quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

O imprensalão só lê o que ele mesmo publica.

O Folha.com publicou uma análise dos gastos com publicidade durante o governo Lula a respeito da qual cabe um aprofundamento maior sobre o comportamento do governo nessa área, mas ao que parece  quem  a publicou quer passar longe disso e portanto o que se lê é uma superficial critica e um indisfarçavel ciume.

Uma leitura no avesso dessa publicação pode nos levar ao entendimento do inexplicavel ódio que o imprensalão nutre por Lula e sua administração exitosa sob uma porção de aspectos.

O que ficou demonstrado é que sem gastar mais do que se gastou no governo FHC, esta adiministração pulverizou as verbas com publicidade entre veiculos de toda a natureza, tamanhos e regiões do Brasil., quebrando assim o monópolio da comunicação e mais que isso minguando as verbas das quais sobrevivem os incompetentes escribas desses veiculos. Pois se competentes fossem, haveriam de crescer com verbas vindas de outros anunciantes e de seus leitores e espectadores.

É imperceptivel - e por isso mesmo incompreensivel - para as 4 familias ( Mesquita, Frias, Civita e Marinho) donas dos maiores veiculos de comunicação do pais - o bem que indiretamente isso pode causar a elas mesmas. 

Demonstremos aos cara pálidas.

É de uma clareza solar que ao aplicar verbas em veiculos menores o governo está ajudando estes mesmos veiculos a crescerem, formarem bons profissionais, gerarem riqueza em suas regiões, privilegiarem e ajudarem a fiscalizar os  acontecimentos locais e acima de tudo isso preservarem a cultura de onde estão sediados. O que todos sabem - perdoem a minha obviedade - é que isso vai acabar batendo nas portas dos chamados maiores da comunicação levando mais profissionais, melhores tecnicas, conhecimento diversos, etc, etc.

Mas não pode. Não, não pode. O que desejam as 4 familias é o monopolio da transmissão de informação e da cultura ( vá lá que seja esse o objetivo dessas 4 familias ) que, da mesma forma como a globalização, pode fazer com que lá no interior do Ceará, ou do Mato Grosso, um cidadão saiba mais das obras do Kassab, prefeito paulistano, do que as do seu proprio prefeito.

Querem essas 4 familias que a trasnmissão de informação e da cultura ( vá lá que seja esse o objetivo delas) sejam transformadas como se fossem BigMac´s e CocaColas para a construção do pensamento único a respeito de suas ideologias e da exaltação dos que mais generosamente enchem seus cofres que até hoje, como se sabe, tem sido o Estado de São Paulo, também chamado de  FHC, Serra, Alkmim, PSDB e outros.

Numa analogia futebolistica - bem do jeitão do nosso Presidente - é o caso de pensarmos sobre por que o Brasil, chamado pais do futebol, não tem mais que meia duzia de times chamados grandes. A explicação está em que os grandes patrocinadores insistem em derramar suas generosas verbas - só eles sabem a razão - nos times do eixo Rio-São Paulo e assim o que vemos é que entra ano e sai ano os campeões das taças disso e daquilo são sempre os mesmos.

Fossem esses patrocinadores um tantinho mais democratas e investissem metade das fortunas que investem em um Corinthians, por exemplo, em times menores desse brasilzão afora teriamos, quem sabe, 30 , 40, outros times com bons atletas, boas instalações e em ótimas condições de disputar os campeonatos, e os torcedores desses times sentiriam vez ou outra o sabor de erguer a taça junto com seus jogadores.

Então a nossa grande imprensa é assim: uma especie de usurpadora do regionalismo, da diversidade de pensamento, da conservação das origens. Coisa que ela está vendo escapar por entre seus dedos, já tem tres eleições!

Para os mais apressados que dizem que governos não precisam fazer propaganda é bom pensar que no Brasil precisa sim.  Pois pela recusa que a imprensa sistematicamente faz em publicar qualquer iniciativa positiva do governo para o qual faz oposição, a população em geral precisa saber , e só através da propaganda saberá, das ações do governo em todas os cantos do país.

Fiquem em paz,

Jonas

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Quero aplaudir de pé.

