou não os videos e a músicas tocadas em midias quer sejam piratas quer sejam legais.

E mesmo que o Estado seja competente o suficiente para abrigar, tratar e dar uma morte digna àqueles que vierem a viciar-se das drogas legais ou ilegais, isso não muda o fato de que de que as drogas não servem para outra coisa senão matar.

Tentem encontrar qualquer utilidade para um revolver que não seja matar. Da mesma forma tentem encontrar uma outra utilidade para as drogas que não seja viciar e matar.

E é esse que deve ser o ponto central: o efeito das drogas sobre as vidas humanas. Pois ao final das contas usando todas as regras, pressões, argumentos, tecnologia e o que mais houver, só uma coisa vai acontecer: pessoas adoecerão e morrerão. Dependentes e incapazes de amar e fazer felizes as outras pessoas.Dependentes de drogs licitas ou não viram bichos roubam e matam e provocam tragédias em troca de uma tragada, um gole ou uma fungada. Destroem familias inteiras.

A solução pra tudo isso? Não sei. Mas as vezes fico pensando que já que virou moda todos os chefes de estado do mundo reunirem-se em foruns para debaterem politicas ambientalistas e de preservação do planeta, por que não incluem em suas pautas debates em busca da solução para isso. 

Por favor não me digam que tem gente ganhando montanhas de dinheiro e que essas gentes sentam-se a direita dos donos do mundo. Pois ao que me consta nas questões sobre poluição por exemplo as industrias estão sendo obrigadas a buscarem alternativas de ganharem dinheiro sem fazer tanto estrago no planeta.

Ahh mas quem sabe o grande plano de salvação do planeta é todos nós virarmos consumidores de drogas e morrermos. Assim o rios, passarinhos e tatartarugas viverão em paz pra sempre.

Antecipo-me à alguns de meus leitores e chamo a mim mesmo de ingenuo e sonhador e cito como sempre gosto de fazer um dos meus gurus favoritos, John Lennon, que disse: as mesmas asas que as drogas me deram, a droga as cortou.

E continuando a citar esse genio deixo com voces o video que contem a musica Mind Games em cujos versos Lennon nos convida em empurrar barreiras e plantar sementes, a fazermos uma especie de guerrilha mental, o poder milhões de almas colocados na roda karmica em busca de um mundo melhor.

Fiquem em paz,

Jonas

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Isso é cerveja ou alucinógeno?




Para mim os publicitários das cervejarias  estão sendo para os homens o mesmo que os machistas são para as mulheres, ou seja, estão tratando a nós, homens, como objetos que podem ser levados a consumir cerveja em troca de um sorriso de uma mulher bonita. 

O ultimo comercial que assisti sugere que um sujeito está relacionando o gesto de uma  mulher tomando cerveja em uma latinha com a pratica de sexo oral nele mesmo. Posso afirmar com toda segurança que o apendice cilindrico de minha propriedade, o qual determina meu genero sexual,  não lembra em nada uma latinha de cerveja, não é gelado e nem precisa abrir tampinha pra fazer uso dele.

E tome boteco cheio de gente bonita e sorridente. Tudo bem que comerciais são assim mesmo. Sempre mostrando pessoas felizes e de bem com a vida ao consumirem o produto que se anuncia. Mas aviso que não acredito em duendes, em papai noel e muito menos em garotas de biquini saindo de dentro de geladeiras.
Já passei por vários botecos por ai e afirmo que um gole de cerveja tomado sob que pretexto for, é tão prazeroso servido pelo seu Manoel com aquele avental que parece que ele vestiu desde que inaugurou o bar e nunca mais tirou, quanto é prazerosa uma cerveja servida por uma moça sorridente e, vá la que seja, bonita.

E falando em moças bonitas, outra afirmação que faço é que na maioria dos botecos que estive, as moças bonitas presentes no local, exceto as que estavam comigo é óbvio, podiam ser contadas nos dedos de uma mão só. E quando falo de moças bonitas estou falando dessas exageradamente bonitas dos comerciais, é claro.

