terça-feira, 16 de novembro de 2010

O conceito de liberdade

Primeiro assista esse video de um sujeito chamado sei-lá-o-que Prestes comentarista de um telejornal da RBS ( braços da Globo) de SC,  e quem sabe você pode ter sinonimos mais adequados pra esse ordinário , dado que minha indignidade é tanta que eu só consigo pensar em nazifascismo.

Depois leia o texto colocado abaixo do video.



Xerocado do Blog do Esquerdopata

O CONCEITO DE LIBERDADE

Hegel e nós
VLADIMIR SAFATLE

Uma das ideias mais atuais de Hegel diz respeito ao conceito de liberdade.
Ela consiste em lembrar que toda discussão sobre liberdade é inócua se não começar por responder quais condições sociais são necessárias para que uma vida livre possa ganhar realidade.

Um exemplo interessante já fornecido por Hegel dizia respeito à tendência, no interior das sociedades de livre mercado, de pauperização de largas camadas da população devido à concentração de riquezas. Já no começo do século 19, um pensador da envergadura de Hegel não se espantaria se descobrisse que, enquanto o PIB norte-americano por habitante cresceu 36% entre 1973 e 1995, o salário horário de não-executivos abaixou em 14%.

O paradoxo de sociedades que produzem cada vez mais riquezas enquanto tendem a concentrar sua circulação não vem de hoje.

Para Hegel, este não era um problema de "justiça social", mas sim de condições de efetivação da liberdade. Não é possível ser livre sendo miserável. Livres escolhas são radicalmente limitadas na pobreza e, por consequência, na subserviência social. Posso ter a ilusão de que, mesmo com restrições, continuo a pensar livremente, a deliberar a partir de meu livre-arbítrio individual.
Um pouco como o estoico Epiteto, que dizia ser livre mesmo sendo escravo. No entanto, uma liberdade que se reduziu à condição de puro pensamento é simplesmente inefetiva. Ela determina em muito pouco as motivações para o nosso agir.

Assim, uma questão fundamental para a realização da liberdade estava ligada à constituição de um Estado com forte capacidade tributária. Estado capaz de, com isso, diminuir as tendências de concentração de riqueza e de pauperização, como já vimos em outros momentos da história.

Isso permitia a Hegel lembrar que a defesa da liberdade não passava pela crença liberal da redução do Estado a simples ator responsável pela segurança pessoal, assim como pela garantia das propriedades e contratos. Ao contrário, era necessário um ator social capaz de limitar as tendências paradoxais das sociedades civis de livre mercado, quebrando o puro interesse dos particulares.

Mas esta "quebra" e esta "limitação" eram as condições para a realização concreta da liberdade. Pois não se explica o que é liberdade partindo dos sistemas individuais de interesses, embora eles não possam ser simplesmente excluídos. "Liberdade" não é apenas um modo de relação a si, mas também um modo de relação social. Por isto, aqueles para quem o Estado é uma espécie de monstro a limitar as nossas possibilidades de autorrealização talvez não saibam o que dizem.




Os ultimos anos de um império chamado Globo

Xerocado do Blog do Julio Garcia



Renato Rovai escreve:

Há elementos bastante sólidos para se afirmar que as Organizações Globo estão vivendo seus últimos anos de império e que para breve ela será apenas mais um grupo de comunicação no Brasil. A audiência da TV aberta, que é o carro chefe da emissora vem caindo de forma constante há algum tempo.

Além disso, a Globo tem perdido telespectadores tanto para a concorrência como para a Internet. Os jovens já passam mais tempo no computador do que na frente da TV. Além do que, na Internet a Globo é mais uma. Seu portal não é nem o maior do país.

Agora, há dois novos elementos que são pilares fundamentais do poder da Globo que podem torná-la ainda mais fraca nos próximos anos. O primeiro tem relação com a decisão recente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cadê) que tirou da emissora a preferência pela renovação dos direitos do Campeonato Brasileiro das temporadas de 2012 a 2014.

A Rede Record está em polvorosa com a notícia. E há apostas de que o grupo do bispo pensa em dobrar o valor pago hoje pelos Marinhos, de 500 milhões ano para 1 bilhão.

Se isso vier a acontecer e a emissora paulista, que já venceu a concorrência pela transmissão dos Jogos Olímpicos de 2012, passará a ter a hegemonia da cobertura esportiva. No caso do Campeonato Brasileiro, se a Record vencer mais essa ela passa a ter condições objetivas de derrotar a Globo no horário nobre.

O melhor horário para os jogos da semana é o das 20h, 20h30. Mas por conta do Jornal Nacional e das novelas, a Globo faz com que eles se iniciem cada dia mais tarde. Antes eram 21h15 e agora já estão começando às 22h. Isso diminui consideravelmente o público nos estádios.

A Globo também só transmite um jogo por semana. Se a Record vier a ganhar o Brasileirão, ela vai fazer exatamente ao contrário. Transmitirá os jogos no horário nobre tanto para poder vender publicidades por um preço melhor, quanto para tirar audiência da sua principal concorrente. E empurrar as novelas para segundo lugar no horário.