Apenas por que a Escola de Samba Academicos do Tucuruvi optou por um samba enredo cujo titulo é: “Oxente, o que seria da gente sem essa gente? São Paulo: a capital do Nordeste!” a escola recebeu oito emails ofensivos e ameaçadores de xenófobos paulistas que parecem não ter aprendido nada com a repercussão negativa de atitude parecida de Mayara Petruso a infeliz que resolveu recomendar que matem nordestinos.

Dessa vez os xenófobos imbecis chegam ao ponto de ameaçar a escola e o texto de um dos emails diz o seguinte: “Vou dar um aviso: na primeira ameaça que alguém receber de qualquer verme dessa escola de samba, a coisa vai ficar preta".

Um outro xenófobo menos belicoso - como se existisse -  consegue vomitar o seguinte:  "Eu, como paulistano, tenho nojo dessa escola de samba e seu samba enredo. Assim como vários paulistas e paulistanos, repudio este enredo nojento e absurdo. Querem exaltar o Nordeste, desfilem por lá”.

Observem que o idiota diz ter nojo por ser paulistano, talvez não o tivesse se ele fosse goiano ou gaucho,  donde se deduz que esse luminar da sabedoria humana restringe apenas aos abençoados nascidos em solo paulista a exclusividade do saber, da cultura, da riqueza e da diversão, ou seja, o mundo não pode existir se tudo não for uma exaltação à São Paulo. Talvez quem sabe ele faça uma exceção aos Estados Unidos da América do Norte, com quem ele deve estar acostumado a falar fino.

Triste e parodoxal esse nosso mundo. Nos dias atuais em que tantos esforços se fazem na busca de soluções que caminhem na direção do justo usufruto da vida, das benesses da natureza, justo quando mais se discute meios de preservar o planeta, exatamente por que cada vez mais se entende que tudo que existe por aqui além de vital é de direito de todos, ainda existem idiotas desse naipe - e que não são poucos - que não param de olhar para os próprios umbigos a julgarem-se o centro do universo. É de dar dó. Nunca sairão de seus quintais, por medo de descobrirem que o Brasil e o mundo podem perfeitamente funcionar sem São Paulo. Aliás podem funcionar não, funcionam de verdade.

Ainda bem que os dirigentes da escola já tomaram providencias para reprimir essa idiotice encaminhando  as mensagens para a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi).

E se por acaso no próximo carnaval eu estiver em São Paulo quem sabe vou até o Sambodromo enrolado na bandeira paulista só para aplaudir de pé o desfile dessa escola!

A noticia está publicada no G1

Fiquem em paz,

Jonas

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

A hipocrisia e o falso moralismo dos que prenderam Assange

Outro dia estive lembrando de quando a Juiza Ellen Grace assumiu a presidencia do Supremo. E eu ouvi aquele senador pelo Amazonas, do PSDB, Arthur Virgilio, que ao cumprimentar Ellen, fez destacar de seu discurso um elogio a beleza dela dando a entender, pelo menos para mim, que poderia ser irrelevante o conhecimento técnico da Juiza se comparado à beleza fisica.

E andei pensando o quanto o universo masculino, eu no meio, ainda tem que caminhar para, nas suas relações com a mulher, desgrudar-se de vez dessa necessidade que parece ainda ser primordial e primal de avaliar o corpo e a serventia sexual que tem esse corpo ( perdoem por essa palavra) quando se trata de se aproximar de uma mulher.

E é pensando nisso que eu quero comentar um artigo que lí aqui, no blog do Azenha, e que é assinado por Naomi Wolf, uma advogada que literalmente andou mundo afora, ouvindo e anotando testemunhos tanto das vitimas, quanto de seus defensores advogados, de violencia sexual e todo tipo de abuso imaginável contra a mulher, em paises miseráveis como Serra Leoa ou os chamados ricos como Inglaterra e Suécia.

São assustadores os relatos que Naomi Wolf faz dos atos cometidos em tempos de guerra e de paz, ou cometidos em nome de um consentimento, entendido assim e convenientemente pelo homem. Os abusos e a violencia perpetrada em meio a bebedeiras. A exploração sexual de mulheres, cujos clientes-consumidores são também homens, o tráfico, o rapto, o encarceramento e mais um sem fim de violencias cometidas, quase sempre por homens.

