sexta-feira, 16 de abril de 2010

Epitáfio

Sempre que morre alguém famoso e dependendo do tamanho da fama, lemos e ouvimos a noticia em todos os meios de comunicação e, cronistas, radialistas, ancoras de tv, jornalistas, correm a escrever, cada um mais compungente que o outro, epitáfios emocionantes quando não pequenas biografias que, obviamente, louvam a vida e as obras do falecido. Isso é bom e desejável. Muita coisa boa sobre muita gente, só ficamos sabendo depois que morrem, o que é uma pena é claro, mas não dá pra saber tudo de todas as pessoas todo o tempo.

Correm em paralelo às noticias de mortes individuais as mortes coletivas, e que temos visto acontecer em tragédias uma atrás da outra - essa semana tem uma na China -tragédias que se sucedem em terremotos e enchentes cada uma levando centenas de vidas precocemente. Se bem que esse termo precoce é um conceito nosso e bem humano, dado que independente da fé de cada um e se olharmos com um pouco de frieza, o que ocorre de verdade é que se morre na hora certa.

E no turbilhão de imagens instantaneas, redes de TV, rádios, jornais, e o que mais houver vemos jornalistas e reporteres narrando e nos atualizando a respeito dos resultados das catástrofes. 

E tome ancora fazendo olhar triste e voz embargada, e tome técnicos e especialistas de todas as coisas, fazendo análises que demonstram que a tragédia podia ser menor se certas medidas tivessem sido tomadas antes, e tome reporteres de microfone em punho entrevistando sobreviventes para os quais faz as perguntas mais óbvias sobre dor e sofrimento, como se ele esperasse encontrar alguém que estivesse festejando a perda de parentes e amigos.



Não sei se sou só eu mas eu chego a perceber  em todos que noticiam uma certa ansiedade para que as mortes sejam em numero maior do que o até então anunciado, que a catástrofe seja a mais amarga de todos os tempos.

E ficamos nós olhando tudo isso, tomamos uma enxurrada de informações sobre 50, 100, 200, 500 ou mais mortos, geralmente muito pobres, e tudo vai parar por ai mesmo. Depois não saberemos mais nada. Não ficaremos sabendo de alguma providencia para que tais coisas tenham consequencias menores no futuro, não ficamos sabendo sobre valores arrecadados e distribuidos, não ficamos sabendo se os sobreviventes recuperam-se bem ou razoavelmente bem, não sabemos se foram reconstruidas casas suficientes para todos mundo,  enfim o assunto cai no esquecimento.

Assim como caem no esquecimento aquelas vidas todas que acabaram sob lajes e enxurradas. Todos tristes anonimos que não sabemos quem foram e nem o que fizeram.

Pergunto: no meio de tantas vidas encerradas não havia ao menos uma, uminha só, a respeito da qual valesse a pena escrever um epitáfio? Não poderia um só desses repórteres e jornalistas contar a nós outros um tantinho de alguma vida, com certeza valiosa, e que se foi tão tristemente.

Estranhos valores os nossos, choramos e lamentamos barrancos que deslizam e lages que desabam, mas nos esquecemos da essencia de tudo isso, que são vidas preciosas perdidas para sempre, das quais não faremos memória jamais.

Fiquem em paz.

Jonas

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Doe Palavras

Olha só que coisa bacana. O Hospital Mario Penna de BH de tratamento de Cancer bolou a Campanha Doe Palavras. Funciona assim: voce vai nesse endereço: http://www.doepalavras.com.br/ e escreve uma mensagem, é o twiteer mas voce não precisa estar inscrito. Sua mensagem é enviada para o hospital e é transmitida via TVs intaladas em todos os quartos dos pacientes.

E veja abaixo um video lançado pelo mesmo hospital.

Agora escolha umas palavras bem bonitas e doe-as. Não custa nada e voce vai fazer um bocado de gente se sentir bem.

Fique em paz.

Jonas

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Pixels e Tok Stok

Tenho certeza que voces já jogaram Space Invaders. E o come-come? Quem não jogou? Tetrix? Bacana né? Pois um sujeito chamado Patrick Jean - certamente alguém pra lá de saudosista - fez esse video.  Ele imaginou que a cidade de Nova York é invadida pelos nossos personagens de 8 bits. Não faltou nem o King Kong. E ficou muito bom. Vejam.