Além disso, ao invés de transmitir apenas um jogo por semana, vai tentar fazer o maior número possível de partidas. Ou seja, vamos ter jogos nos canais abertos nas quartas e quintas e talvez em até dois horários nesses dias. Algo como o jogo das 19h e o das 21h. Além disso, o campeonato da série B provavelmente vai ser negociado com alguma parceira, como SBT ou a Rede TV pra ser transmitido nas terças e sextas em horários também nobres. E vão arrancar alguns pontinhos das novelas nos outros dias.

Boa parte da audiência e dos lucros da Globo tem relação com o futebol. Ele é uma das galinhas dos ovos de ouro da emissora. É quem paga boa parte das contas. O núcleo de novelas também é o responsável por uma considerável parcela das receitas e da audiência da emissora. Ou seja….

O segundo elemento que pode levar a derrocada da empresa dos Marinhos ser mais rápido do que o imaginado é que pela primeira vez desde 1964 que há indícios claros de ela não vai ser a toda poderosa do Ministério da Comunicação.

Há muitas articulações tanto no meio empresarial, quanto na sociedade civil e na classe política para impedir que novamente o futuro titular da pasta seja pau-mandado do Jardim Botânico.

Um importante dirigente partidário disse a seguinte frase que resume o animo da tropa governista: “Dessa vez eles perderam mesmo. Quando decidiram apoiar radicalmente o Serra fizeram uma opção. Vão ter o direito sagrado de ser oposição, inclusive no ministério da Comunicação”.

Amém!

Eu sabia que existia uma otima razão para eu amar os Beatles.

Xerocado do Blog do Saraiva

A beatlemania, 40 anos depois, segundo o jornal L'Osservatore Romao


"Por que os Beatles são tão superiores? É fácil dizer que a maior parte dos seus concorrentes são lixo. Mais importante é afirmar que a sua superioridade é tangível: toda canção dos últimos três álbuns é memorável. Os melhores exemplares entre essas melodias memoráveis – e são um vasto percentual ("Here, There and Everywhere", "Good Day Sunshine", "Michelle" e "Norwegian Wood" já são clássicos) – suportam a comparação com às dos compositores da grande época da música: Monteverdi, Schumann, Poulenc".

A reportagem é de Gaetano Vallini, publicada no jornal L'Osservatore Romano, 14-11-2010. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Que um famoso regente de orquestra como Riccardo Chailly afirme hoje amar os Beatles e que "Yesterday" lhe lembre a Terceira de Mahler não causa tanta admiração. Mas, em 1968, o compositor de música clássica Ned Rorem mostra certamente uma boa dose de coragem ao aproximar o nome dos Beatles aos dos clássicos da música "séria". Porém, o artigo do qual foi tirada a citação, publicada no dia 18 de janeiro na New York Review of Books, depois de anos de resenhas escritas com incontida suficiência pelos especialistas, abre finalmente um debate entre os adeptos dos trabalhos sobre o valor das composição da banda.

O artigo de Rorem pode agora ser lido no livro "Read The Beatles" (Roma, Ed. Arcana, 2010, 541 páginas), editado por June Skinner Sawyers, uma antologia de escritos da época sobre o impacto, a influência e a modernidade dos quatro rapazes de Liverpool que mudaram para sempre a face da música e da sociedade.

Por meio de mais de 50 artigos, ensaios, entrevistas e trechos de livros – alguns dos quais raros, outros conhecidos, como a entrevista de Jonh Lennon a Maureen Cleave para a Evening Standard de março de 1966, com a frase sobre os Beatles mais populares do que Jesus –, a organizadora percorre todo o arco da carreira dos Fab Four.

Principalmente os artigos dos primeiros anos são interessantes, entre exaltações tão imprudentes quanto proféticas, poucas na verdade, e críticas conformísticas e tranquilizadoras, bem mais numerosas. De fato, apesar do impressionante e inesperado sucesso, a opinião comum é de que os Beatles são só uma moda passageira que se exauriria rapidamente, como todas as manias dos jovens. Porém, não sem preocupação, já que o Daily Mail, abordando a beatlemania, se pergunta com uma certa ansiedade: "Para onde isso irá nos levar?".

A grande maioria se detém na exterioridade. No dia 18 de novembro de 1963, a Newsweek publica um artigo desprezível e anônimo – um dos primeiros nos EUA – que, depois de ter ironizado sobre o look dos Beatles, explica: "A sua música é um dos sons mais persistentes na Inglaterra, desde que as sirenes dos ataques aéreos não estão mais em funcionamento (...). É penetrante, tocada em um volume mais alto do que a razão humana e também é surpreendentemente repetitiva. Como o rock'n roll, ao qual se aproxima, causa mais efeito olhá-la do que escutá-la. Os rapazes se sacodem, saltitam e giram ao redor de si mesmos. Parece que uma vez até beijaram as guitarras".

Mas, no dia 1º de dezembro de 1963, na New York Times Magazine, Fredrick Lewis é mais moderado: "Na base, trata-se de rock'n roll, mas menos formal e levemente mais inventivo. O seu espetáculo, que inclui também discursos ao longo dos vários temas, é divertido e audaz", envolvendo "todas as classes sociais e todos os níveis de inteligência".