Creio que aquele monte de homens rindo - exibido nos comerciais - e que me parece muito mais um tique nervoso do que um riso expontaneo é provocado pelas alucinações que causam as tais cervejas que os fazem ver garrafas se tranformando em moças bonitas, garçonetes em trajes, digamos assim, exageradamente reveladores de suas curvas, ou ainda dos micos que pagam os colegas da mesa  para conseguir um olhar daquelas musas fotoshopeadas.

E pior de tudo é que ao quererem relacionar o consumo de cervejas em bares, com habitos voyeuristicos-eroticos-alucinados nós, os homens casados, estamos correndo o sério risco de acabarmos sendo proibidos pelas esposas de usufruirmos dos papos regados por uma gelada junto com os amigos na mesa de um bar.

Cervejeiros do mundo! Uni-vos em torno de um boicote a essa distorção dos verdadeiros motivos que levam-nos a nos reiunirmos em volta de uma mesa de boteco que são o prazer de estar com os amigos e saborear um geladinha.  E junto a isto contar piadas, falar bobagens, resolver os problemas do mundo, xingar a mãe do juiz que garfou um penalti do nosso time e até, por que não?, espichar o olho em silencio pra moça bonita de verdade que passa pela calçada.

Fiquem em paz

Jonas

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Trafico de drogas: não acaba por que não querem



Agora pela manhã ouví no rádio pela enésima vez que o governo do Estado de S Paulo está novamente  pensando modelos, investindo dinheiro e mão de obra para tratar de dependentes quimicos através de internações, ajuda de profissionais, etc, etc..

E me ocorreu no mesmo momento que nos ultimos anos a  proposta tem sido sempre a mesma quando se trata de drogas: combater as causas e não o efeito. Curar a febre quebrando o termometro. Não me parece que afastar os individuos do consumo das drogas, vá acabar com a produção dessa invenção do capeta.em pessoa.

E enquanto eu pensava nisso me lembrei de uma outra noticia que eu lí aqui a respeito da sociologa Rafaela Gutierrez, cidadã mexicana, cujo vôo em que ela estava indo do México para Europa foi proibido pela CIA de sobrevoar o espaço aéreo norte americano uma vez que a sociologa tem, digamos assim, a ficha suja nos Estados Unidos em razão de sua militancia junto a indigenas na Bolivia. 

Vejam voces que a maquina norte americana de repressão do que é contrário às suas ideologias aproxima-se da perfeição ou seja, ao que se vê a policia do Grande Irmão do Norte tem até mesmo a lista de passageiros de aviões que sobrevoam - vejam bem: sobrevoam e não pousam - o país.

E meus pensamentos voaram para a Europa e seu conjunto de paises sendo que em muitos a xenofobia já se exibe despudoramente, tendo seus cidadãos cada vez mais exigido de seus governos medidas no sentido de conter a imigração o que de uma certa forma provoca a ocorrencia que lemos ontem: a guarda costeira italiana encontrou 25 corpos de homens mortos a bordo de um barco na costa sul da ilha de Lampedusa. A primeira hipotese é que tratam-se de pessoas vinda da Africa que amontoados em cubiculos dento do barco morreram por asfixia.  E ali estavam em busca de refugio na Europa.

Não precisa ser muito perspicaz para saber que essas mortes poderiam ser evitadas caso houvessem investimentos globais que permitissem que as pessoas pudessem viver com dignidade em seus lugares de origem sem precisarem cruzar os marés em busca de vida melhor.

Neste caso, em que a Europa arrocha suas leis que regulamentam a acolhida de estrangeiros em seus paises, o que se vê também é assim como o caso dos viciados em drogas aqui em São Paulo é quebrar o termometro para acabar com a febre.

A mim me parece que a população do mundo está sempre deitando os olhos em soluções paliativas que na verdade apenas prorrogam a soluções definitivas de problemas que afligem a humanidade.
Por que a policia norte americana não investe todo seu conhecimento e tecnologia para evitar que circulem livremente pelo mundo os grandes donos do trafico universal em lugar de transtornar a vida de centenas de pessoas de bem que apenas querem ir para os seus destinos e não estão nenhum a pouco a fim de pisar em solo americano? Por que o Congresso do Big Brother mundial não se debruça sobre a retirada de verbas para guerras contra ideologias e investe maciçamente na guerra contra o trafico, sem fazer disso uma mera disputa politica mas sim uma atitude humanista.