E alguém já viu uma cadeira ser montada mais rápido que essa da Tok Stok? Bem esse é o forte dessa cadeia de lojas móveis, tudo muito fácil e rápido de montar. Esse video ganhou o Leão de Bronze em Cannes no ano passado. Curtam.



E estão faltando comentários por aqui! Um blog alimenta-se de comentários.


Fiquem em paz.

Jonas

domingo, 11 de abril de 2010

Expandir é preciso

Um de meus passatempos prediletos é descobrir novas coisas para o computador principalmente como baixar e armazenar arquivos.

A preocupação é sempre em cima de espaço no HD e óbviamente o medo de perder minha preciosa coleção de musicas e fotos, sendo que as duas já somam perto de 4.000 unidades cada uma, o que sempre me leva a pensar em alternativas de fazer cópias seguras disso tudo.

E um dia desses fuçando por ai encontrei um compactador de musicas e fotos bem bacana e facilimo de usar, especialmente para músicas pois ele as reduz de 180 ou 200 bits para 64 ou menos sem perder a qualidade. Isso multiplica em duas ou tres vezes a capacidade armazenamento de pendrives e cartões de memória.

Logo pensei no cartão do meu tocador do carro que é um cartão de 2 GB e nele cabem perto de umas 150 ou 180 músicas. Nunca o usei na sua capacidade total. Mas quando eu encontrei esse compactador eu pensei: oba! vou poder gravar mais de 400 musicas para ouvir no carro.

E parti para a ação. Primeiro passo: escolher 400 musicas do meu acervo. 

Foi aí que dei de cara com uma espantosa descoberta: não tenho 400 musicas ( excetuando-se as 230 dos Beatles) com as quais eu me identifique ou queira de ouvir mais de uma vez em curto espaço de tempo. Travei. Me frustrei e larguei meu projeto pra lá.

Gravei isso sim, pouco mais de 20 músicas no meu cartão para ouvir no carro dizendo a mim mesmo: quando eu enjoar dessas eu gravo outras 20. Reparem só: de 400 para 20! Comprovei para mim  mesmo que as musicas que me agradam de verdade não passam de 20. Ou que sejam 50 vá lá. É qualquer número bem longe de 400.

E foi quando eu pensei nessa sempre crescente e obsessiva mania que muitos de nós temos em juntar coisas: sapatos, musicas, livros, dinheiros, etc.. Besteira. Basta que de tudo isso tenhamos apenas o necessário para a satisfação de nosso prazer ou de nossas necessidades. O suficiente de qualquer coisa é bem menos do que pensamos.

Não dá pra deixar de falar no costume dos dias de hoje que o sites de relacionamento disseminaram e que se chama "comunicar-se com amigos." Nesses lugares a gente percebe uma verdadeira compactação de amigos. Quem precisa comunicar-se com tantas pessoas? Quem pode ter afinidade com tantas pessoas? Como se pode usufruir da companhia de tantas pessoas? Quem pode ter prazer em amizade com tantas pessoas?

Façamos pois o inverso. Ao invés de compactarmos com vistas à caber mais, seja lá o que for, o que temos que cuidar é de expandir . Em especial as amizades que já temos. Aqueles poucos amigos que temos e que valem ouro. Com os quais a gente se comunica, se afina e pode usufruir da companhia. Aqueles que a gente quer encontar e ouvir toda hora.

Não sei quantos GB eu tenho no coração mas asseguro a voces que sinto-o pleno, cheio, transbordante de tudo que tenho.



Fique em paz,

Jonas

quinta-feira, 1 de abril de 2010

A Páscoa de cada um

Assisti ao filme Invicto ,direção Clint Eastwood, estrelado por Morgan Freeman. É a narrativa dos primeiros meses de Nelson Mandela na presidencia da Africa do Sul.

 O país vinha do fim do apartheid o que em portugues dá quase um trocadilho com parto. Pois é o que foi o fim do regime segregacionista naquela terra. Um parto com forceps. Beirou uma guerra civil. E guerras, civis ou não, deixam marcas profundas na auto-estima da população. Mandela encontrou um povo dividido e resistente aos novos tempos. 