Há também quem veja na beatlemania uma "ameaça" para a sociedade, como Paul Johnson, que, na New Statesman do dia 28 de fevereiro de 1964, não se deixa impressionar pelo sucesso dos Beatles. Perturbado pelo "novo culto da juventude", o jornalista estigmatiza uma intervenção do ministro da Informação, William Deedes ("ex-aluno da prestigiosa Harrow School", precisa com sarcasmo), que, sobre os Beatles, não sem clarividência, havia dito: "Preanunciam um movimento cultural que está ganhando vida entre os jovens e que poderia começar a fazer parte da história do nosso tempo. Diante dos olhos de todos, está acontecendo algo importante e encorajador".

"Se os Beatles e os seus pares – lamenta Johnson – são aquilo que efetivamente a juventude britânica quer, não nos resta nada mais senão nos desesperar. Recuso-me a acreditar nisso (...). Há 16 anos, eu e os meus amigos havíamos escutado pela primeira vez a execução da Nona Sinfonia de Beethoven: lembro ainda hoje com entusiasmo. Não desperdiçamos nem 30 segundos do nosso preciosíssimo tempo com os Beatles e os seus semelhantes (...). O que o senhor Deeds não consegue entender é que a verdadeira nata do povo dos adolescentes, os rapazes e as moças que serão os verdadeiros criadores e líderes da sociedade de amanhã, não se aproximam nem de um concerto de música pop".

Ipse dixit. Mas já na época há quem se detenha no valor musical dos Beatles. Pioneiro é o artigo publicado no Times do dia 23 de dezembro de 1963. Seu autor é William Mann, que porém não o assina, talvez para não danificar a sua fama de crítica de música clássica. Mann define Lennon e McCartney como "dois jovens e talentosos musicistas" e faz isso falando de guitarras "frescas e harmoniosas", de um "uso alegre e frequentemente instrumental do dueto vocal", de "mudanças da superdominante de Dó maior para Lá bemol maior e depois a modais de extensão menor", que são a sua "marca de fábrica".

E depois de ter destacado que, "por décadas, as canções pop inglesas sempre foram reconhecidas com prestígio pelos EUA", o crítico indica que as músicas da dupla têm um "caráter indigno muito claro". Por isso, "a notícia de que agora os Beatles se tornaram os favoritos também do público norte-americano é carregada de uma certa e gratificante ironia".

Porém, a chegada triunfal dos Beatles aos EUA se contrapõe à atitude desprezível com a qual a imprensa mais tradicional os acolhe. "Dotados de um certo talento (...), os Beatles são 75% publicidade e 20% cortes de cabelo, mais 5% lamentos ritmados", escreve John Horn, crítico televisivo do New York Herald Tribune. "São, mais do que outra coisa, um número de magia, que deve menos à Inglaterra do que ao circo Barnum". O Washington Post os define como "assexuados e banais", enquanto o Washington Star descreve como "mínimo" o seu talento musical, acrescentando: "Nós jamais desenfornamos um Shakespeare, mas também jamais desenfornamos um Beatles".

Em 1964, entra em cartaz o filme "A Hard Days Night", precursor dos modernos videoclipes, e Busley Crowther, no New York Times, fala dele como de "uma comédia formidável". O sucesso é irrefreável, tanto que, na Cosmopolitan de dezembro, Gloria Steinem define os Beatles como "a única grande atração do mundo".

E isso nada mais é do que o começo. O melhor ainda está por vir. Depois de "Help" e de "For Sale", entre 1965 e 1966, chegam também "Rubber Soul" e "Revolver", os álbuns da definitiva passagem entre um velho (de apenas dois anos, mas que já mudou a música) e um novo que levará a uma verdadeira revolução.

Mas isso tem um preço. Em setembro de 19666, quando as vendas começam a cair durante aquela que se tornará depois a sua última turnê, a Time propõe a pergunta: "A Beatlemania acabou?". Pensa-se que, depois da novidade inicial, o fenômeno está se atenuando. Os Beatles, além disso, deixam as arenas pelos estúdios de gravação.

Mas depois chega "Sgt Pepper's Lonely Hearts Club Band" (1967), e o efeito é devastador. Quase toda a imprensa mundial o saúda como a uma obra-prima. A Newsweek compara as músicas de Lennon e McCartney às obras de Alfred Lord Tennyson, Edith Sitwell e T. S. Eliot, enquanto o crítico teatral do Times, Kenneth Tynan, define o lançamento do álbum como a "um momento decisivo para a história da civilização ocidental". Não falta, porém, algumas vozes fora do coro. Richard Goldstein, no New York Times, define o disco como "fraudulento", sde "efeito geral sobrecarregado, que segue a moda e desordenado", levantando não poucas reações ressentidas.

O ano de 1968 traz novas turbulências conhecidas: nesse clima ardente, os Beatles gravam a primeira versão de "Revolution", depois inserida no "White Album", que não agrada à imprensa de esquerda por causa da sua ambivalência, mas que a Time considera "entusiasmante".

Mas os quatro já sentem que o fim está perto. Exatamente no tempo de realizar o belíssimo "Abbey Road" no verão de 1969, a separação é oficializada no dia 10 de abril do ano seguinte. Para quase todos no mundo, é um evento inesperado. "Porque – como escreve Mark Hertsgaard – os Beatles não representavam simplesmente a sociedade artística mais extraordinária do seu tempo, mas eram também o seu símbolo cultural mais importante".