Por que os cidadão europeus não exigem de seus governos o aperfeiçoamento de leis que permitam um repressão sem treguas a fabricação e a venda de drogas em seu paises? Ao invés de espalharem pelo mundo sua crença racista de que o mal sempre vem do vizinho e não de sua propria casa?
Por que a oposição e a midia ideologica e o governo do nosso Brasil não se juntam  para propor soluções que impeçam a produção e distribuição das drogas e invertam as prioridades que devem ser: combater antes o trafico e depois o consumo? Sendo que para este ultimo a palavra mais adequada é desenvolver modelos educacionais que desestimulem a compra de drogas.

Ao invés de deixarmos florescer cada vez mais os fundamentalismos religiosos, as ideologias politicas que levam inevitavelmente à divergencias incontornáveis, no lugar de discutirmos soluções apenas pontuais daquilo que cada vez mais corroe o tecido que deveria estar integro das relações humanas, deixemos um pouco de lado as dicussões apenas numericas do que pode ou não pode dar certo para um pais num determinado momento, e imaginemos o mundo como uma verdadeira aldeia global em que as atitudes de um podem interferir na vida de milhões: um só traficante pode acabar com um bairro, uma cidade, um pais. 

Os grandes traficantes estão por ai comendo o mundo pelas bordas de uma maneira silenciosa e mais danosa do que a os trilhões da divida norte americana poderiam causar ao mundo caso não fosse paga, uma vez que eles - os traficantes - conseguiram criar um territorio tão dantesco como os afligidos por uma bombardeio que é a cracolandia em S Paulo.

Concordam comigo?
Fiquem em paz

Jonas

domingo, 31 de julho de 2011

Spasojoveic, Winehouse e liberdade.

É bem possivel que não haja outra condição humana que seja tão perseguida quanto a liberdade. Desde que o mundo é mundo todos nós gritamos em favor dela e nos inquietamos quando a sombra da censura ou proibição de seja lá o que for se aproxima de nós. Não é simples coincidencia em que nos momentos mais negros da historia da humanidade tenha vigorado mais que tudo o amordaçamento, o silencio imposto pela força e a simples censura.

Essa necessidade - a da liberdade - que todos nós temos talvez tenha nascido da nossa propria natureza a qual não impõe barreira que impeça que façamos praticamente tudo que quisermos. Um homem pode se atirar em um precipicio, tomar um litro de cachaça de um gole só, dar tiros em seu vizinho ou dirigir um Porsche a 150 quilometros por hora e não existe nada, absolutamente nada, que possa impedir. Embora as consequencias possam ser tragicas.

Deve ser em cima dessa constatação que muita gente faz discursos, que há meu ver, são tolos ou ingenuos em favor da liberdade irrestrita, e em especial da tal liberdade de expressão. E mais especial ainda aqui, em terras tupiniquins, onde os defensores do direito de se dizer e fazer o quiser e que habitam as instalações dos grandes veiculos de imprensa, vociferam raivosos diante de qualquer possibilidade de limitar os excessos daquilo que alguns chamam de arte, outros de expressão e os mais romanticos chamam simplesmente de liberdade.

Na semana da morte de Winehouse - facilmente prevista - pude assistir na MTV uma daquelas celebridades do mundo jornalistico-musical mandar bala: " Cada um tem a liberdade de fazer o que quiser com seu corpo e foi isso que a Winehouse fez".

E por estes dias a respeito da proibição - pela Justiça do Rio de Janeiro - da exibição do filme "A Serbian Film - Terror sem limites" do diretor Spasojoveic, o editorialisa da "Folha" escreveu essa jóia: " "Só o excesso de zelo, ainda que revestido da melhor intenção, pode explicar o novo atentado contido na proibição do longa-metragem "Um filme Sérvio - Terror sem Limites". 