E para piorar a coisa toda, nesse mesmo tempo a seleção de rugby do país também está em declinio. Às vésperas da Copa do Mundo é uma seleção com craques - maioria de brancos - desacreditados e que passam a enfrentar uma dura oposição de organizações de maioria negra, agora com voz e vez no país, e que passam a exigir a sua extinção.

Mandela vê nisso a oportunidade de reatar aqueles laços fraternos e naturais entre os seus patricios e que haviam sido desfeitos. E empenha todo seu prestigio e experiencia de vida na motivação dos atletas do rugby para que vençam a Copa da qual, ainda por cima, a Africa do Sul é anfitriã.
 
 Apelando para metodos nada ortodoxos ele usa poemas, musicas, livros, histórias, viagens, tudo para despertar nos jogadores, e em especial no capitão da equipe, a vontade que todos carregam dentro de sí para superar as dificuldades. E consegue. Não só os jogadores da seleção, mas os 42 milhões de cidadãos africanos revêm suas posições e é como se o país renascesse. Com iniciativas simples, originais e com seu empenho pessoal Mandela faz uma profunda mudança nas relações entre negros e brancos de seu país.


 Acho que isso é Páscoa.

Olhemos para os Mandelas que temos dentro de cada um de nós. E não importam as circunstancias, as realidades, as forças ou as condições de cada um. Olhemos nosso dons e descubramos em nós mesmos o caminho para realizarmos a Páscoa. Acreditemos na força do Amor, plantado em nós desde sempre e que é capaz de resgatar o que se perdeu, unir o que se separou e apaziguar o que se rebelou.

Façamos cada um a Páscoa do outro, não importa muito de que jeito, o importante é fazer.

Fiquem em Paz. E façam todos uma Santa Páscoa.

Jonas e familia.

sábado, 27 de março de 2010

Feita a Justiça. Ponto.

O país acompanhou, ou a midia quis que acompanhasse, o julgamento dos pais de Isabella e todos sabemos do resultado e não é disso que quero falar.

Podem me chamar de chato, podem até acrescentar galochas na minha chatice, mas não gostei de ver a sede da multidão pela comprovação da culpa dos acusados, não gostei de ver fogos e gritos de alegria após o anuncio da sentença, não gostei de ver a agressão aos condenados quando sairam do Fórum.

A ausencia de qualquer fiapo de piedade me assusta. O olhar vesgo aplicado somente sobre um lado das vidas humanas envolvidas nesse episódio denuncia intolerancia e impede um minimo de reflexão sobre o pós-tudo isso.

A começar pelo outros filhos do casal. O que será deles? Como crescerão e chegarão à fase adulta da vida convivendo com o fato de que os pais estão presos? E os pais do casal? E toda a familia da Isabella? A sua mãe natural? Existe inegavelmente um turbilhão de sentimentos humanos envolvidos nessa história toda. Eu sou capaz de apostar que a força desse turbilhão pode movimentar uma usina.

Como viverão daqui para frente algumas dezenas de pessoas que se decepcionaram, se desiludiram, com um par de seres humanos com quem conviveram durante anos? Qual o tamanho do impacto na capacidade dessas pessoas - de hoje em diante - de amarem, confiarem, de se dedicarem a algúem? Como passarão à olhar para a natureza humana?



Todos os dias milhões passam pela experiencia de ter ao seu lado pessoas capazes de cometer desvios que vão desde a falta de ética e moral até a loucura de eliminar outras vidas humanas, experiencia essa que ninguém quer viver.

Não deveriamos festejar a condenação de quem quer que seja que tenha cometido qualquer tipo de crime contra a vida, contra a Natureza.

Deveriamos isso sim vestir luto. Vestir luto por todos que ficam na beirada dos caminhos das loucuras de uns poucos, especialmente as crianças.Vestir luto pelo pelas tantas e pequenas mortes colocadas nos corações  - principalmente dos pequeninos - daqueles que um dia, sem saber, amaram e desejaram a presença amiga de pervertidos de todo jeito. 

Deveriamos vestir luto por esse alivio equivocado causado pela "Justiça feita" sobre quem errou, um equivoco que deixa esquecida pela caminho a dor da frustração e da comprovação da pequenez humana  que dói e incomoda.

Fiquem em paz

Jonas

sábado, 20 de março de 2010

Precisamos de manuais?