Apesar disso, no momento do fim, os críticos se perguntam se a música dos Fab Four irá durar. "Logo, a próxima geração irá criar novos símbolos por meio dos quais irá se identificar, que terão pouco sentido para todos nós, para os quais os anos 1960 significaram tanto", escreve Dorothy Gallagher na Redbook em setembro de 1974, acrescentando melancolicamente: "Se a música dos Beatles, como grupo ou como solistas, irá sobreviver ainda é uma questão a ser descoberta. Mas, no que se refere a nós, podemos dizer que os Beatles marcaram as nossas vidas de modo indelével". (( FIM ))

E qui nesse link você pode ficar sabendo que Steve Jobs até que enfim assinou acordo com os detentores dos direitor autorais da discografia Beatle  e agora você pode baixar musicas para o seu iTunes diretamente da web.

E nesse outro link deliciosos aperitivos musicais desses genios.

E a seguir um video montado por esse apaixonado por todas as partituras dos 4 cabeludos de Liverpool. É o lado B do Abbey Road. Que, segundo o Lê - meu filho- se não o for o melhor lado b da história da musica é com certeza o melhor lado b da historia da música.

Fiquem em paz.
Jonas

Como cultivar a exclusão social em São Paulo

xerocado do Blog do Sakamoto


Daqui a uma geração, quando estudarem a arquitetura de nossa época, além dos prédios em forma de melancia e dos espigões de aço e vidro azul, outra coisa, menos bonita por certo, chamará a atenção. Temos gasto muito tempo e inventividade para criar formas de excluir do convívio da cidade aqueles para os quais nunca abrimos as portas dos direitos econômicos – e isso não passará despercebido.

Reuni alguns desses métodos informais em forma de manual. Apesar de não estarem publicados e não seguirem padrões da ABNT, existem e fazem vítimas diariamente, ainda mais em noites frias e chuvosas como essas pelas quais estamos passando. Registrar isso serve para lembrar o quanto somos ridículos e ajudar o pessoal que vai nos julgar amanhã. Espero que não tenham dó ou piedade.

1) Áreas cobertas em viadutos, pontes, túneis ou quaisquer locais públicos que possam receber casas imaginárias do povo de rua devem ser preenchidas com concreto. A face superiora não deve ficar paralela à rua, mas com inclinação suficiente para que um corpo sem-teto nela estendido e prostrado de cansaço e sono role feito um pacote de carne velha até o chão.
1.1) Outra opção, caso seja impossível uma inclinação acentuada, é o uso de floreiras, cacos de vidro ou lanças de metal. É menos discreto, mas tem o mesmo resultado.

2) Prédios novos devem ser construídos sem marquises para impossibilitar o acúmulo de sem-teto em noites chuvosas.
2.1) Caso seja impossível por determinações estéticas do arquiteto, a alternativa é murar o edifício ou cercá-lo. A colocação de seguranças armados é outra possibilidade, caso haja recursos para tanto.
2.2) Em caso de prédios mais antigos, uma saída encontrada por um edifício na região central de São Paulo e que pode ser tomada como modelo é a colocação de uma mangueira furada no texto, emulando a função de sprinklers. Acionada de tempos em tempos, expulsa desocupados e usuários de drogas. Além disso, como deixa o chão da calçada constatemente molhado, espanta também possíveis moradores de rua que queiram tirar uma soneca por lá.

3) Bancos de praça devem receber estruturas que os separem em três assentos independentes. Apesar disso impossibilitar a vida de casais apaixonados ou de reencontros de amigos distantes, fará com que sem-teto não durmam nesses aparelhos públicos.
4) Em regiões com alta incidência de seres indesejáveis, recomenda-se o avanço de grades e muros para além do limite registrado na prefeitura, diminuindo ao máximo o tamanho da calçada. Como é uma questão de segurança, o fiscal pode “se fazer entender” da importância de manter a estrutura como está.
5) Cloro deve ser lançado nos locais de permanência de sem-teto, principalmente nas noites frias, para garantir que eles não façam suas necessidades básicas no local. Caso não seja suficiente, talvez seja necessária a utilização de produtos químicos mais fortes vendidos em lojas do ramo, como vem fazendo algumas lojas no Centro da cidade. A sugestão é o uso de um aspersor conforme o item 2.2, mas instalado no chão.

Já que não se encontra solução para um problema, encobre-se. É mais fácil que implantar políticas de moradia eficazes – como uma reforma urbana que pegue as centenas de milhares de imóveis fechados para especulação e destine a quem não tem nada. Ou repensar a política pública para usuários de drogas, hoje baseada em um tripé de punição, preconceito e exclusão e, portanto, ineficaz. Muitos vêem os dependentes químicos como lixo da sociedade e estorvo ao invés de entender que lá há um problema de saúde pública. As obras que estão revitalizando (sic) a região chamada de Cracolândia, têm expulsado os moradores da região – para outros locais, como a Barra Funda e Santa Cecília. Contanto que fiquem longe dos concertos da Sala São Paulo, do acervo do Museu da Língua Portuguesa e das exposições Estação Pinacoteca uó-te-mo.