E voces meus caros leitores sabem bem que a moça Winehouse morreu prematuramente por causa do uso pra lá de excessivo de drogas e alcool, e devem saber também que o tal filme proibido exibe cenas de estupro de um recem nascido e necrofilia.

Vamos dividir por partes essas pseudo manifestações artisticas e suas defesas. Sendo a primeira sobre a Winehouse.

De fato como, eu disse acima, não há, em principio, nenhum impedimento fisico para um ser humano fazer o que quiser com o seu corpo ou com o corpo de quem quiser. Ocorre que existe um ditado muito antigo que diz muito bem: a natureza não se protege, se vinga. Os maus tratos nada responsáveis que a moça Winehouse aplicou em seu proprio corpo, ou seja em sua natureza, resultaram em morte. Paralelamente a isso, não deve também ter passado pela cabeça dessa moça que muita gente no mundo gostava dela ( não como compositora, falo de seus familiares e amigos) a quem ela desprezou com seu egoismo em busca de prazeres para si propria sem renunciar em favor do prazer dos outros de te-la ao lado deles. Ela desprezou um outro bem talvez muito maior que o da liberdade que é o amor entre as pessoas. Ela não foi capaz de demonstrar o amor como, contraditoriamente, ela disse em algumas de suas letras.

Quanto ao sujeito da "Folha" que chamou de atentado a proibição do monstruoso filme, nos faria um favor muito maior se ao invés de defender as nojeiras que se passam na cabeça de um celerado como Spasojoveic ele se dispusesse a proteger os olhos e ouvidos da população contra insanidades como essa. Coisas abjetas como a do tal filme devem ser assunto de laboratorios psiquiatricos na busca da cura da doença mental do pseudo diretor e não para serem exibidos como manifestação de arte. Cineastas, os que fazem bom uso de seus dons, podem nos fazer rir, chorar ou assustar, mas nunca nos fazem desejar conhecer o que existe de mais odioso no intimo humano.

Preservemos sim as nossas liberdades. Façamos todos o maximo esforço para que possamos sempre ir e vir a hora que mais nos convier, lutemos por modelos economicos que permitam o acesso de todos ao minimo necessário para viver a vida em plenitude, respeitemos os contrários, debatamos com seriedade tudo aquilo que nos aflige e aflige ao outro, exercitemos e permitamos que sejam exercitados todos os dons de cada um. 

Mas acima de tudo lembremos sempre da nossa natureza amorosa  e que, tal e qual ela é concebida, exige reciprocidade ou seja: no fim o amor que voce recebe é igual ao amor que voce dá

Fiquem em paz

Jonas

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Onde meus passos me levam

Cada vez mais eu me admiro com o que podemos chamar de conspiração mistica, ou coisa parecida, que nos leva vida afora, fazendo com que em muito momentos a gente imagine que o mundo para pra gente poder admira-lo.

É muito comum olharmos pra trás e vermos os passos errados que demos na vida para poder entender por que no presente existem tantas frustrações, decepções, desejos nunca realizados.

Mas - meu Deus ! - os mesmo passos, os mesmissimos passos que eu julgo equivocados que eu dei na vida, cada um deles me envolveram em uma trama impossivel de desmanchar e dela se desvencilhar. E junto com meus passos, centenas, talvez milhares de pessoas e circunstancias contribuiram para que hoje, 30 de junho de 2011, eu fosse ao Horto Florestal de São Paulo.

Ahhh, que rede é essa que nos prende e nos surpreende? O que é essa simultaneidade jamais compreendida, que nos faz temer o minuto seguinte mas que - contraditoriamente - nos encanta a cada minuto que vivemos?

As fotos do video abaixo eu as tirei no Horto Florestal. A musica é de Michel Jarre, Souvenir of China.

Fiquem em paz,

Jonas

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Homofobia não pode? Desrespeito também não

Paira no ar uma certa disposição para uma luta semelhante a uma guerra civil.

De um lado estão aqueles que entendem a sexualidade como passivel de ser vivida de tal jeito que o que importa são os prazeres que ela proporciona e não primordialmente o genero de cada ser humano. Neste grupo estão os adeptos da diversidade sexual bem como aqueles grupos chamados de progressitas e que pregam a liberdade de escolha não importa bem de que, desde que a escolha seja fruto de resultado da vontade individual.