E ficamos sabendo no artigo de Naomi, que ao redor do mundo todo na maioria das vezes as autoridades sabem o nome e o endereço dos criminosos que, segundo ela, circulam livremente cometendo cada vez mais 
crimes, impunes e seguros da proteção tácita do universo masculino que ainda domina o mundo.

E prenderam o Assange. Prenderam-no sob acusação de estupro ou por ultimo por sexo sem consentimento e sem camisinha. Evidentemente essas acusações são apenas justificativa para puni-lo pelo outro mal que ele teria causado: a exposição da hipocrisia e o falso moralismo existente no império, felizmente em decadencia, chamado Estados Unidos.

Ironicamente Assange está sendo vitima da hipocrisia que ele denunciou. Ironicamente o dono do WikiLeaks muito possivelmente virá a sentar-se no banco de réus para ser julgado justamente pelos falsos moralistas que ele denunciou.

Quisessem realmente os donos do mundo, os do oriente e do ocidente, punirem os homens  causadores de violencia contra a mulher, talvez não houvessem nem tribunais e nem cadeias suficientes para tanta gente.

Se não fosse pelas pequenas ações aqui e ali ao redor do mundo, as pequenas iniciativas de integrantes progressistas de governos diversos, instituições e fundações, e uns tantos Assanges espalhados pelo mundo, os governos ainda não teriam abraçado timidamente o feminismo como dizem que o fazem, mas ainda estariam a se refestelar, cinica e hipocritamente, nos corpos agredidos e abafados de milhões de mulheres ao redor do mundo.

Fiquem em paz,

Jonas

domingo, 26 de dezembro de 2010

Musicas para o domingo 261210

A Noite Do Meu bem



Amor Barato



You´ve got to hide you love away




For Your Babies






Nem Vem Que Não Tem



Kid Cavaquinho



Hey Jude




Spanish Eyes


sábado, 25 de dezembro de 2010

Um encontro de Natal

Xerocado do Blog DoLaDoDeLá proprietário Marco Aurélio Mello. 



"- Vai graxa aí patrão?
Ele olhou para os sapatos empoeirados e respondeu: - Vai sim. Em seguida, pensou na dureza da vida de engraxate, agora que todo mundo só calça tênis. O menino, franzino, não tinha mais do que oito anos e, em vez de boné, usava um gorro de papai Noel. Foi quando o "patrão" perguntou:
- Onde você mora?
- Na rua.
- Você não tem casa?
- Tinha, mas minha vó mandou a gente embora.
- Por quê?
- Porque minha mãe falou que o vô era meu pai. Aí a vó disse que ela tava louca e pôs a gente para fora de casa... Minha mãe é aquela ali, ó. (Aponta para uma mulher maltrapilha sentada na calçada, do outro lado da rua).
- Qual é o nome dela?
- Nazaré.
- E você tem ou não tem pai?
- Tenho. Tô aqui esperando ele chegar.
- Onde ele mora?
- Em Mirassol. Esse ano ganhou indulto de Natal. Ele disse que vai trazer uma bola de presente para mim, para a gente jogar futebol.
(o Terminal Barra Funda, em São Paulo, é onde param os ônibus que vem dos presídios do interior do estado)
- Poxa, que legal! É a primeira vez que ele sai de lá?
- É.
- Há quanto tempo ele está preso?
- Desde que eu nasci.
- E o que foi que ele fez?
- Ele matou meu vô.
- Por quê?
- Porque ele disse que o vô "estrupô" minha mãe.
- Ah... E você sabe o que é isso?
- Não. Mas meu pai me disse que minha mãe não é louca e que ficou daquele jeito por causa dos remédios que deram para ela no posto. É que tentaram envenenar ela...
- É mesmo?
- É, minha tia me falou. Quando ela saiu do hospital tava assim. Ela quase não fala mais, quando fala diz que eu tenho dois pais: o papai do céu e o papai do chão. Aí ela ri, depois ela chora, aí começa a bater nela... A gente tem que segurar, para ela não se machucar.
- Quanto custou o sapato?
- Nada.
- Como assim?
- Você não viu que hoje eu sou o papai Noel?
- Ah, entendi, o gorro...
- Sabia que hoje é dia mais feliz da minha vida?
- Não, por quê?
- Porque é meu aniversário e vou encontrar meu pai.
- E como chama seu pai?
- José.
O "patrão" se despediu e, enquanto caminhava apressado, sem olhar para trás, chorou. Um choro que não era dele, mas da dor representada pela doce e alegre figura do pequeno filho de Nazaré."