Desde que me conheço por gente ouço de todas as pessoas as melhores maneiras para se viver. Eu também tenho umas quantas  vez ou outra quero dize-las aos outros.

E essas maneiras tem assim aquele jeitão daqueles livretos que acompanham as coisas que compramos e que nos ensinam como melhor usufruir do novo celular, ou do secador de cabelo ou do liquidificador, são os famosos manuais. E cada manual tem a correspondente e óbvia natureza de ser útil apenas para um certo e especifico aparelho, da mesma série, do mesmo modelo, da mesma marca, coisa e tal.



Mas reparem só, quase ninguém dá bola para esses manuais, todo mundo tem é pressa de curtir a nova engenhoca recém adquirida e acaba descobrindo na base do erro e do acerto como as coisas funcionam.

Entende-se que o celular "sabe" que tem que fazer ligações, o secador já "sabe" secar nossos cabelos e o liquidificador há de liquidificar oras! E percebemos que, as vezes já no fim da vida útil da tal engenhoca, ainda não descobrimos todas as suas funções.

Parece que na vida é mais ou menos igual. Temos a mesma pressa de "mexer" logo na vida, de sair "usando" a vida sem dar muita bola para o famoso passo-a-passo que consiste nisso mesmo: dar um passo de cada vez.

Pois deve ser assim mesmo. Nas dores e nos prazeres, nas alegrias e nas tristezas ou nas perdas e nos ganhos, cada um trás dentro de sí um jeito muito pessoal de sentir tudo, um manual natural digamos assim. Nosso jeito de viver é único como são unicas as nossas impressões digitais.

Acho que nossas almas "sabem", cada uma a seu modo, o que buscar da vida, cada alma "sabe" onde está aquilo que nos felicitará, que nos realizará plenamente. Cada uma sabe como "mexer" na vida.

O problema está em que a nenhum de nós é dado o poder de "sair" da própria vida e ficar do lado de fora o tempo suficiente para perceber o que virá lá adiante, ou enxergar a nós mesmos para saber o que somos e do que precisamos. Não podemos ler nosso manual e pode ser até que cheguemos ao fim da vida sem descobrirmos todas as nossas "utilidades".

É nesse momento que as pessoas à nossa volta nos oferecem seus manuais com o passo-a-passo que explicaria para que servem todos os nossos botões.

Mas ocorre  que é inutil pois, como já se disse, cada pessoa "funciona" de um jeito diferente da outra, cada manual é para um "aparelho" especifico. Tentemos pois cumprir nossas naturezas, façamos tudo do modo com que fomos criados: de maneira única e insubstituivel.

sexta-feira, 19 de março de 2010

DataSauva divulga resultado da pesquisa

O Instituto DataSaúva de Pesquisas divulga o resultado da enquete sobre a inquietante questão: quem nasceu primeiro: o ovo ou a galinha.

Ei-los:

o ovo: 75 %
a galinha 25%

Isso posto, assim como o são os ovos, não se fala mais nisso. A pesquisa completa com suas respectivas análises está sendo enviada ao Instituo Darwin que mesmo tendo o seu patrono sido contrariado no resultado,  a duras penas reconhecerá, dará a aprovação e carimbará com seu selo Darwiniano das Coisas Evoluidas para posterior publicação nas revistas especializadas.

Paralelamente o Congresso Nacional  mantendo sua postura - bem adequada para o momento - de querer sempre por ordem no terreiro, pois é disso que se trata, fará ratificação da pesquisa.



Talvez para alguns de voce ocorra perguntar: mas e o galo? Pois é....

Fiquem em paz

Jonas

quinta-feira, 18 de março de 2010

A economia da ignorancia

Lendo uma revista regional encontrei um artigo assinado por Gustavo Maia Gomes, economista, cujo raciocinio sobre a remuneração estupenda das celebridades ignorantes brasileiras me chamou a atenção.

Há um paradoxo incompreensivel na equação salários X empregos X conhecimento. Todos nós desde pequeninos aprendemos que para conseguir um bom salário na vida é necessario estudar, estudar e estudar. E depois se atualizar, se atualizar, se atualizar. Certo? Errado.