Já do outro lado tem um pessoal que diz que não é nada disso e que há uma limitação imposta pela natureza - natureza que muitas vezes é chamada  de Deus - e que o mundo tem funcionado muito bem desde sempre, devendo haver apenas a pratica sexual mais conhecida que é aquela exercitada somente entre dois seres: um do genero feminino e outro do genero masculino.

Dias atrás assistimos uma manifestação chamada Marcha Para Jesus formada por adeptos das religiões chamadas evangélicas e que aproveitaram para descer a lenha nos que apoiam a criminalização de atos homofobicos - a saber agressões fisicas ou verbais contra homossexuais - no meio de alegações nada civilizadas ou misericordiosas como ensinam os preceitos basicos de qualquer religião. A intolerancia  e a pouca disposição para a conversa desmonstrada por grande parte dos presentes na tal Marcha dava a impressão de que falta pouco pro pessoal trocar socos e pontapés com quem lhes é contrário. Dentre as muitas declarações que ouvi condenando os homossexuais a mais descabida é aquela que sugere serem os gays propensos a pedofilia, despautério tão grande que não dá nem pra argumentar contra.



No domingo passado foi a vez dos gays também mostrarem suas garras na sua Parada. Ao contrario do que essa parcela da população procura passar em termos de apego as liberdades e da convivencia pacifica com os desiguais resolveram agredir a fé daqueles que em incontáveis casos não estão nem aí para as posições sexuais preferidas de uns e outros. Resolveram os organizadores da Parada exibir fotos de modelos nus de forma a que lembrassem alguns santos católicos com dizeres que recomendam o uso de preservativos e coisa e tal.

Cometeram um erro grave ao exibirem de maneira agressiva aqueles que são parte da fé de muitas pessoas, e  fé é algo que precisa ser tão respeitado quanto as demais liberdades de expressão e opinião. Erraram também ao não manter o debate com a hierarquia da igreja mas sim apelando para a ironia e desprezo com  o que pode fazer parte da intimidade de milhões de pessoas.

Há insensatez demais nessas demonstrações dos dois lados. Os papéis parecem inverter-se. A Marcha para Jesus deixou de ser um evento religioso para ser um evento politico. E a Parada Gay que no principio era um evento com natureza politica agora tornou-se palco de exibicinismo barato e agressão gratuita.

De semelhante tanto em um evento quanto em outro está uma forte exibição de força , ódio e desprezo. Isso não vai terminar em coisa boa.

Fiquem em paz.
Jonas

domingo, 26 de junho de 2011

Musicas para o domingo 260611

A criança que fui

Junho 1, 2011
 
Quero é recuperar, saber, reinventar a criança que eu fui. Pode parecer uma coisa um pouco tonta: um senhor nesta idade estar a pensar na criança que foi. Mas eu acho que o pai da pessoa que eu sou é essa criança que eu fui. Há o pai biológico, e a mãe biológica, mas eu diria que o pai espiritual do homem que sou é a criança que fui.
Público, Lisboa, 14 de Outubro de 1998
In José Saramago nas Suas Palavras
                                                              

Graças às garimpagens de meu filho estou publicando musica do Preme - Garota de Copacabana -, coisa rara na web. Obrigado Lê.

















Espaço reservado para obras primas:

É considerado o divisor de águas da musica mundial. Jimi Hendrix tocou uma de suas faixas tres dias após o lançamento. Manteve-se em primeiro lugar em vendagem durante todo o primeiro semestre de seu lançamento, fato que nunca foi superado. Em 2008, 41 anos depois de ser gravado, foi considerado o melhor album de uma lista de 100 outros. A revista Roling Stone considera-o o melhor album de todos os tempos. Sua antologica capa tem sido copiada em todos os cantos e de todas as formas. É um album conceitual concebido para ser executado por uma banda imaginária dando a volta pelo mundo indo ao encontro dos seus fãs. No projeto original as musicas seriam sequenciais, quer dizer, teriam todas a ver umas com as outras, mas isso acabou não acontecendo. Vendeu 500 mil cópias nas primeiras semanas do lançamento. O album é Sargeant Pepper´s Lonelly Hearts Club Band. E aí vão duas musicas dele:

Fiquem em paz
Jonas

A Day In The Life


She´s Leaving Home

domingo, 19 de junho de 2011

Musica para o domingo 18/06/11

E continua a disritimia entre o que eu quero e as circunstancias. Uma internet que cai mais que o Neymar e um cotidiano bem diferente do que eu estava acostumado fazem com que, ainda que  contra minha vontade, eu seja obrigado a  interromper as já esporádicas postagens no Saúva.