Fiquem em paz,

Jonas

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

So This Is Xmas

Em tempos de Natal, falar de que? De Natal. E de Natal a gente não fala muito, a gente sente.

Coloquem o perú na mesa ( opa! ) aumentem o som e façam um brinde à vida ! A vida que vem de Deus...




Gostei desse aqui. Nossos queridos irmãos de além mar, cantam os muitos de seus sonhos, entre eles não tomar gols do Brasil. Achei oportuno.



Alguém ai lembra de Brenda Lee?



E de Bob Helms? Alguém lembra? Nem eu...



Bacaníssimo, brasileiríssimo, originalíssimo, bem humoradíssimo!



E dessa? quem não tem saudade??



E quem já me conhece sabe que desse não abro mão!

War is over, if you want it!

Fiquem em paz. Feliz natal !!

 

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Fernando Rodrigues aconselha: leia o horóscopo.

Fernando Rodrigues, colunista da Folha, ao comentar a popularidade de Lula o faz de maneira tão simplória que é impossivel resistir e não ler as entrelinhas da pobre análise que ele faz do que seja sucesso de um governante.

Na visão desse moço todo o sucesso de Lula se reduz a situações conjunturais favoráveis e o único mérito que ele é capaz de reconhecer em Lula é sua capacidade de utilizar bem a comunicação com as massas. E só.

Esse Fernando chega ao desplante, pasmém senhoras e senhores, de mencionar no seu precioso texto que mesmo o sucesso da banda The Beatles seria apenas uma feliz coincidencia de seus integrantes estarem na hora certa no lugar certo. Na cabeça desse moço, é só por isso, absolutamente por isso e nada mais que essa banda é considerada uma das melhores bandas de todos os tempos ( estou me segurando pra não dizer a melhor banda de todos os tempos). Que se danem que compuseram canções que já estão na galeria dos clássicos da música mundial. Que nada! São apenas uns otimos marqueteiros.

Talvez quem sabe Jesus Cristo se não fosse apenas por causa dos seus doze apóstolos, também teria caido no ostracismo já no trigesimo quarto ano da Era Cristã. Toda aquela história de amar ao proximo como a sí mesmo, de enfrentar os poderosos da sua época, de dar exemplos de fraternidade e caridade, de batalhar pela inclusão do mais miseráveis, tudo aquilo é uma enorme bobagem. Foram apenas os ventos favoráveis que sopravam naquele tempo, e que devem soprar até hoje, que fazem com Ele continue a ser lembrado 2.000 anos depois.

Voltando ao Lula. Chegar ao fim do governo com emprego pleno no pais, ter superado uma crise internacional da magnitude que foi a de 2008 que faz até hoje com que muitos paises ainda estejam juntando seus cacos enquanto o Brasil só faz crescer, ter permitido a inclusão de milhões de jovens nas faculdades, ter elevado o grau de confiança dos investidores estrangeiros no pais, não falar fino com Washington e nem grosso com a Bolivia e, segundo o proprio Lula, ter tornado os pobres menos pobres sem deixar os ricos menos ricos não é competencia não, deve ser apenas por que ele lê o horóscopo todas as manhãs antes de sair de casa.

E o moço termina sua preciosa análise fazendo ressalvas de que houve avanços e etecetera e tal, mas segundo ele mesmo são só ressalvas.

E ressalvas como se sabe são assim uma espécie de auto-indulgencia para sentar o pau e torcer pra que tudo dê errado.

O texto do Fernando Rodrigues está lá no Aposentado Invocado.