Melhor tirar da vista do que aceitar que, se há pessoas que querem viver no espaço público por algum motivo, elas têm direito a isso. A cidade também é deles, por mais que doa ao senso estético ou moral de alguém. Ou crie pânico para quem acha que isso é uma afronta à segurança pública e aos bons costumes. Em vez disso, são enxotados ou mortos a pauladas (sem que ninguém nunca seja punido por isso) para limpar a urbe para os cidadãos de bem.

PS: Recado à turma que entalou um “tá com dó leva para casa” na garganta: cresçam.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

vai pensando ai....

xerocado do Blog da Maria Fro

Folha demite Amorim e muda politica externa brasileira

xerocado do Blog do Azenha ( Viomundo)

Ontem a Folha de S. Paulo demitiu Celso Amorim do governo. Disse que o ministro foi “desconvidado” do encontro do G20, na Coreia do Sul, pelo próprio governo. Hoje Celso Amorim esclarece que foi ele quem pediu para não ir, já que a ênfase do encontro era nas questões econômicas. A mentira saiu com destaque. O desmentido, miudinho.

A Folha não apenas demitiu Celso Amorim, como tirou o ex-embaixador brasileiro nos Estados Unidos, Antonio Patriota — ligado a Amorim — da lista de ministeriáveis. Colocou no lugar dele o José Viegas Filho e o Nelson Jobim. O Jobim, aliás, está em todas. Hoje, em editorial, a Folha dá uma guinada na política externa brasileira.

Duas coisas me impressionam profundamente neste período pós-eleitoral: 1. a desconexão entre os fatos e o noticiário; 2. o lobby descarado que os jornais fazem em defesa de seus candidatos ao ministério e dos “programa de governo” que formulam. É como se a população tivesse eleito a Folha para governar. Eu não consigo ler mais nenhuma “notícia” sem esperar pelo desmentido dela no dia seguinte.

O nível dos jornais brasileiros é uma lástima. O Valor Econômico, que é o menos ruinzinho, mandou um repórter para o Vietnã, fazer reportagem sobre o plantio de arroz, sob patrocínio da Syngenta! Embora tenha noticiado no pé da “reportagem” que a viagem tinha sido paga pela Syngenta, o jornal não esclareceu o que é a Syngenta. No texto, o repórter atribui parcialmente à ideologia a rejeição de rizicultores vietnamitas aos “pacotes” tecnológicos da Syngenta. Fica parecendo que os pacotes tecnológicos da Syngenta são milagrosos e que os vietnamitas não tem apenas 5 mil anos de desenvolvimento da tecnologia de plantio de arroz. O repórter não reserva uma linha sequer à vasta literatura existente sobre o papel exercido pelas grandes corporações do agronegócio — dentre as quais figuram com destaque a Syngenta e a Monsanto –, que tentam cercar o mercado das sementes, do veneno e dos fertilizantes.

Estamos falando de um jornal que, em tese, deveria servir aos formuladores das políticas públicas brasileiras.

No entanto, serve ao lobby descarado.

Já que santo de casa não faz milagres…

Durante algum tempo eu usei o meu querido Sauva com o proposito de provocar nos meus raros e caros leitores algum tipo de reflexão sobre comportamentos humanos em geral. Fiz isso de uma porção de jeitos: com textos de minha própria e pobre lavra, com poemas que catei por ai, com musicas, comerciais, cronicas do meu dia-a-dia e tudo o mais, sempre com a mesma intenção: dizer que é preciso deitar um novo olhar sobre nossa maneira de lidar com nossos semelhantes, conosco mesmo e com tudo o mais que vive sobre a terra.

E eu estava mais ou menos feliz assim. Mas vieram as eleições. E aconteceu alguma de minhas maiores frustrações: eu vi, ouvi e senti ódio, preconceito, racismo, xenofobia e outros sentimentos um tanto menos nobres alardeados pela web, e pela imprensa escrita, falada e enxergada. 

Mas pensei, bem as eleições vão passar e ganhe quem ganhar, no dia seguinte todo mundo vai cuidar da sua própria vida e as coisas voltarão aos seus lugares. 

De novo ví que tristemente me enganei. O odio, o racismo, a intolerancia aumentaram de volume e de cor. Ao invés dos perdedores juntarem seus cacos e retirarem-se para pensar numa articulação mais eficiente e menos suja – e que possibilitem uma vitória nas próximas eleições - parece que ensandeceram de vez: o que antes era dito com algum constrangimento agora é bradado alto e em bom som.

Quem me conhece sabe que sou paulistano na certidão de nascimento, filho de pais paulistas, e pai de filhos paulistanos que foram gerados por minha esposa baiana, e sabem que sou católico, heterossexual e corintiano. E sabem também que meu coração é de ser humano.

Porém cheguei ao meu limite de tentar entender com paciencia, tolerancia e muitas vezes em silencio, as sandices que ouço e vejo todos os dias em relação aos nordestinos, negros, gays, mulheres, pobres, judeus, umbandistas, muçulmanos, e outros grupos de seres humanos. 

E como se não bastasse essa grita irada e descomposta se manifestou também entre alguns de vocês meus raros e caros leitores e sendo assim concluo, como eu disse lá no titulo desse texto, que esse santo aqui não está fazendo milagre em sua casa.

De hoje em diante outros santos passarão a frequentar o Saúva e quem sabe esses serão melhores intercessores que eu. 