Mas não pensem que deixei de reparar e contemplar as coisas a minha volta. E digo que se lá na nordeste os flagrantes da vida natural pulsando são muito mais abundantes que aqui nessa pauliceia desvairada, descobri que levantar cedinho com uma maquina fotografica nas mãos e paciencia na cabeça resulta em coisas bacanas como essas que estão ai abaixo e que faço questão de dividir com voces. A primeira foto é de uma borboleta que resolveu exibir-se pra mim e a segunda é de um periquito tomando seu café da manhã. E isso tudo bem aqui na porta de casa. As musicas vem a seguir.

180611 casa verde (11) 190611 casa verde (12)













E quanto aos moços que não posso deixar de publicar sempre, hoje eu destaco duas letras surpreendentes para uma banda cujo principal discurso era o da paz e amor. Mas acho que para comprovar sua competencia ilimitada para compor todo tipo de musica e abordar qualquer tema é que surgiram musicas como essas.

Run for your life está no album Rubber Soul e nessa letra John recomenda à sua garota que não o traia caso contrário ela deverá correr proteger a própria vida.

Maxwel´s silver hammer está no Abbey Road e Paul nos conta a história de um garoto serial killer e que mata as pessoas com nada mais nada menos que marteladas em suas cabeças.

Curtam, fiquem em paz, não esqueço voces.

Jonas






terça-feira, 7 de junho de 2011

É um direito dos bebês




Semana passada pude ler no Escreva Lola Escreva (aqui e aqui)  o inicio de uma polemica entre a dona do blog e o Marcelo Tas do CQC ( preciso fazer a ressalva de que leio com alguma frequencia a Lola mas assisto com frequencia nenhuma a idiotice do programa comandado por Tas), polemica gerada em razão de comentários feitos no programa citado sobre mães que amamentam seus filhos em publico.

Ninguem pediu minha opinião sobre isso, aliás quase nunca alguem pede minha opinião sobre alguma coisa, mas como em outras vezes eu me sinto no dever de colaborar com a discussão dizendo coisas que ocorrem a mim, mas me parece que não ocorrem aos outros envolvidos.

Evidentemente está muito certa a Lola em deduzir que existe um forte viés machista nos comentários nada elegantes que fizeram os moços do ( arrgh ) CQC, uma vez que os mesmos misturaram estética, beleza plastica e outros atributos que todas as mulheres podem ter, com a pratica da alimentação, via seios, que mães zelosas e amorosas não se negam em oferecer aos seus pequeninos seja onde for.

Evidentemente está muito errado o sr que já citei, juntos com seus auxiliares, que em resposta à Lola ameaçou denuncia-la à Justiça por calunia e difamação, demonstrando assim que além de não saber distinguir entre gesto maternal e apelo sexual, também não entende nada sobre liberdade de expressão, é intolerante, retrogrado e repressor.

E andei lendo muitos outros blogs que uniram-se à Lola em seu protesto ( podem ler aqui, aqui, aqui), textos escritos com muita competencia e indignação falando sobre essa obviedade oceanica que  é manter uma criança viva através da alimentação.Nesse caso especifico com leite materno.

(( E sou obrigado a abrir uma parenteses para comentar o que saiu no portal da Globo ( vejam aqui ) em que profissionais das reporcagens que costumam ocorrer nos bastidores da outrora platinada, deram uma linha inteira em que desconhecem mãe como ser humano. Está escrito lá: cerca de 40 mães e 100 pessoas estiveram..... Há algo de seriamente podre na relativização que estão fazendo sobre esse assunto...fecha parenteses))

No entanto e apesar de tudo considero que há um equivoco nessa discussão uma vez que estão tornando o acessório principal e o principal virou acessório.
Para mim o que é acessório nisso tudo é a exposição do seio por aquelas mães que querem amamentar seus bebês. E é acessório na medida que o fato principal nisso tudo são as necessidades do bebê.