É só darmos uma boa olhada no mundo esportivo, televisivo, de moda e afins e vamos encontrar perfeitos e acabados analfabetos de todas os tamanhos ganhando salários pra lá de 6 digitos antes da virgula, o que é um insulto aos mortais trabalhadores de todas as faixas desde a turma do salário minimo até especialistas de todos os naipes cujos cuja soma dos milhares de reais recebidos por mês é igual à soma dos dedos das mãos e dos pés. Quando são.

E por que isso? Apenas por que a " a economia do conhecimento" não se aplica nas areas de atuação dos ignorantes e que muitas vezes nem são muito bons naquilo que fazem. Um exemplo pode ser o Pelé. Não surgiu ainda na história do futebol jogador melhor que ele no entanto devem existir no mundo uns 200 jogadores com salários que Pelé jamais ganhou, ou sequer sonhou ganhar. E a lista é enorme. Fangio no automobilismo, Valentino no cinema, Orlando Silva cantando e por ai vai. 

Gustavo Maia Gomes propõe uma resposta para isso: a comunicação global e instantanea faz com que bilhões de pessoas vejam, ao mesmo tempo, um jogo de futebol, ou um desfile de moda, ou um filme. Vai dai que as pessoas mostradas nesses eventos tem um imenso poder comercial. O que ocorre é que o tal sujeito mesmo analfabeto virou um outdoor planetário e sendo assim pouco importa o que ele é como individuo ou mesmo como profissional o que importa é que ostente a marca do patrocinador.

E qual a empresa global que quer abrir mão da publicidade? Na verdade já não há muita relação ou nenhuma com o intelecto ou conhecimento técnico basta apenas que o piloto ganhe umas corridas, o jogador faça meia duzia de gols e que a modelo não tenha bunda. A marca do patrocinador estará para sempre divulgada.

E esses ditos idolos saem por ai muitas vezes tidos como ,ou se achando, uns genios, mas que na verdade são verdadeiros debilóides que dão graças por existir a " economia baseada no desconhecimento"



Claro que eu não estou falando de nenhum de nossos idolos. rêrêrê.....

Fiquem paz,

Jonas

quarta-feira, 17 de março de 2010

Boa noticia: auxilio à visão dos cegos.

Uma vez conhecido que as cobras, sendo praticamente cegas, utilizam a lingua - recheada de sensores naturais - para atacar suas presas e deslocarem-se por ai, cientistas passaram a desenvolver um aparelho que simula na lingua do homem os mesmos tais sensores. Surreal né? Mas está funcionando, já é uma realidade.




O novo aparelho funciona tirando fotos com uma pequena câmera instalada sobre um par de óculos. Em seguida, a imagem capturada vai para uma unidade de controle, do tamanho de um celular pequeno, qeu fica na mão do usuário. Essa unidade de controle transforma a fotografia em impulsos elétricos e os envia para a boca do usuário, através de um fio com 300 eletrodos que pulsam de acordo com a quantidade de luz que há na imagem.

Para a pessoa, esses impulsos são sentidos como se fosse um borbulhar de champanhe. Pixels brancos têm um pulso forte, enquanto os pretos não resultam em qualquer sinal. Assim, o deficiente visual consegue “enxergar” o objeto ou cenário fotografado. A unidade de controle também permite ao usuário aproximar ou distanciar a imagem, controlar a luz e o choque elétrico na língua.

É isso.

Fiquem em paz

Jonas


terça-feira, 16 de março de 2010

O falso e o autentico

Devido a reunião de trabalho ontem sai mais tarde. Então antes de ir para casa parei em uma lanchonete para fazer um lanche.

Quase me arrependi e por duas razões: a primeira é que o lanche demorou demais para sair. E o chato desses momentos e ainda quando se está sózinho é arrumar o que fazer. 

Sobre a mesa tinha um desses jogos americanos de papel com propaganda de uma escola de ingles. Tinha um caça-palavras, umas cruzadas, um desses labirintos que voce leva o esquilo até uma nóz e um jogo dos sete erros. Lí tudo e solucionei todos os “problemas”.

Restou-em ainda ler toda a latinha de Sol e os cartazes colados pelas paredes do lugar. Fiquei sabendo de todas as festas do mes, de um show do A-Ha e também de uma novena numa paróquia próxima. Na mesa ao lado havia uma familia – os pais e um rapaz – sendo que o rapaz fazia aniversário, coisa que era denunciada por um pequeno bolo colocado sobre a mesa. Ainda antes de meu lanche chegar eles cantraram o Parabéns a Voce para o rapaz, tiraram fotos e liquidaram com o dito bolo, coberto de nozes diga-se de passagem.