Fiquem em paz,

Jonas

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Canoas virou, mas a Veja.....

A imprensalona, encarnação da direita brasileira, insiste numa cantilena equivocada de que a esquerda, ou as forças progressistas, não podem gerir projetos que levem ao exito.

Há uma clara tentativa em convencer a população de que basta ser de esquerda para ser incompetente. Basta ser esquerda para ser taxado de autoritário, populista, repressor, anti-imperialista e outros tantos adjetivos que remetem a todo tipo de comportamento anti-democrático.

A imprensalona brasileira julga-se fiel depositária da democracia sendo que o entendimento dado à democracia é que é  um regime de valorização das liberdades individuais proporcionando assim o crescimento e o enriquecimento de todos os cidadãos. Não é. A democracia em si mesma não garante nem liberdade e nem crescimento. São necessárias ações dos governos na direção de garantir de fato a liberdade de seus cidadãos, que devem ser livres de ideologias limitadoras e preconceituosas.

Basta vermos por exemplo o pais que até hoje foi visto como a meca da democracia no mundo todo, os Estados Unidos - e que agora foi posto nú rodeado de denuncias de atitudes que seguem o caminho contrário da liberdade de pensamento. A guerra do Iraque é o exemplo mais significativo do que é na realidade a democracia pregada tanto lá como cá. Sem contar a crise estabelecida em 2008 e que mostrou a fragilidade de um pais que se alicerçou ao longo do tempo na crença de que basta permitir a livre iniciativa que tudo o mais se acomoda. Esqueceram-se de oferecer aos seus cidadãos os crivos necessarios para julgar o que lhes convém ou não.

Na ultima campanha eleitoral Lula chamou Dilma de mãe do PAC. A imprensalona correu a criticar dizendo que ao mencionar "mãe" ou "pai" Lula colocava a si mesmo ou a Dilma como mentores, orientadores, de uma população incapaz de guiar-se por si mesma. 

No entanto nenhum governo brasileiro estimulou as diversidades de comportamento, de pensamento e de ideologias como fez o governo Lula e certamente fará Dilma.

Nenhum governo fez o que o governo Lula fez em favor das minorias especialmente na área da educação com a construção de tantas universidades. Nenhum governo fez o que o que fez o governo Lula estimulando todas as minorias a organizarem-se em torno de associações a fim de conquistarem-se seus espaços como cidadãos.

Na verdade um governo de esquerda ou progressista ao dedicar-se aos cidadãos tal e qual um pai ou uma mãe, sabe, este governo, que está preparando individuos que possam lidar com suas vidas de tal maneira que busquem a realização individual, aí sim, dentro de um conceito verdadeiro de liberdade e conhecimento do que quer, liberto de ideologias e padrões rigidos de comportamento, tais como crenças politicas, religiosas e comportamentais.

Em outras palavras: a esquerda age mesmo como um pai e uma mãe que prepara seu filho da melhor maneira para a vida sabendo que lá no futuro esse filho vai abandona-la, vai ter pensamento próprio, e vai, quem sabe, até voltar-se contra aqueles que o criaram. Esse é o verdadeiro conceito de liberdade. A liberdade sem medo de abrir as portas do cativeiro.

A Veja da semana passada publica uma reportagem sobre o municipio de Canoas - RS em que reconhece o sucesso de uma administração petista mas sugere que o prefeito teria abandonado a cartilha ineficiente dos partidos de esquerda. 

Isso chama-se preconceito. Isso chama-se dificuldade de elogiar e de reconhecer que o oposto também tem qualidades. Isso chama-se  aprisionamento de idéias ou a recusa de imaginar que individuos com cores politicas diferentes possam ser capazes, possam ser inteligentes, possam ser bons administradores e ótimos cidadãos.

A matéria da Veja está comentada aqui nesse endereço, e que publica também a resposta do Secretário de Segurança do Municipio que demonstra que o sucesso veio justamente do seguimento irrestrito das propostas do partido.