Como se sabe um bebê não tem nenhum controle sobre sua vida. Isto o torna não apenas totalmente dependente mas faz com que todas suas necessidades sejam urgentes e inadiáveis. Não fosse por isso as fraldas não teriam sido inventadas e além disso criam-se cada vez mais mecanismos de proteção e auxilio no desenvolvimento dos pequeninos. É nesse contexto que deve ser colocada a amamentação seja em lugar publico ou reservado. Para a mãe não resta alternativa senão atender os resmungos de seu bebê quando a fome bate em seu pequeno estomago. Não importando nada se isso acontece no metrô, no shopping ou em casa. Ele está com fome e precisa ser saciado. Ponto.

Ao misturarem alhos com bugalhos e desviarem o foco do que realmente se trata o gesto de amamentar um pequenino, os autores dos comentários tornam menores a nobreza e a força contidas na maternidade e parecem querer dizer que atender as urgencias de um bebê é algo que pode ser adiado em favor da estética e da plastica. Isso é desumano.

Em tempos que tantos direitos são discutidos e defendidos, impressiona que o direito dos pequeninos e indefesos sejam tratados com tão pouco caso e cinismo.

Fiquem em paz.,

Jonas

domingo, 5 de junho de 2011

Musicas para o domingo 050611













The Beatles: Me lembro que os primeiros acordes de musica beatle que eu ouvi foram através de um programa de rádio que se não me engano era na Bandeirantes, programa que era comandado por um certo Hélio Ribeiro e que chamava-se Correspondente Musical. E que funcionava assim: no inicio do anuncio de cada música ouvia-se um ruido de avião e Helio Ribeiro informava o pais em que ele estava chegando e em seguida o nome da música e de quem cantava. Ou ao contrário o nome de quem cantava e depois o nome da musica. E assim Helio Ribeiro levava seus ouvintes ao redor do mundo ouvindo as melhores musicas de cada lugar.

E a ultima escala da viagem era sempre Londres, e Helio Ribeiro começava a citar cada um dos nomes de musicos daquele lugar e meu coraçãozinho de menino encolhia um tanto para logo em seguida explodir junto com o "poderoso" som do aparelho de radio ABC que tinha lá em casa.

" ....... John Lennon, Paul Mccartney, George Harrison, Ringo Star ....senhoras e senhores, The Beatles ! "







Fiquem em paz

Jonas

sábado, 4 de junho de 2011

The Beatles: está tudo na rede!

Reproduzo aqui, por ser informação relevante, matéria publicada no Brasil 247 e que dá conta a respeito de uma certa banda nascida lá pros lados de Liverpool a respeito da qual até hoje não entendi direito por que saiu dos bailinhos de garagem e mudou definitivamente pra dentro meu coração.




Com a chegada dos três volumes da trilogia Anthology ao iTunes já é possível comprar as obras completas e remasterizadas do quarteto inglês pela internet

03 de Junho de 2011 às 18:15

Natália Rangel_247 – Depois de muita negociação, está finalmente na web a coleção das obras completas dos The Beatles. O grupo foi um dos últimos a ceder à digitalização de seus trabalhos para o site de compartilhamento e venda iTunes e o ciclo se encerra agora, com a inclusão no pacote dos três volumes de Anthology. Os LPs individuais já estão disponíveis para pré-venda na maioria dos países por U$29,99. E um box set exclusivo com todas as 155 faixas dos três volumes pode ser comprado por quem estiver disposto a desembolsar US$79,99 (cerca de R$ 150), e haverá ainda a coleção exclusiva Anthology Highlights com 23 músicas (US$12,99). O sistema adotado pelo iTunes para os beatlemaníacos é bem flexível – também é possível fazer download das faixas do Anthology uma a uma. Cada música custa US$ 1,29 e poderá ser baixada a partir do dia 14 de junho.