Esgotadas todas as possibilidades de manter meu cérebro funcionando não me restou outra coisa senão deitar os olhos sobre a tela de uma TV pendurada na parede a minha frente e, pra variar, sintonizada na Globo. Pude testemunhar cenas ao vivo do BBB. Coisa rara senão inédita para mim.

E aqui entra meu segundo arrependimento. Eu passei a ver um dos momentos que devem ser o mais eletrizante do programa dado que seu apresentador fez muito suspense sobre ele e podia-se notar nos personagens ( eu disse personagens? deve ser meu subconsciente) uma certa ansiedade pelo que poderia vir.
Os personagens eram convidados um a um a entrarem num cubiculo que chamavam de confessionário e ali eram convidados a responderem a pergunta: quem voce acha a pessoa mais falsa da casa?

E segundo o apresentador não valiam explicações nem devaneios, tinha que ser assim “na lata”. O objetivo eu desconfio que seria eliminar alguém do jogo.

E veio o primeiro personagem, o segundo, o terceiro… se não me engano foram dez, alguns mostravam-se espantados – Falsa?!! mas quem?! humm assim assim acho dificil, deixa eu pensar… - mas diziam um nome e assim seguiu. Juro que fiquei torcendo para que um deles respondesse: eu mesmo! Afinal estavam em um confessionário. Não. Isso não aconteceu. Não tenho bem certeza mas o nome de uma das moças foi o mais citado. E depois tinha mais uns rituais que eles cumpriam na tentativa de que se descobrisse quem disse o que de quem.
01
Felizmente terminei meu lanche e não vi essa parte de puro entreguismo e saí. No caminho para casa fiquei pensando que os idealizadores do tal programa podiam aproveitar e dar um melhor exemplo de convivencia humana e então os personagens seriam convidados a dizerem quem seria o individuo mais autentico da casa.

Mas me dei conta de que muito provavelmente o resultado seria empate. E não haveria eliminação de ninguém. Dado que o mais autentico de todos seria sempre o que estava sendo perguntado. Tem alguma coisa errada nisso. Mas não sei bem o que é.

Fiquem em paz.

Jonas

sábado, 13 de março de 2010

Yo-yo Ma um senhor violoncelista

Yo-Yo Ma nasceu na França e tem ascendencia chinesa e musical. Sua mãe era cantora e seu pai maestro e compositor. Yo-Yo Ma começou estudando primeiro violino depois viola e finalmente violoncelo.

Ainda criança , aos oito anos, já chamava atenção por sua prodigalidade e tocou em concerto regido por Leonard Bernstein.  Em 2006 tornou-se um dos Embaixadores da ONU para a paz.

Eclético, ele tem um repertório muitissimo variado e incomum para um violoncelista. E voces notarão isso nos videos abaixo.


No primeiro video ele toca o que seria uma musica comum para violoncelistas: é o Preludio nr 01 de Bach.

Já no segundo video ele toca juntamente com Bob McFerrin um cantor jazzistico e com um peculiaridade: usa a voz para criar diversos efeitos sonoros. A musica é Hush Little Baby.

No terceiro video - e esse eu não poderia deixar de fora - ele toca uma musica dos Beatles: Here Comes the Sun, e quem canta é James Taylor que dispensa apresentações.

Divirtam-se.

Fiquem em paz.

Jonas





sexta-feira, 12 de março de 2010

Edição extraordinária - Glauco, parte de meus risos

Quase diariamente e ao longo de vários anos uma parte de meus risos são devidos ao Glauco. Virou uma especie de ritual diário, uma liturgia mesmo, eu ler as tirinhas da Folha de São Paulo e entre elas as do Glauco.

Dificil dizer de qual personagem criado por Glauco eu gosto mais , pois quase todos eles são um pouco de nós mesmos ou ao menos um pouco das pessoas com quem convivemos.

Glauco consegue como poucos traduzir o cotidiano de todos nós, aquelas pequenas situações que enfrentamos diariamente e que a depender do que seja, chega a afetar nosso humor.