Fiquem em paz,

Jonas




 

 

sábado, 18 de dezembro de 2010

Musicas para o fim de semana 181210

I love Paris - Les Negresses Vertes



Fico assim sem você - Adriana Calcanhoto




Desaparecido - Manu Chao




Blue velvet - Bobby Vinton




Mais que nada - Pizzicato Five



BEATLES : se não é o melhor lado B da historia é, como toda a certeza, o melhor lado B de toda historia.




Anos Dourados - Tom Jobim



Fiquem em paz

Jonas

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

A árvore humanidade - Mensagem de Natal



Esta foto ai em cima é da arvore de Natal montada no Rio Capibaribe, aqui no Recife. É uma beleza de árvore não é? E nessa época do ano montam-se árvores mundo afora, fica parecendo assim um festival, e é bonito de se ver. E a gente pensa um milhão de coisas. Desde em quantas lampadinhas são necessárias para iluminar uma árvore dessas até no Menino Deus.

E tem uma outra árvore que penso eu, passa sempre despercebida. É uma arvore de tamanho descomunal, imensurável, de idade inimaginável. Muito mais bonita do que todas essas que se vê por ai. Uma árvore semeada talvez em lugar nenhum, em um tempo em que tudo era vazio. E que germinou de um modo espetacular, impossivel de ser contida, a árvore chamada Humanidade. E essa arvore somos nós.

Todos nós plantados no mesmo chão, bebendo a seiva da mesma raiz, fazendo a fotossintese através do mesmo sol. Juntos, intimamente ligados, vivendo as mesmas etapas da vida, todos interligados a todos. Uma hora somos os galhos, outra hora os ramos, as vezes somos flores, outra vezes semente, podemos ser as frutas ou as folhas. Cada um de nós a seu tempo, cumpre seu papel na manutenção da vida desta árvore. Passamos, cada um de seu jeito, os outonos, as primaveras, os invernos e os verões.

Somos dela, para ela e por ela. Sem um não haveria o outro. Viemos todos da mesma Semente, somos todos resultado do mesmissimo Projeto Genético, somos o resultado do gesto do mesmo Semeador. Muitos de nós chamam esse semeador de Deus, outros de Alá, Jaweh, Buda, Dalai Lama, e tantos mais, mas o gesto foi único: semear no seio fértil da mãe Terra a mais rica de todas as sementes: a vida humana.

Assim somos nós. Uma árvore em volta da qual não podemos ficar, dado que somos ela mesma. Uma árvore sob cuja sombra não nos deitamos, pois estamos dentro dela. Uma árvore de cujos frutos não nos alimentamos, pois nós mesmos somos os frutos, e muito menos podemos sentir o perfume de suas flores, pois nós somos as próprias.

O que nos cabe então? Cabe-nos participar da harmonia do tempo da árvore, não interferir na natureza da árvore, respeitando-a como parte integrante e indivizivel da vida, vendo-a como nosso próprio sustento, algo indispensável para a Criação.

Então há que se cuidar dela para que frutifique apenas bons frutos, para que seja sementeira da vida em plenitude. Para garantir nela a realização do gesto do Semeador.

Feliz Natal, fiquem em paz.

Jonas

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

WikiLeaks: nove perguntas corajosas e constrangedoras.

Nove perguntas, a respeito das quais todos nós temos que refletir. 

Para mim a melhor pergunta é a nona. E a segunda melhor é a sexta. Sem contar é claro com o argumento irrebativel de que o Rei está perto de matar o mensageiro por trazer más noticias.

Foram os republicanos que levaram não apenas os Estados Unidos mas uma coligação de países a empreender uma sangrenta guerra e ocupação do Iraque. Com argumentos que Saddan Hussein estava produzindo armas de destruição em massa e que seu governante era um ditador (oportunisticamente os Estados Unidos se esqueceram de informar que Saddan chegou ao poder com o apoio do governo estadunidense).

Deve ser uma estratégia semelhante a que  Ron Paul está usando agora para defender Julian Assange e WikiLeaks. Esquecendo-se oportunisticamente que seu partido foi o responsável para levar os Estados Unidos para o Iraque.