O Saúva passará a replicar todas as noticias e idéias que combatam as ideologias separatistas em que nivel for: de naturalidade, sexo, idéias, religião e tudo o mais. Republicarei aqui em especial as publicações dos blogs sujos – aqueles que foram excluidos da massa cheirosinha e limpinha da sra Catanhede – mas não necessáriamente só desses.

É preciso que tenhamos debates, discussões e usemos toda a genialidade humana na descoberta de novas formas de organizar a sociedade, mas que tudo isso venha ao encontro do bem comum. Que sirva de união entre todos e não de separação. Já passou da hora de descobrirmo-nos apenas seres humanos e nada mais que isso.

Alguns de voces não está nem um pouco interessado nisso. É simples: basta não ler. 

E aguardarei com sincera ansiedade o contraponto civilizado e agregador daqueles que podem contribuir para a melhoria de nosso país.

E aproveito para dizer que estou no twitter: @jotagebece Que é outra ferramenta que me convenceu ser muito eficaz no combate aos despautérios perpretados por quem não sabe perder.

Fiquem em paz,

Jonas

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Pegadinha e Budweiser

Uma daquelas classicas pegadinhas. Uma cabine dessas de tirar fotos foi colocada  na entrada de um cinema com o convite para o pessoal tirar  " fotos gratuitas para o Hallowen" , mas trata-se mesmo da divulgação de um novo filme da série: Jogos Mortais. Sacô?



E aqui duas ações para a Budweiser.

A primeira delas é um jogo de bilhar no terraço de um edificio (remember Let It Be!). As encaçapadas resultam em bolas rolando pelas ruas ruas da cidade. Bacana. A musica é tocada pela banda Air.



E a segunda é de 2009. Trilha sonora da música Beatle ( será que é por isso que estou postando isso ) de nome All Together Now executada pela banda The Hours e mostra cenas de pessoas soletrando e interpretando a letra da musica.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Aborto: uma questão pública ou religiosa?

Nas ultimas eleições foi trazido para a discussão a aceitação ou não do aborto com a premissa de que a depender do posicionamento dos candidatos à presidencia aumentariam suas chances de  serem eleitos ou não.

O primeiro equivoco está no entendimento de que tal assunto seja da esfera presidencial. Não é. Mais produtivo seria ter levado esse assunto aos canditados ao senado e a camara federal sendo que, a esses sim, cabe a responsabilidade de legislar sobre o assunto.

O segundo equivoco é reduzir essa discussão a um simples sim ou não, sou contra ou sou a favor, sem o aprofundamento necessário para entender-se as razões dessa prática a respeito da qual, em principio, a maioria, e eu inclusive, é contra.

Somos contra por que somos religiosos por natureza. Mas é bom que se diga que não somos eclesiais. Os religiosos cristãos amam ao Deus de Jesus e trazem em sí as máximas ditas por Ele: ame ao seu próximo como a si mesmo e não faça aos outros o que não quer que façam para si mesmo.

Já os seres eclesiais estabelecem dogmas, e muitas vezes põem-se a interpretar a Palavra de Deus segundo a visão de si mesmos cuja vida é dedicada, na maioria das vezes, exclusivamente ao Ministério.

Foi com esse sentimento eclesial que a Igreja Católica determinou que o aborto é crime a partir do quadragesimo dia da fecundação dentro de um entendimento que é nesse momento que se inicia a vida propriamente dita segundo pensamentos de São Tomás de Aquino.

Esses 40 dias podem ser apenas uma baliza, um ponto de referencia. Dado que a vida tem seu inicio em um momento indeterminado. Pensemos que um casal  ao unir-se para fecundar um óvulo precisa antes de tudo estar vivo é óbvio, e além disso precisa preencher umas certas condições fisicas que vão acabar permitindo a tal fecundação. Sendo assim é possivel dizer que a vida do feto começou com esse casal. A este casal foram dadas condições de multiplicar a vida e portanto o inicio da vida pode estar neles mesmos.

Agora, não olhemos para a vida humana apenas. É preciso lembrar que um sem fim de coincidencias e sintonias precisam acontecer na antureza para que seja propiciada a vida. Desde o oxigenio, a água, o dia e a noite, passando por toda a cadeia que chamamos de alimentar, enfim tudo que existe nos mundos mineral, vegetal e animal contribui para que a vida humana aconteça.

É indispensável portanto que amemos e preservemos a vida toda , humana ou não, desde e para sempre. E esse amor e essa preservação passa obrigatóriamente pela compreensão da falibilidade humana, das desordens emocionais, pelas tragédias pessoais, pelas violencias, pela diversidade cultural, pelas condições sociais, ambientais e economicas e pelos planos sociais equivocados adotados por tantos governos descuidados com a vida.

Temos pois que, antes de tudo devemos buscar a realização e a plenitude humanas tal e qual preconizadas pelo Deus de Jesus Cristo,  a fim de minimizar as confusões que podem levar a adoção do aborto como solução para a chamada gravidez indesejada. Seres humanos - homem e mulher - plenamente realizados e no máximo do uso de seus dons não ficam gravidos de maneira indesejada.