Mas o Geraldão e sua mãe, o Faquinha, a Dona Marta, o Doy Jorge, o Geraldinho todos eles nos mostram que mesmo aquelas situações ridiculas ou massacrantes podem ser levadas numa boa.

Hoje fica tudo um pouco mais triste, especialmente por saber que Glauco ( e seu filho uma dupla tragédia) foi vitima da violencia, justamente uma pessoa que abraçou a arte de nos fazer rir, de fazer nossos dias um tanto melhores. Ironia.

Fique em paz Glauco e pode deixar que hoje mesmo eu direi a Deus o quanto sua presença por aqui foi importante e Ele certamente pedirá que voce continue a fazer suas tirinhas por lá.

Jonas


De ovos e de galinhas

E a grande pergunta deste e de outros séculos é: quem veio primeiro: o ovo ou a galinha?


Pergunta recorrente aqui em casa, especialmente nas refeições, e sempre feita pela Gigi, imagino que o seja também no resto do mundo. Razão pela qual o Saúva vem a publico botar um pouco de luz nessa questão.

Depois de dar as devidas googladas em busca da resposta para tão impertinente questão, descobri que o o assunto paira também sobre as mesas de sábios e estudiosos e são deles as respostas abaixo. Acalme-mo-nos pois. Existe luz no fim do tunel.


 “A galinha, tal como a conhecemos, teve de surgir antes que pudesse pôr o primeiro ovo. Ela deriva de um animal menos evoluído, provavelmente também uma ave. Somente depois de se desenvolver é que um organismo pode se reproduzir”. Décio Altimari, geneticista da Santa Casa de São Paulo
 
Graças à genética moderna, podemos ter certeza de que o ovo veio antes. As mutações que separam uma nova espécie de seus pais geralmente ocorrem no DNA reprodutivo, presente em óvulos e espermatozóides. É isso que dá origem a novas espécies.” Christopher Langan, autodidata americano tido como “o homem mais inteligente da América”, com QI de 195 pontos.  
 
Quando a galinha ainda era um ovo, ainda assim ela era da espécie Gallus gallus. Portanto, a primeira forma de vida dessa espécie teria que ser um ovo.” John Brookfield, geneticista da evolução da Universidade de Nottingham, na Inglaterra.
 
“Por criação queremos dizer a condução à vida por um criador sobrenatural. Ele usou processos que não estão agora em operação, em lugar do universo natural. Mas Ele foi responsável por dar a vida a todos os seres.” Duane Gish, bioquímico e pensador criacionista, crítico da teoria da evolução.
Ao ler e reler essas respostas acabei por concluir que ainda ouviremos essa pergunta por muito tempo e por mais tempo ainda não saberemos a resposta.
 
Resta ainda mais uma saída. O Saúva propõe uma pesquisa sobre o assunto. Ela ficará ai no canto esquerdo durante uns dias. Respondam. Quem sabe não sairá daqui o Premio Nobel Das Respostas às Perguntas Irrespondíveis.
Fiquem em paz.
Jonas


 
 
 
 

quinta-feira, 11 de março de 2010

A beleza escondida no escuro

Um personagem de Saramago em seu Todos Os Nomes, interroga-se sobre qual seria a razão de ter medo do escuro desde que dentro dele mesmo havia um escuro total e que ele carregava para cima e para baixo.

Me admirei com essa observação e passei a refletir sobre essa verdade não só, e é obvio, por concordar com ela mas ao mesmo tempo lembrando um exame desses gastros que fiz uma vez e que antes que eu "apagasse" devido a anestesia eu pude ver que do meu esofago para baixo haviam cores bonitas, peroladas, amarelas.... Portanto é um tipo de escuridão que se fosse clareada certamente nos surpreenderia.

E não é que hoje eu ví umas fotos que me lembraram tudo isso? E que só confirmaram que existe muito mais beleza em nós mesmos do que imaginamos.

Vejam só essas imagens que foram capturadas por um microscópio chamado de eletronico de varredura e que amplia imagens em até 250.000 vezes e digitaliza superfícies de imagens através de um feixe de eletrons de alta energia. Uma engenhoca humana que acabou revelando maravilhas naturais.

Fiquem em paz

Jonas


ruptura de um vaso sanguineo

cristal de pedra no rim

coágulo sanguineo

fio de cabelo com ponta espigada