De todo modo em discurso na Câmara de Deputados, Washington, EUA, Ron Paul fez uma defesa impressionante que dificilmente encontraríamos na direita brasileira.
Ron Paul defende Julian Assange e WikiLeaks em discurso na Câmara de Deputados, Washington, EUA
Por Vila Vudu, enviado por mail
10/12/2010
VIDEO de todo o discurso, aqui (em inglês)
Ron Paul's concise nine questions listed here are as good a defense of WikiLeaks as I've seen. http://bit.ly/f8HrmT11/12/2010 1:17 via TBUZZ
Ron Paul não passa de conservador iconoclasta. Pois o deputado Republicano do Texas, com profundas raízes na direita liberal mais tradicional, tomou ontem uma via contraintuitiva, se comparada à retórica tradicional e fixada dos Republicanos mais conservadores, na questão dos WikiVazamentos.
Em discurso emocionado da tribuna da Câmara de Deputados dos EUA [orig. US House floor], Paul hoje comparou o ataque contra Julian Assange a “matar o mensageiro por trazer más notícias”. E propôs nove perguntas de alta provocação, sobre as quais pediu que os norte-americanos reflitam. Adiante, a transcrição das perguntas (via FromTheOld, aqui traduzidas).
Número 1: O povo dos EUA merece saber a verdade sobre as guerras em andamento no Iraque, Afeganistão, Paquistão e Iêmen?
Número 2: Como é possível que um soldado raso tenha acesso a tal quantidade de informação secreta?
Número 3: Por que a hostilidade é dirigida contra Assange, que publicou, e não contra o governo dos EUA, que não soube proteger informações sigilosas?
Número 4: Os 80 bilhões de dólares do nosso dinheiro, que nos custa o trabalho de recolher informações de inteligência, estão rendendo o que nos custam ganhar?
Número 5: O que levou a número maior de mortos: ter metido os EUA nessas guerras, ou a publicação dos telegramas por Wikileaks, ou a publicação dos “Documentos do Pentágono”?
Número 6: Se Assange for condenado por publicar informação que não roubou, que futuro terá a Primeira Emenda e a independência da Internet?
Número 7: É possível que a causa dos ataques histéricos quase universais contra Wikileaks seja mais o interesse de manter escondida uma política externa muito seriamente maculada, do que algum cuidado com a segurança nacional dos EUA?
Número 8: Não haverá imensa diferença entre divulgar informação secreta para ajudar o inimigo em tempo de guerra declarada, o que é traição, e divulgar informação que expõe as mentiras dos governos dos EUA, que promovem guerras secretas, morte e corrupção?
Número 9: Alguém algum dia disse que seria patriotismo defender o próprio governo quando estivesse errado?
Publicado originalmente no blog da Maria Frô

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

A enfermeira, a vaselina e a morte

Todos estamos sabendo da infeliz ocorrencia havida com a enfermeira Katia e a menina Stephanie em razão da troca de embalagens de soro por vaselina.

Paralelamente à tragédia em sí mesma, quero comentar sobre um trecho de uma entrevista que lí da enfermeira.

Diz a enfermeira Katia de uma maneira que me pareceu sincera:

" Fui colocar as garrafas em cima da mesa, eu olhei uma garrafa e vi: 'solução de reparação', que é o soro. E na outra eu olhei, mas eu não vi. Eu acreditei, eu jurava de pés juntos que as duas garrafas se tratavam da mesma coisa. De soro"

e depois:

" - Eu acho que foi um conjunto de erros, um conjunto de falhas. Mas esse instante de que eu olhei para a garrafa, mas não vi, esse momento que meu cérebro desligou - não sei, por causa de outras coisas que eu tinha na cabeça, responsabilidades - esse instante eu não tenho como fugir, como escapar. Mas eu acredito que existem outras coisas que colaboraram para que isso acontecesse"

Nas preleções que faço às minhas equipes eu sempre falo sobre algum tipo de acomodação que é comum acontecer no exercicio das tarefas, em dado momento tudo fica muito mecanico, e pode ser que nesse momento problemas graves aconteçam.

Nós, profissionais de hotelaria, lidamos quase sempre com segurança, higiene e bem estar das pessoas. Se passarmos a fazer tudo mecanicamente vamos acabar prejudicando ou a segurança, ou a higiene ou o bem estar dos outros.