Mas nem tudo tem de ser comprado. Já pode ser acessado gratuitamente na rede um vídeo especial sobre o álbum Anthology e a série de rádio Meet The Beatles, em que artistas e produtores, como Brian Wilson, Dave Ghrol, Jackson Browne, Tom Petty, T-Bone Burnett e Rick Rubin discutem como foram influenciados pelo grupo inglês. Para ouvir e assistir ao programa que dura cerca de uma hora basta acessar: 
 www.iTunes.com/TheBeatles.

Os discos do Anthology – Vols. 1-3 foram remasterizados digitalmente pelo time de engenheiros do Abbey Road Studios da EMI Music responsável pela remasterização de todos os álbuns de estúdio originais ingleses, o que permitiu preservar a autenticidade e integridade das antológicas gravações do grupo. As coleções são acompanhadas por colagens criadas por Klaus Voorman a partir das imagens clássicas dos Beatles. Originalmente lançado em 2 volumes, em 1995 e 1996, as três coleções cronológicas de Anthology com gravações raras e inéditas incluem takes de estúdio e versões alternativas. Os singles Free As A Bird e Real Love, dos volumes 1 e 2 respectivamente, foram completados em 1995 por George Harrison, Paul McCartney e Ringo Starr, das demos gravadas por John Lennon em 1977. Atualmente The Beatles já venderam mais de 8 milhões de músicas e mais de 1.3 milhões de álbuns mundialmente no iTunes.

Fiquem em paz,
Jonas

quinta-feira, 2 de junho de 2011

O inadequadamente certo e o adequadamente errado.

E surge mais um debate semântico no Brasil. O dos últimos dias é sobre o "adequado/inadequado" que para alguns, deverá substituir o "certo/errado" no que se refere às normas gramaticais da língua portuguesa.

Não acho que esteja certo ou errado, penso apenas que seja bastante adequado esse debate. Não pela essência do que trata esse assunto, mas pela abrangência sugerida, que vai muito além do simples ensinamento do idioma cujo método não admite que exista vida fora dos livros escolares.

Eu já disse aqui no Saúva que passou da hora de se rever os métodos pedagógicos usados há décadas e que estão voltados unicamente para os indivíduos construírem suas carreiras profissionais e nada mais além disso.

Precisamos começar a enxergar a escola como mais um lugar - além das famílias e outros núcleos sociais - onde os indivíduos podem descobrir, antes de tudo a si mesmos e depois conhecer e experimentar alternativas para o que está proposto academicamente.

Esse caso especifico em que se debate a chamada norma culta para a aplicação da língua portuguesa, tem o dom de mostrar que existe outro jeito de se comunicar que pode não ser o correto mas que cumpre seu papel de informar aos outros o que estamos pensando. E quem pode garantir que dentro de algum tempo alguns dos vocábulos que hoje não são reconhecidos estarão inseridos em todos os dicionários de nossa língua?

O que se deve olhar é para a realidade de que nossa gramática tem sofrido alterações ao longo do tempo, alterações que certamente não vieram de cima para baixo - dos doutores da língua para nós, os mortais falantes - mas desconfio que tenham vindo de baixo para cima, ou seja, dos mortais falantes para os doutores. Sendo que estes últimos acabaram por ceder às evidencias e fizeram as correções nos seus manuais.

Voltando ao que eu dizia, talvez quem sabe um dia, seja possível nós os humanos irmos para escola para aprendermos também a sermos humanos, podendo desenvolver nossos dons ao mesmo tempo que aprendemos de um modo organizado - e para isso a escola serve bem - a aplicar nossas habilidades.

Tudo pode e deve ser discutido, do modo e tempo certos é óbvio, inclusive se os ventos aliseos se formam mesmo no deslocamento das massas de ar quente ou se o pterodáctilo foi de fato um réptil voador.

Só o que não se pode é restringir a genialidade humana de conhecer e desafiar o que está proposto até que se prove que o que está proposto é definitivo e imutável o que, como se sabe, é bem difícil.

Fiquem em paz

Jonas