Uma sociedade perfeitamente equilibrada, justa social e culturalmente, não haverá de buscar a morte como solução para a vida. Ao contrário, uma sociedade equilibrada pode proporcionar aos seus individuos a festa do nascimento de uma  vida, a alegria de ver surgir em seu seio mais e mais vidas amorosas. Um sociedade realizada amorosamente saberá acolher todos os novos seres sem mais ódios, sem mais medos, sem mais violencias, coisa que vemos acontecer, infelizmente e todos os dias.

Devem portanto as Igrejas e o Estado sintonizarem-se sem imposições, sem arrogancia, sem o autoritarismo próprio de quem já decidiu tudo sobre a Verdade e a Vida, e buscarem com humildade soluções para esse descalabro ao qual tantas mulheres se submetem todos os dias e muitas vezes morrem e que se chama aborto.

O Estado, apesar de laico, deve entender que de suas ações pode depender o bem estar espiritual de seus cidadãos. As Igrejas, eminentemente orientadoras espirituais, devem compreender as ambições de seus fiéis colocando-se como interlocutora destes com o Estado.

Fiquem em paz,

Jonas

terça-feira, 19 de outubro de 2010

A receita

Chico Buarque, em sua música Paratodos, nos dá uma receita para curar uma porção de males, quase todos os males.

E eu fiquei com vontade de acrescentar um mal que ele não citou. Me dá licença mestre Chico, me perdoe a ousadia por favor, mas nos dias de hoje era bom que divulgassemos esse seu remédio como cura também do racismo, do ódio religioso, da raiva segregacionista. É bom também algumas doses desse seu remédio para curar a mentira demagógica, a intromissão violenta nas questões de foro intimo.

Contra tudo isso tomemos doses exageradas de nossa brasilidade. E em breve estaremos na rua fazendo um carnaval bem ao nosso modo para festejar a nossa cura.

Fiquem em paz.

Jonas

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Ave Maria de Gounod

Reflitamos um pouco sobre o que temos em nossas mãos por esses dias. Pensemos a respeito do mundo estamos que construindo para os que virão depois de nós. Rezemos e fiquemos em paz.

Jonas

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

O Quinto Beatle

É bem comum ouvir por ai essa expressão “ quinto Beatle”  e que refere-se  às pessoas que estiveram em torno do quarteto ajudando-os no desenvolvimento e execução do seu trabalho.

Muita gente fala no tecladista Billy Preston ou no o assessor de imprensa Derek Taylor ou ainda num dos principais executivos da gravadora Apple, Neil Aspinall. A lista é grande.

E tem George Martin. Produtor e arranjador, do inicio ao fim da banda, de todas as músicas compostas pelos quatro cabeludos de Liverpool.

George Martin foi o principal incentivador da banda. Olhem só o que ele disse ao reporter Geneton Moraes sobre seu trabalho no começo do quarteto: 

"Quando comecei a trabalhar com os Beatles, logo no primeiro ano,depois que eles gravaram "Please, Please Me", eu disse: "Senhores, este é o primeiro sucesso..". Propus um desafio: "Agora, tragam-me algo melhor!". Os dois voltaram com "From Me To You" - que era boa. Depois, me trouxeram "She Loves You", melhor ainda. Em seguida, "I Wanna Hold Your Hand",fantástica! A cada vez, compunham algo diferente da anterior. Não era como "Guerra nas Estrelas I", "Guerra nas Estrelas II", "Guerra nas Estrelas III". Davam um tratamento original".

"Digo que esta curiosidade e este esforço para transpor o horizonte é que caracterizaram o pensamento de John e Paul. Isso é que os fez tão bons! Sempre tentavam melhorar, sempre tentavam ser mais originais. Perguntavam-me: "Que som podemos ter? O que é que você pode nos dar? O que é que não sabemos ainda? Ensine!".

Ou seja George Martin dedicou-se a desafiar John e Paul contibuindo assim para que viessem tocar em nossos ouvidos algumas das melhores músicas compostas nesse planeta.

E Martin tinha também sua veia criativa. São dele algumas das musicas da trilha sonora do filme Yellow Submarine, um desenho animado estrelado pelos Beatles. 

Como se sabe o filme é a história de um terra onde seus habitantes eram ameaçados pelos Azuis que não gostavam e nem permitiam que se tocassse música. 
 
Então o sargento Peppers, de Pepperland, chama os Beatles para ajudar a combater os tais Azuis.

Durante a viagem os Beatles atravessam várias terras ou paises que vão dando significado às musicas da trilha sonora ou vice-versa.

Destaco para voces a música Pepperland, composta por George Martin e executada pela orquestra dele mesmo.

Seat back and let the evening go!

Fiquem em paz

Jonas
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terça-feira, 12 de outubro de 2010

Maquiagens e Barbies

Neste Dia das Crianças eu me ví diante da mistura das aguas do rio da vida da Gigi. Essa mistura está materializada nos presentes que involutariamente, é bom que se diga, compramos para ela: um pequeno estojo de maquiagem e uma boneca Barbie.

Na hora eu comentei com a Rita: estamos presenteando uma moça ou uma menina? E percebemos que estamos assistindo isso sim uma mudança de fase na vida de um ser humano.

E me lembrei que ultimamente tenho estado atento a essas coisas, mas eu não fui sempre assim. Com as devidas desculpas aos meus filhos eu sou obrigado a confessar que com eles raramente eu me dava conta dessas coisas.