E assim é em todas as profissões. Em qualquer atividade, penso que seja necessário cuidar para que tudo não caia na mesmice, na rotina e consequentemente na desatenção no fazer das coisas.

É preciso estar atento a tudo sempre, pois nada é igual ao segundo anterior, tudo muda o tempo todo. As circuntancias são variantes imprevisiveis, nunca se pode saber o que virá no minuto seguinte.

O soro que a enfermeira injeta, a limpeza que uma camareira faz, uma prova que a professora aplica, a manobra que um motorista executa, tudo deve ser feito sempre com cuidado e atenção como se estivesse sendo feito da primeira vez.

E assim é também nas relações, nas convivencias, onde se deve evitar que as coisas passem a ser feitas mecanicamente, ou sem a atenção desejada. Tudo que se diz deve ser dito com sincero desejo de dizer, tudo deve significar exatamente o que se quer que signifique. Não se pode confundir palavras e nem gestos.

Tudo deve carregar a originalidade da primeira vez. Tudo deve ter o peso da atenção exclusiva. Para onde nosso olhos olham é onde devem estar nossas mãos e nosso coração.

Fiquem em paz.

Jonas

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Documento sabidamente falso, é prova para o Estadão.

A sucursal de Brasília consegue um documento, uma declaração supostamente assinada pelo Chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Alexandre Padilha, avalizando o trabalho do INBRASIL, o tal instituto através do qual o relator do orçamento desviava recursos.

Procurou o Ministro. Na hora, constatou-se que o documento era falsificado. Havia inúmeras evidências, acessíveis a qualquer redação com um mínimo de análise técnica, conforme material que recebi agora à noite:

1. No brasão do documento, o telefone da Secretaria estava errado, assim como o email.

2. O padrão gráfico é diferente do papel timbrado da SRI.

3. O número do RG do Ministro é falso.

4. Sua denominação - "Ministro de Estado chefe da SRI" - incorreta.

5. O CNPJ da empresa avalizada é. Bastava colocar em um programinha simples para constatar que era inválido.
6. Havia mais. A assinatura do Ministro era scaneada, conforme se conferia a olho nu. Bastava clicar na assinatura para aparecer o contorno da imagem.
7. Bastava ir às propriedades do documento para saber que foi escrito em Br-Office, um editor de texto. Documentos legais são scaneados diretamente do papel. Documentos PDF a partir de um editor de texto é sinal evidente de manipulação. Qualquer adolescente medianamente informado sabe disso.


Tinha-se, enfim, uma reportagem sobre um documento falsificado envolvendo um Ministro de Estado. O repórter foi informado, até escreveu um boxe sobre isso. Essa informação não fo sonegada da direção de redação do jornal.

E tinha-se a principal suspeita - a ex-assessora que afirmava ter obtido a carta do Ministro.

A direção de redação - provavelmente Marcelo Beraba, um dos criadores da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), que se supunha o último centro de reportagem correta da mídia - decidiu ignorar todos os sinais de falsificação e imputar o documento ao Ministro Padilha.

A manchete de primeira página foi esta:
Internamente, na página 4, a matéria principal foi essa:

Na parte inferior da página um boxe, com Padilha tentando explicar que o documento apresentado era falso.


Originalmente publicado no: EsquerdoNews: Estadão acusa ministro com "documento" que sabia ser falso
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domingo, 12 de dezembro de 2010

Nascimento de Jesus nas novas midias

Muito bem bolada e bem humorada essa "narrativa moderna" do nascimento de Jesus Cristo.

Gostei de dois pontos em especial: Maria passando o email para José, e José convidando os Reis Magos para conhecerem o Menino.



Fiquem em paz,

Jonas

sábado, 11 de dezembro de 2010

Musicas para o fim de semana

Souvenir of China - Jean Michel Jarre




Primavera - Vivaldi - Kyung Wha Chung




A Paz - Gilberto Gil



Isn't It A Pity? - George Harrison - Billy Preston



While My Guitar Gently Weeps - George, Paul, Ringo Eric Clapton



Fiquem em paz

Jonas