E eu desconfio que sei por que. A mim me parece que minha vida tinha outras prioridades que não passavam nem perto da contemplação, da valorização da vida e da percepção das emoções.

A embriaguez causada por outras prioridades e outros valores me afastavam do real significado de nossa existencia que é perceber a presença do outro e tentar entender o que se passa com o outro.

A embriaguez motivada por outros atrativos não deixava cravar em meu coração as incontaveis nuances da beleza da vida.

A embriaguez do riso fácil não me solidarizava com as dores que os que me são caros sentiam.

A embriaguez em poças rasas me impedia de mergulhar fundo e descobrir a diversidade da vida.

A embriaguez da superficialidade não me deixava confessar meu compromisso com a vida dos que me amam. E que me amam apenas por que eu sou o que sou e não pelo que eu acho que eu deveria ser.

Então o que eu quero agora é a sobriedade que me faz abrir os olhos para um horizonte largo, plano e promissor.

Preciso me manter sóbrio para entender as fases da minha propria vida, recheda de sucessos e fracassos. As minha próprias lições.

Só a sobriedade pode me fazer rir ou chorar com sinceridade diante das surpresas da vida. E a vida não pode ser perdida tão a toa. 

E como eu digo sempre uma infinidade de situações concorreram para que eu chegasse até aqui e que tudo acontecesse comigo do jeito que está acontecendo. Eu preciso entender isso e cuidar de tudo com ponderação, parcimonia e sobriedade.

É preciso lembrar sempre da simultaneidade da vida e que não somos apenas cativos de algumas pessoas ou de algumas coisas e muito menos somos apenas cativeiros. Nós somos as duas coisas ao mesmo tempo. 

Fiquem em paz

Jonas
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domingo, 10 de outubro de 2010

Cenas épicas

O lançamento de um celular, o Smartphone Epic da Samsung, gerou uma idéia bacana. São vários pequenos curtas sobre cenas épicas de beijos, lutas, romances e que tais.

E junto com essa idéia bolaram um concurso de curtas que devem ser feitos com o tal celular Epic. O vencedor ganha 25.000 dolares.

Curtam os curtas.

Fiquem em paz.

Jonas


















sábado, 9 de outubro de 2010

Sir John Winston Lennon

Hoje, 09 de outubro, é o aniversário de duas pessoas importantissimas: uma delas é meu sobrinho Eduardo
(Edu para mim) Salve Edu! Continue sendo o ser humano especial que você é. Que o bom Deus o abençoe sempre.

A outra pessoa é John Lennon. Se estivesse vivo estaria completando 70 anos hoje.  Se é que tem alguém que não sabe, ele juntamente com Paul McCartney formou uma das duplas de compositores músicais mais geniais da história da música e esbanjaram competencia e criatividade como Beatles e depois em suas carreiras solos.

Quando se fala em Beatles é comum os fãs dizerem que gostavam mais desse ou daquele integrante da banda. A Rita, por exemplo, gosta mais do George, já minha cunhada Conceição e a Margie Simpson gostam mais do Ringo.

Para mim não há um beatle preferido, entendo que eles formavam uma unidade e não consigo destaca-los, pois penso que se o fizer quebrarei um dos lados desse quadrilatero absolutamente perfeito chamado The Beatles.

Mas certamente ele tinha sua personalidade bem diferente dos demais. Era bem ironico, um poeta engajado, sonhador. Teve também seu lado roqueiro simplesmente. Quando ainda como beatle envolveu-se com tudo que os roqueiros se envolvem. Mais tarde acabou tornando-se um militante pacifista e teve problemas com o FBI  para conseguir residencia nos Estados Unidos, mas conseguiu. E, ironicamente, justamente no país onde ele brigou tanto para morar foi onde acabou assassinado por um desequilibrado que o matou em Nova York na noite de 08 de dezembro de 1980.

John também teve seu lado de pai amoroso quando em 1975 nasceu seu filho Sean, e então passou a dedicar-se exclusivamente a ele durante cinco anos que ficou sem fazer outra coisa qualquer inclusive sem compor e nem gravar. Cinco anos depois gravou juntamente com Yoko Ono um belissimo album recheado de poesias chamado Double Fantasy que acabou sendo seu ultimo trabalho. 

Quanto às suas músicas sou suspeito em falar delas e confesso uma dificuldade muito grande em escolher a melhor mas ouso  fazer uma escolha de tres composições que traduzem fases bem distintas de sua vida mas que revelam sua personalidade sonhadora e ativista ao mesmo tempo.

A primeira ainda como Beatle chama-se Strawberry Fields Forever e faz um chamamento para uma viagem interior. Me parece inspirada na fase psicodélica e lisérgica que os quatro andaram experimentando.

A segunda já como solo chama-se Mind Games e a chamada é na direção de que todos devemos jogar jogos mentais. Pensar na paz e no amor. Pode ser que a corrente do pensamento faça florescer o amor sobre a terra.

A terceira  é do album Double Fantasy e é uma lindissima declaração de amor chamada Woman em que Lennon confessa-se totalmente entregue ao amor de sua mulher ( Yoko) e é dela dependente.

Logo depois das fotos estão os videos, espero que voces gostem. Espero que o Edu goste.

Fiquem em paz,

Jonas

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